Uma retrospectiva bávara

Uma retrospectiva bávara
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A “dura” rotina de ser o melhor. Ai, ai, mais uma pose! (Foto: Bongarts)

Muitas cervejas rolaram em 2017, o Bayern foi o alemão mais bem-sucedido nos rolês desse ano. Confira a retrospectiva bávara

Escrever sobre futebol não é uma tarefa simples. É um constante exercício em busca da sensatez e ser fiel ao que  realmente os times passam. É saber quando escrever mal sobre seu time. É abrir mão do orgulho de torcedora e reconhecer o bom momento do adversário. Nesse texto vou me ater ao segundo caso. O Bayern nunca foi meu time alemão preferido, mas verdade seja dita, não poderia falar de outro – nesse fim de ano – que não fosse o gigante da Baviera.

Pode parecer clichê fazer uma retrospectiva; e talvez seja mesmo. Os bávaros tiveram altos e baixos – mais altos do que baixos -, afinal a perfeição talvez esteja em um plano divino. Foi campeão da Bundesliga 2016-17 e da Supercopa da Alemanha, se classificou para as oitavas da Champions League, bateu o Dortmund nas oitavas da Pokal e é o líder disparado dessa temporada do campeonato alemão. Eita, galera enjoada! Parece perfeito, né? Confira os detalhes nessa retrospectiva bávara.

Retrospectiva bávara: tchau, Ancelotti!

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Tschüss, Liebling! (Foto: Christof Koepsel/Bongarts/Getty Images)

Sobre o comando de Carlo Ancelotti o Bayern foi campeão da Bundesliga 2016-17 e da Supercopa da Alemanha em cima do rival Borussia Dortmund. Mas isso não significa que Das Leben ist kein ponyhof ( a vida não é uma fazenda de pôneis): o time de Ancelotti escorregou, titubeou em momentos importantes e fez uma pré-temporada ruim – que foi abafada pelo título da Supercopa.

O estilo de jogo do técnico italiano se desgastou rápido, os bávaros não tinham confiança no seu jogo coletivo e na qualidade, além de haver um certo desconforto de alguns jogadores com ele. O time até iniciou a Bundesliga com vitórias, mas sem convencer. Mas após a derrota para o Hoffenheim, o time desanimou e tome críticas à Ancelotti. A torcida estava insatisfeita, a imprensa pegando no pé, até que veio a última gota, a derrota para o Paris Saint-German na Champions League. O italiano foi demitido. Tschüss, Ancelotti! Ou no bom português: tchau, desgraça!

Jupp Heynckes: o retorno

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O técnico Jupp Heynckes deixou no time e na torcida quando se aposentou em 2013. (Foto: Alex Livesey/Getty Images)

Não há dúvidas que Heynckes é amado na Baviera, sentimento que é recíproco. O alemão de 72 anos deixou sua posentadoria para assumir o comando dos bávaros. O técnico chegou decidido, com plano definido e ressaltou a importância de resgatar a confiança do time. Heynckes estava parado desde 2013 depois de conquistar a tríplice coroa com o gigante da Baviera. Deu para perceber que de Bayern o coroa entende! Quem melhor para resgatar a confiança da equipe?

O trabalho não foi fácil, mas o técnico alemão foi dando seu toque ao time, fez sua restruturação no esquema tático e no estilo de jogo. Em sua estreia o Bayern bateu o Freiburg por 5 a 0. Oh, mein Gott! Isso que é começar com o pé direito! Aos poucos foi se moldando um time forte, confiante, uniforme e regular nos resultados. Com Heynckes, vemos um time inteligente que sabe aproveitar as características de cada jogador; um jogo coletivo forte que, consequentemente, destaca suas peças individuais nos momentos oportunos. O ataque é eficiente, a defesa se segura bem e as jogadas fluem, apesar de algumas dificuldades.

Os rolês: Champions League, Bundesliga e Pokal

O Bayern foi um time que começou mal as competições, mas achou o caminho da vitória e faz o que se espera. Na Champions, os bávaros caíram num grupo difícil, com Celtic, Anderlecht e os queridinhos da mídia PSG. A vida não foi fácil e o time da Baviera enfrentou dificuldades contra todos os adversários, mas os números são bons: são 5 vitórias e 1 derrota.

Na Bundesliga os dados não decepcionam, são 13 vitórias, 2 derrotas e 2 empates. Com um início fraco, bambeando como um bêbado, o Bayern mudou e mostrou a que veio, eles querem mais um título! É o atual líder, as vitórias estão vindo, mas a pressão sobre os adversários não é mais a mesma de antes e os bávaros passam alguns sufocos desnecessários. É para o torcedor se preocupar?

Na Pokal, segue tudo tranquilo. Foram apenas 3 jogos, 2 vitórias e 1 empate. A saideira do ano foi contra o Dortmund, no Der Klassiker. Os aurinegros até deram um trabalhinho, mas nada que impedisse o Bayern de se classificar para as quartas. Você quer eficiência, @?

O que esperar de 2018?

O ano mal terminou e já tem umas novidades na Baviera. O atacante Sandro Wagner, ex-Hoffenheim, foi contratado – o bom filho a casa torna – e chega para ser reserva de Robert Lewandowski. Kingsley Coman renovou até 2023. O jogador é rápido, habilidoso e bem ofensivo, o Bayern acertou renovando. Mais novidades ainda podem surgir nessa janela, fiquem atentos, Aufmerksamkeit!

Final de ano desperta essa vibe reflexiva nas pessoas e no futebol não é diferente. O que o torcedor bávaro pode esperar de 2018? O título da Bundesliga? O Bayern passará pelo Besiktas? O título da Pokal vem? É sonhar muito esperar uma tríplice coroa? Sinceramente, não tenho uma bola de cristal e não sou nenhuma mãe Diná. O futebol é imprevisível. Posso afirmar que com base naquilo apresentado durante 2017 que o Bayern de Munique é o melhor time alemão atualmente. No mais, termino com o lema da torcida bávara mia san mia e que venha 2018!

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Yanca Rosa

Yanca Rosa

Estudante de Arquivologia da UFF, viciada em futebol! PS.: não me venha com esse papo que futebol é coisa de homem.



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