Prévias NBA 2017-18: Conferência Leste

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Há quem tire esse título dos Cavs? (Arte: Giovanni Pastore/RISE Esportes)

Confira as apostas da RISE Esportes para a classificação dos times da Conferência Leste da NBA aos playoffs

O início de temporada da NBA sempre traz muita expectativa, mas também muitas perguntas. Que times irão aos playoffs? O rebuild de franquia tal dará certo? A troca por jogador x realmente valerá à pena? A quadra normalmente se encarrega de responder essas questões, e a RISE Esportes apresenta agora seus palpites do que deve rolar entre os garrafões da NBA na temporada 2017-2018. A bola da vez é a Conferência Leste, confira:

:: Candidatos ao título

1° – Cleveland Cavaliers

Em 2016-2017, a franquia de Ohio passou por uma fase negativa na parte final da temporada e acabou perdendo a primeira colocação para o embalado Boston Celtics. Nas finais de Conferência, os celtas acabariam perdendo para o próprio Cleveland, do então candidato à MVP, Kyrie Irving.

Porém, muita coisa mudou. Kyrie agora veste verde e Isaiah Thomas, Jae Crowder, Dwayne Wade e Derrick Rose se juntaram ao Cavs.

A posição 1 parece ser a principal preocupação. IT chegou lesionado dos Celtics e os médicos de Cleveland não conseguem precisar uma data de retorno – a previsão é de que o jogador só entre em quadra após a virada do ano. Isso sem falar em Derrick Rose, que possui histórico de lesões amplamente conhecido – inclusive, a primeira dessa temporada já aconteceu. Com isso, o espanhol José Calderón se torna a opção imediata da armação. Sorriso amarelo na torcida dos Cavs.

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Mas já, Derrick Rose? (Foto: Reprodução/SporTV)

Caso a situação de Rose seja recorrente, é provável que o técnico Tyronn Lue utilize Calderón durante minutos limitados – e explore seu banco de reservas com Wade e J.R. Smith jogando mais, com LeBron cuidando da bola.

Pela potência do quinteto titular e por ter um dos melhores bancos de reserva da liga, o Cavs é a principal potência do Leste e favorito absoluto ao título da conferência. Além disso, podemos esperar a franquia vindo com tudo para tentar destronar mais uma vez o Golden State Warriors.

2° – Boston Celtics

Com apenas quatro remanescentes do elenco que chegou às finais em abril deste ano, os Celtics se reforçaram com dois nomes de peso: Kyrie Irving e Gordon Hayward. E a expectativa era de que a tríade formada por ambos e Al Horford rendesse bons frutos à franquia. Todos precisaremos esperar para ver. A infeliz contusão de Hayward pode botar em cheque as pretensões dos celtas para esse ano: o jogador quebrou o tornozelo esquerdo e deve perder toda a temporada. A bruxa está solta na NBA.

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Hayward sofreu a lesão logo no primeiro jogo da temporada, contra os Cavs (Foto: AP Photo/Tony Dejak)

Com isso em mente, ainda assim acreditamos que Boston consiga garantir a 2ª posição. Porém,os celtas precisarão que alguns jogadores chamem a responsabilidade para si: Kyrie Irving terá que, mais do que nunca, provar que pode liderar uma franquia. E Jayson Tatum, Jaylen Brown e Terry Rozier terão mais espaço na rotação para mostrar o motivo de terem sido as apostas dos Celtics no draft.

:: Se classificam sem problema

3° – Washington Wizards

É verdade que os Wizards não foram tão ativos no mercado, mas mantiveram a base do elenco que esbarrou nos Celtics nas semifinais da conferência na temporada passada. Liderados pelo duo John Wall e Bradley Beal, deverão brigar pelas posições intermediárias da zona de classificação e chegar aos playoffs sem problemas. Porém, a falta de opções melhores no banco de reservas pode gerar um problema crônico na equipe: o cansaço dos titulares.

4° – Toronto Raptors

Os Raptors perderam algumas peças importantes na rotação: Patrick Patterson, P.J. Tucker, Cory Joseph e DeMarre Carroll. Enquanto sua principal reposição foi o pouco badalado C.J. Miles. A franquia vinha num crescente aumento do número de vitórias, mas na temporada passada falhou em manter essa estatística. O elenco titular ainda é bom e deve garantir vaga nos playoffs na metade da tabela. Porém, existem dúvidas se a equipe voltará a chegar em uma final de Conferência.

5° – Milwaukee Bucks

Liderados pela sensação grega Giannis Antetokoumnpo, os Bucks também resolveram confiar no entrosamento do elenco da temporada passada. Formado por jogadores jovens e de muito potencial, a falta de experiência pode ser um problema ao longo da campanha. Porém, ainda assim é uma das melhores equipes do Leste e deve conseguir se classificar para a pós-temporada sem muitos desafios.

:: Brigam pelos playoffs

6° – Miami Heat

Miami ficou no quase na temporada passada, perdendo a última vaga dos playoffs para o Chicago Bulls. Um dos piores times do inicio, o Heat esquentou as coisas acabaram sendo a sensação da parte final da temporada. O elenco, que é composto por nomes pouco badalados, teve sua base praticamente intacta – e vai ter um pouco mais de profundidade com a chegada de Kelly Olynyk. Caberá ao técnico Erik Spoelstra conseguir tirar “leite de pedra” mais uma vez deste time que, a primeira vista parece fraco, mas em quadra é interessante de se acompanhar.

7° – Charlotte Hornets

Temporada nova, vida nova. É assim o pensamento do Charlotte Hornets, que tinha expectativas de se classificar para os playoffs na campanha passada, mas no final acabou ficando bem longe disso. A princípio a lesão de Nicolas Batum deve ser um problema para a equipe – mas a chegada do pivô Dwight Howard vêm para suprir a deficiência no garrafão. A franquia tem novamente grandes chances de se classificar, mas deverá ficar atenta aos deslizes que a fizeram ficar de fora em 2016-2017.

8° – Philadelphia 76ers

A oitava posição é sempre uma surpresa. A aposta da vez é a franquia liderada pelo pivô Joel Embiid. Com um elenco promissor, em processo de reconstrução há alguns anos, Philly parece pela primeira vez estar seguindo o caminho certo. Contarão com a estreia de duas primeiras escolhas (2016 e 2017): Ben Simmons e Markelle Fultz. Tudo dependerá da saúde física de Embiid, que se mostrou um tanque embaixo do garrafão. Se ele conseguir se manter saudável e Simmons e Fultz corresponderem às expectativas, os 76ers tem capacidade de capturar a 8ª posição.

9° – Detroit Pistons

Os Pistons conseguiram um ótimo negócio ao assinarem com o especialista defensivo Avery Bradley. Do outro lado, perderam Kentavious Caldwell-Pope, Marcus Morris e Aron Baynes. A franquia, no entanto, parece estar um pouco perdida entre a briga pelas últimas vagas dos playoffs e a parte inferior da tabela. Uma maior participação dos atletas titulares será imprescindível para tentar conquistar essa vaga. Andre Drummond, Reggie Jackson e Tobias Harris precisam elevar seus números ou então os Pistons continuarão fadados ao destino da temporada passada.

10° – Orlando Magic

Ainda na busca pela redenção, o Orlando Magic é outra equipe que entrou em um processo de reconstrução que parece não ter fim. Suas escolhas no draft de 2016 se mostraram precipitadas ou não corresponderam ás expectativas do que se esperava delas no primeiro ano. Além disso, a franquia vem de uma temporada de completo fracasso, não só em quadra como também no escritório. O ponto positivo para o Magic é que, nesse caso, a franquia tem espaço para adiar por mais um ano sua reconstrução. É improvável, mas se Elfrid Payton conseguir elevar seu jogo e Aaron Gordon finalmente demonstrar à que veio e inflar seus números, Orlando poderá até sonhar com uma das vagas.

:: The dark horses

11° – Indiana Pacers

Perder Paul George certamente foi um baque, ainda mais pelas moedas de troca que a franquia recebeu pela superestrela. Obviamente, Victor Oladipo e Domantas Sabonis não valem o preço de PG. Entretanto, foi a escolha que parece ter sido a menos pior para os Pacers.

As chances de playoff são muito escassas, porém o elenco não é de todo ruim e, se bem trabalhado, pode surpreender em alguns momentos. Trabalhar o potencial dos prospectos deverá ser o principal objetivo por enquanto. Myles Turner, T.J. Leaf, Oladipo, Sabonis e Glenn Robinson III são todos jovens e com possibilidade de melhora.

12° – New York Knicks

Após uma longa novela com Carmelo Anthony, New York finalmente deram adeus à sua superestrela. Com isso, o letão Kristaps Porzingis tem caminho aberto para se tornar o franchise player do Knicks. Entretanto, o jovem ala-pivô demonstrou certa insatisfação com a direção com os rumos que a equipe tem tomado e sua relação com o treinador Jeff Hornacek parece não ser das melhores.

É hora da franquia se reorganizar. Porzingis tem tudo para ser a principal estrela da companhia nos próximos anos. A equipe possui dois jovens com potencial: Willy Hernangomez e Frank Ntilikina. E Tim Hardaway, Enes Kanter e Courtney Lee são jogadores úteis.

Entretanto, por agora o elenco se mostrou muito limitado. As posições 1 e 2 não possuem profundidade alguma e as opções no banco são absolutamente duvidosas.

13° – Brooklyn Nets

Os Nets parecem finalmente começar a sair do buraco em que se enfiaram após a polêmica troca onde cederam suas escolhas de draft por Paul Pierce e Kevin Garnett, em 2013. Para a atual temporada, entre os destaques, a franquia conseguiu dois bons jogadores com salários altíssimos, DeMarre Carroll e Allen Crabbe, e receberam também a promessa D’Angelo Russell, que como preço teve Timofey Mozgov e seu contrato absurdo.

Ainda não é o cenário ideal. A escolha de 2018 da equipe ficou com o Cavaliers, após a troca de Kyrie Irving com o Boston Celtics. Entretanto, o time do Brooklyn conseguiu a escolha de Toronto na troca por Carroll. Ainda serão necessários mais alguns anos para a reconstrução ser completa – talvez 2 ou 3. Mas parece que a franquia já consegue enxergar uma luz no fim do túnel.

14° – Atlanta Hawks

Vindo de uma offseason terrível, a equipe de Atlanta deverá ficar de fora dos playoffs após 10 anos consecutivos participando da pós-temporada do melhor basquete do mundo. A aposta em Dwight Howard não deu certo – o pivô não vingou e agora vai “não-vingar” em outro lugar jogar no Charlotte Hornets. Mas o principal baque foi a perda de outros dois titulares: Paul Millsap e Tim Hardaway Jr.

Além disso, a franquia foi muito mal no mercado e não conseguiu peças de reposição do nível dos atletas que saíram. Com isso, Dennis Schroder e Kent Bazemore se tornam as principais referências de um elenco fraco. É uma temporada de testes. E o calouro John Collins e o secundanista Taurean Prince são os primeiros da fila.

15° – Chicago Bulls – soco na cara do maluco?

A vida na temporada 2017-18 da NBA será difícil para o torcedor do Chicago Bulls. Nos últimos anos as expectativas eram grandes, mas acabaram com as lesões de Derrick Rose. Joakim Noah também foi outro que entrou em fase descendente na carreira. A parte boa: ambos foram no início da temporada passada.

Desta forma, Jimmy Butler assumiu a missão de carregar a equipe, contando com a ajuda dos veteranos Dwayne Wade e Rajon Rondo. Infelizemente para os torcedores dos Bulls, o resultado também não foi muito bom. E, para piorar, o time perdeu suas principais estrelas para este ano: Butler foi para Minnesota, Rondo para New Orleans e Wade para Cleveland.

Não há outra alternativa: o período agora é de reconstrução. O elenco conta com um predomínio de atletas jovens e a franquia conseguiu ótimos prospectos em Lauri Markkanen, Zach LaVine e Kris Dunn. Agora é botar a garotada em quadra e avaliar quem tem potencial. E tentar arrumar alguma escolha de loteria via trocas, utilizando Nikola Mirotic ou Robin Lopez.


Confira também nossas análises aprofundada sobre como as movimentações de mercado devem afetar o desempenho dos times das Divisões do Pacífico, Central, do Atlântico, Sudeste, Noroeste e Sudoeste da NBA

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Felipe Coelho

Felipe Coelho

Apaixonado por esportes e por redação desde pequeno, demorou a perceber que poderia unir essas duas paixões como forma de viver e se expressar. Se jogou de cabeça relativamente tarde no basquete, mas a partir daí não parou mais. Até se esforça na hora da pelada, mas a habilidade só existe nos videogames mesmo. Nerd de carteirinha, coleciona milhares de horas na Steam. Football Manager player since 2005.



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