5OC (matchweek 16): onze vezes mais tranquilo

5OC (matchweek 16): onze vezes mais tranquilo
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O gol de David Silva abriu a vitória no clássico (Foto: Reprodução/Premier League)

O City venceu o clássico jogando como campeão e agora reina na liderança; confira os destaques da semana 16 da Premier League, que teve empate em Anfield, derrota do Chelsea para o West Ham e outros jogos importantes para a tabela

Jogando como um líder – Man United 1 x 2 Man City

Exceto pela falha no primeiro gol. Em tese, na realidade, nem podemos creditar o erro diretamente ao time como um todo. O cruzamento veio simples e Delph esticou o peito, como um pombo. Rashford – que é extremamente oportunista – precisou apenas bater para o gol e empatar a partida, que já estava inaugurada em seu placar.

Mas no geral, os Citizens fizeram o que se espera de um campeão. O jogo não foi nada simples. Ederson inclusive fez duas defesas absurdas à queima roupa, em chutes de Lukaku e Juan Mata, no mesmo lance, em sequência. Em uma ou outra jogada, Rashford e Martial também conseguiram incomodar Kompany e Otamendi. Mas o time foi cascudo. Não foi o melhor dos jogos. Mas foi um jogo de campeão.

A troca de passes característica dos times de Guardiola prevaleceu novamente. Foram 64,6% de posse de bola, que resultaram em 7 chances reais de gol e dois tentos. E olha que eles nem foram criados. O de David Silva, inclusive, foi bem truncado, aos trancos e barrancos. Bate no peito de um, sobra para outro. Enche o pé na linha da pequena área. Festa da torcida visitante – que nem viajou, na verdade.

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O voleio de Otamendi para colocar o City na frente de novo (Foto: Reprodução/Premier League)

No segundo gol, a mesma coisa: chutão de Lukaku, jogador “nocauteado” dentro da pequena área, bola no pé de Otamendi. Para De Gea, que fechou o gol durante todos os lances defensáveis, uma lástima. Não tinha o que fazer em nenhum dos gols.

Durante a partida, o City mostrou o porquê de ainda ser líder. Controle do jogo no campo de ataque, chances bem criadas de aumentar o placar no contra-ataque e poucos – mas perigosos – riscos sofridos. Ainda assim, a leve vantagem diante do United foi fundamental. No final, o gasto de relógio ainda foi preciso. E só não rendeu mais gols por falhas de atacantes. E a vitória, abriu onze pontos. Onze vezes tranquilo, o City agora pode focar no fim de ano e estourar seu champagne com tranquilidade no dia 31.

Merseyside draw – Liverpool 1 x 1 Everton

SETENTA E NOVE POR CENTO. Esse foi o tempo de posse de bola do Liverpool contra o Everton, em Anfield. E não ganhou. Talvez porque dos 23 chutes apenas 3 foram no gol.

O time titular trouxe Firmino e Coutinho no banco na formação 4-3-3. Os titulares foram Chamberlain e Solanke. E aí, adivinhem quem assumiu o protagonismo? Sim. Salah. De novo ele. E aliás, que golaço! Dois dribles secos, bola colada no pé, disputa no corpo com o zagueiro e tapa certeiro, no ângulo, indefensável. Mas foi só.

Os Reds sabiam o que queriam dentro de casa no clássico. Os Toffees foram para o Merseyside Derby sabendo também o que queriam: ganhar cancha para um novo esquema que consiga enfrentar, aos poucos, os times mais potentes. E assim tiveram sucesso.

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Salah bagunçou o zagueiro e abriu o placar (Foto: Reprodução/Premier League)

Depois do gol, entraram Coutinho e Danny Ings. Não mudou muito. No final, o empate não deu em muita coisa para nenhum dos dois também. O Liverpool perdeu uma boa oportunidade de colar ainda mais lá em cima. O Everton, dentro da sua proposta, ainda saiu menos prejudicado e mais feliz de campo. A evolução é evidente. Mas ainda falta bastante para o time caminhar como deve.

Five O’Clock Tea, o chazinho das 5 na terra da Rainha

Tottenham 5 x 1 Stoke City: o Tottenham já abriu 5 a 0 em Wembley logo para acabar com alguma chance de zebra – ou evitar problemas que geralmente rolam em jogos. Dois gols de Harry Kane, 4-2-3-1 básico, aquela coisa toda. Destaque para Eriksen, que cada vez mais vem orquestrando um time que, a princípio, pode chegar bem longe na Champions League desse ano – e ainda tentar algo mais interessante na Premier.

Southampton 1 x 1 Arsenal: Charlie Austin abriu o placar logo cedo, com 3 minutos. Mas o Arsenal aproveitou isso para pressionar em boa parte do confronto. Foram 66,8% de posse de bola e 6 chutes no gol para os Gunners, que mais uma vez entraram com os três zagueiros. Mas o gol mesmo só saiu aos 88′, com Giroud, que entrou na segunda etapa. E no final, com pouco tempo para virar, ficou tudo no empate mesmo no St. Mary’s Stadium.

West Ham 1 x 0 Chelsea: eu vinha criticando bastante o West Ham. Mas parece que David Moyes resolveu ressurgir para o cenário inglês junto com a retomada dos Hammers. A partida contra o City já tinha sido boa. Agora, contra o Chelsea, foi melhor ainda. O gol, marcado cedo por Arnautovic, fez o estilo de jogo dos Blues ser posto à prova. Nesse modelo, Kanté merece destaque, sendo mais uma vez um ladrão de bola e chegando com muita frequência e eficácia na área adversária. Mas a bola não entrou, mesmo com o Chelsea chegando bem à meia lua do West Ham em algumas oportunidades. E a vitória ficou com os Hammerheads, que vem crescendo e já está no meio da tabela.

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Guilherme Porto

Guilherme Porto

Esporte sempre foi a minha paixão. Apaixonado por NFL e Futebol, mas acompanho tudo que gere competição, desde golf até curling. E para um cara que preferia os jogos gravados em fita cassete da Copa de 94 aos desenhos animados antes de ir à aula na creche, trabalhar com isso é privilégio.



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