Chucrutes (13ª rodada): grandes emoções no Vale do Ruhr

Chucrutes (13ª rodada): grandes emoções no Vale do Ruhr
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Os azuis-reais conquistaram resultado histórico dentro da Vestfália (Foto: Divulgação/Bundesliga)

No fim de semana, os destaques foram a absurda retomada do Schalke 04 no empate no clássico do Vale do Ruhr e derrota do Bayern de Munique; os Chucrutes chegaram de nooovo tabelando na 13ª rodada da Bundesliga


Há muito tempo o futebol é tido como uma caixa de surpresas, imprevisível e emocionante. É algo capaz de provocar os mais diversos e contrastantes sentimentos; arrepia, faz chorar, faz sorrir, faz gritar… haja unha para roer, haja cabelo para ser arrancado. As emoções são mais afloradas quando se trata da rivalidade ou no caso a ruhrvalidade.

O clássico do Vale do Ruhr começou 4×0 para o Borussia Dortmund, mas terminou empatado. Os azuis reais do Schalke 04 foram buscar o empate depois da expulsão de Aubameyang. E não, você não leu errado. O outro Borussia, o Mönchengladbach, também foi destaque, ao render a primeira frustração da quarta passagem do técnico Jupp Heynckes pelo Bayern de Munique. Heynckes liderava uma incrível sequência de 9 jogos de invencibilidade.

A 13° rodada esquentou ainda mais o campeonato alemão e fez as cervejas voarem das canecas. A tabela está girando mais que a cabeça de alemão depois de encher a cara. Confira destaques:

Derby no Vale do Ruhr: Borussia começa goleando, mas Schalke empata

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Naldo deixa tudo igual para o Schalke 04 nos acréscimos (Foto: Reuters)

A Alemanha tremeu no confronto entre o lado amarelo e o lado azul do Vale do Ruhr. De todas as incertezas do futebol, uma chega a ser até previsível, o Revierderby é sempre um espetáculo. O imprevisível se torna certeza e tem sido assim desde a primeira partida em 1925. A ruhrvalidade é tão sinistra que em 2008, por exemplo, num jogo em Gelsenkirchen, a torcida dos azuis reais tacou sangue de porco nas catracas de acesso da torcida aurinegra.

E se no sábado o termômetro marcava 5°C no Ruhr, o Signal Iduna Park pegou fogo. O time de Dortmund foi avassalador no primeiro tempo, anotando não 1, nem 2, mas 4 gols! Parecia o fim da maldição da queda livre ah iludidos! Mario Götze desencantou, o atrasado Aubameyang estava inspirado, Raphaël Guerreiro – diferentemente de um certo peruano – não perdeu a chance de marcar, e ainda rolou um gol contra de Benjamin Stambouli. O time de Peter Bosz estava aparentemente mais organizado, confiante e jogando com raça. E a defesa, pouco exigida até então, não decepcionou. Estava tudo perfeito para os aurinegros. No entanto, o jogo não termina aos 45 minutos.

O vestiário é um lugar íntimo, é onde o treinador tenta arrumar o time para voltar para o jogo, rola aquela troca de incentivos… no caso, Domenico Tedesco deve ter feito um ritual, invocado Odin ou apenas ter prometido uma ou várias rodadas de chopp para o time. Dada a natureza quase que sobrenatural da reação do Schalke, fica a dúvida.

Seja lá o que tenha sido feito, deu certo. O time de Gelsenkirchen voltou com o sangue nos olhos, a entrada de Amine Harit deu outro ritmo ao jogo (por que ele não é titular, Odin?)Guido Burgstaller, desaparecido no primeiro tempo, marcou, dando início à façanha, seguido de santo Hari. O terceiro foi de Daniel Caligiuri e vodca ou água de coco Naldo fechou o placar. Nessa troca de chocolates – nada afetivas – que se configurou o clássico do Vale do Ruhr.

Depois de um lampejo de brilhantismo, o Borussia deixou, mais uma vez, a vitória escapar. A defesa insiste em falhar, o time comete sempre os mesmos erros. O técnico Peter Bosz segue com a corda no pescoço e a bruxa segue solta em Dortmund. Já o Schalke, apesar de ter perdido uma posição na tabela, voltou para Gelsenkirchen com sabor de vitória (ei, Tedesco, paga o litrão, eles merecem!). É aquele velho ditado: quem ri por último, ri melhor! E os aurinegros ficaram com o sorriso amarelo, literalmente.

Mönchengladbach vs Bayern de Munique: água na cerveja de Jupp Heynckes

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O Borussia Mönchengladbach bateu o líder, no primeiro revés de Jupp Heynckes (Foto:AFP)

Em um jogo difícil, os foals surpreenderam o líder do campeonato e jogaram água na cerveja de Jupp Heynckes. Jupp se tornou  ídolo do Gladbach – e da Seleção Alemã – quando era jogador. Mas, posteriormente, se consagrou no Bayern de Munique, como técnico, e agora está na sua quarta passagem pelo clube como treinador.

Os Potros estão fazendo uma boa campanha até o momento. O time de Dieter Hecking emplacou seu 4° jogo sem perder e está com a mesma pontuação do Schalke 04. Uma equipe concisa, com bom toque de bola e que sabe distribuir o jogo. Em ótima fase, Matthias Ginter e Thorgan Hazard garantem a vitória em casa.

Antes do Mönchengladbach, 2017 era só alegrias para Heynckes, que liderava o time de vermelho ao seu 9° jogo de invencibilidade, com apenas um empate. Lesionados, Robben, Ribéry, Thiago Alcântara, Müller e Alaba fizeram falta e o time teve dificuldades para criar jogadas perigosas – o que ajuda a explicar a derrota por 2×1 para o Borussia.


Chucrutes, um pouco de Candira e uma pitada de Schuaistai

Rivalidade, jogos disputados, troca de chocolates, alegria, decepção, troca-troca de posição e, claro, muita cerveja foram os elementos do enredo da 13° rodada. Mas apenas uma palavra define: unglaublich, incrível! Veja os rolês de RB Leipzig e do Leverkusen

RB Leipzig 2×0 Werder Bremen – o Leipzig está com schwein gehabt (sorte), isso é fato! O time de Ralph Hasenhüttl bateu fácil o fraco Werder Bremen. Com a vitória, o Leipzig retomou o segundo ligar na tabela, ficando apenas a 3 pontos do líder. Naby Keita e Bernardo Silva foram os donos dos tentos. Assim, o vice-campeão da temporada passada segue na cola do Bayern.

Eintracht 0x1 Bayer Leverkusen – jogo morno, equilibrado, sem grandes lances. O único gol, o goldenes tor, foi do Kevin Volland. O time comandado por Heiko Herrlich segue segue sua escalada na tabela e chega a marca de oito jogos de invencibilidade na Bundesliga.

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Yanca Rosa

Yanca Rosa

Estudante de Arquivologia da UFF, viciada em futebol! PS.: não me venha com esse papo que futebol é coisa de homem.



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