GP dos EUA: o holandês voador

GP dos EUA: o holandês voador
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GP do Brasil em 2016, após fantástica manobra de ultrapassagem sobre Nico Rosberg (Foto: Getty Images)


A festa foi da Mercedes, com o título dos construtores já em mãos e o tetra de Hamilton batendo na porta; mas a maior atração do dia ficou por conta de Max Verstappen


GP dos EUA: mais do mesmo

No GP dos EUA, as emoções foram relativamente previsíveis, tanto por conta de quem venceu, quanto por conta de quem surpreendeu (guess who…). Lewis Hamilton fez o que pôde – vencer, como de costume – e já começa a ver a silhueta da taça nas mãos. Enquanto isso, a Mercedes garantiu com antecedência o título do Mundial de Construtores durante a 62ª vitória de Lewis na categoria. Hamilton é um dos pilotos mais velozes da história e o tetra virá para coroar a temporada excelente do inglês – principalmente a segunda metade. Já estamos ansiosos pela ‘Batalha do Penta’ no ano que vem.

Sebastian Vettel conseguiu, finalmente, terminar a corrida em uma posição favorável e adiou a entrega do título de Hamilton. O alemão respira, mas está à espera de um milagre.

Se Kimi Räikkönen é a pedra no sapato de Hamilton, Valtteri Bottas tem a função de ser um incômodo para Vettel. O papel dos segundos pilotos de Ferrari e Mercedes ganha protagonismo ao passo que fica visível o que ambos poderiam fazer caso estivessem em posição mais favorável dentro da equipe. Os finlandeses são obstáculos dos adversários de seus companheiros de equipe na guerra direta em busca do campeonato. E hoje, estes dois pilotos excepcionais viram o escudeiro de Daniel Ricciardo – que abandonou a corrida por falha no motor – invadir seus planos. Novamente.

No final da zona de pontuação, Perez estava mais rápido que Ocon e, por vezes, pediu a posição do companheiro para a equipe. A Force India preferiu não mexer, o que resultou em um ataque da Williams de Felipe Massa e perda da posição do mexicano – que, em seguida, foi ultrapassado também por Carlos Sainz. Para nós, de casa, ficou a impressão de que talvez a equipe devesse rever suas estratégias. Ou talvez soubessem que a Renault do espanhol viria de qualquer jeito. Não ficou claro.

Max Verstappen, o holandês voador

Em seu segundo ano na F1, com 20 anos de idade, o atual sexto colocado do ranking contabiliza 10 pódios na carreira, inúmeras ultrapassagens de tirar o fôlego e outros muitos recordes quebrados – alguns inclusive em sua temporada de estreia na categoria. Se antes alguns dos adjetivos usados para o garoto prodígio eram inconsequente ou imaturo, após diversas demonstrações de extrema competência, a palavra agora é brilhante.

Punido com 5 segundos por cortar caminho na ultrapassagem em cima de Kimi Räikkönen, Max perdeu o pódio para o homem de gelo. Mas nada apaga a impressionante corrida do holandês. Mais rápido em todas as curvas em Austin, a atenção da ponta foi desviada para qualquer briga que Verstappen estivesse travando em sua escalada da 15ª até a terceira 4ª posição.

Quando confrontado pelos repórteres sobre o sutil “atalho” na ultrapassagem feita sobre Räikkönen, o holândes soltou: “Decisões estúpidas matarão o esporte.

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Verstappen deixa a sala do pódio após o 3º lugar ser entregue a Kimi (Foto: Sportv 2/ Reprodução)

Largando em 15º, o esperado era que Max subisse posições e terminasse a corrida na zona de pontuação. Mas não da forma como o fez. O brilhantismo evidenciado nas tantas ultrapassagens feitas pelo piloto no GP dos EUA faz emergir um fato: Verstappen é o futuro e o presente.

Tá faltando o quê? O panorama para o título

Com a vitória, Hamilton conta agora com 331 pontos e Vettel com 265 e deixou encaminhada sua quarta conquista do Mundial de pilotos da Formula 1. Restando 3 GPs para o final da temporada (México, Brasil e, finalmente, Abu Dhabi), o máximo de pontos possível de alcançar é 75. Sendo assim, para vermos o inglês campeão com antecedência no México, aqui estão algumas alternativas:

  • Uma primeira colocação, com Vettel em 3º;
  • Uma segunda colocação, com Vettel em 6º;
  • Uma terceira colocação, com Vettel em 7º;
  • Uma quarta colocação, com Vettel em 9º;
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Izabelle Souza

Izabelle Souza

Estudante de Publicidade, 20 anos, nascida e criada entre Niterói e São Gonçalo. A criança que queria correr na F1, mas acabou nadando até chegar na praia. E ainda bem que chegou! Da areia, não conseguiu evitar se apaixonar pelo surf. Da vida, não foi capaz de separar o trabalho do esporte.



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