Tiki-taka (8ª rodada): cala-te

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Barcelona e Atlético empatam no primeiro confronto entre gigantes em La Liga; Cristiano volta a marcar e Valencia ganha em jogo maluco

Na primeira “briga de cachorro grande” do campeonato, Atlético dá bobeira e vê Barcelona arrancar empate no fim. O Real Madrid segue sem convencer, mas Cristiano e Benzema terminam jejum. Valencia e Bétis fazem jogo de 9 gols em Sevilha. Acompanhe com a RISE:

Suárez silencia o Metropolitano – Atlético de Madrid 1×1 Barcelona

Atlético e Barcelona eram as únicas equipes – ao lado do Valencia – ainda invictas no campeonato espanhol. E tirar a invencibilidade do adversário significava muito mais do que apenas uma questão de orgulho: para o Atlético seria diminuir a vantagem blaugrana e colar na vice-liderança. Para o Barcelona, significava aumentar ainda mais sua gordura na ponta da tabela.

Mas tudo acabou continuando na mesma.

O Barcelona começou, naturalmente devido às características das duas equipes, a chegar ao ataque. Mas os donos da casa começaram a equilibrar as ações e assustaram duas vezes – com Griezmann parando em ambas as oportunidades em defesaças de Ter Stegen, aos 7′ e aos 9′. O Barcelona respondeu com duas chegadas de Messi, tendo Savic salvado o Atlético também nas duas vezes. Mas o gol colchonero não tardaria muito a chegar…

Aos 20′, Filipe Luís recebeu pela esquerda e passou para Carrasco pelo centro; o belga dominou e antes da chegada de Rakitic na marcação, passou para Saúl chegando livre; o camisa 8 dominou e soltou um chutaço da entrada da área – e com a perna ruim. Sem problemas – Atlético 1×0.

A vitória no clássico parecia bem próxima após 12 jogos sem vitórias em cima dos culés, mas o Atlético – e Simeone – cometeram um pecado que já custou muito em outras ocasiões aos colchoneros: satisfeitos demais com a vantagem mínima, acabaram por recuar mais do que o necessário e dar campo ao Barcelona, que chegaria ao empate aos 81′. Busquets acionou Sergi Roberto pela direita; o meia espanhol avançou e lançou bola, que encontrou cabeçada certeira de Suárez. Final: 1×1 no Wanda Metropolitano.

O gol de empate teve direito inclusive a um Suárez fazendo sinal de “silêncio” à torcida colchonera.  Gesto que lembra a icônica comemoração de Raúl, curiosamente contra o Barcelona.

Sai Zica!- Getafe 1×2 Real Madrid

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Cristiano Ronaldo finalmente marcou nesse campeonato espanhol (Foto: El Bernabeu)

Num duelo entre dois times da capital espanhola, deu a lógica. Mas não sem bastante sofrimento. O Madrid continua a não entregar tudo que o seu time pode nesse início de La Liga. As jogadas não fluem e as chegadas ao ataque da equipe blanca são engessadas, dependendo em demasia de cruzamentos para a área.

Todos estes problemas se acentuam ainda mais quando Modric não está em campo, como ocorreu no sábado por opção do técnico Zinedine Zidane, em sua 100ª partida no comando dos merengues. Menos mal que a dupla de ataque (Benzema e Cristiano) voltou a marcar – com o gajo fazendo seu primeiro gol nessa edição de La Liga.

E foi o Madrid quem saiu na frente: Cristiano tentou passar bola para Benzema na direita, um defensor do Getafe cortou mal e o francês ficou com la pelota; em seguida, deu um drible da vaca em Cala e tocou escorregando no cantinho de Guaita. Getafe 0x1 Madrid.

No segundo tempo veio o empate do Getafe: em jogada trabalhada desde o lado esquerdo da defesa, a bola foi até a ponta direita do ataque com Fajr, que entrou na área e cruzou rasteiro para Molino – impedido – tocar com ajuda de desvio para o gol. Era o 1×1.

O Real Madrid foi em busca do desempate, mas esbarrava na própria incompetência: a transição ofensiva era feita de forma pobre. Para resolver isso, Isco entrou no lugar de Vázquez aos 71′ e o time até chegou ao gol com Theo Hernández, mas o tento foi bem anulado por impedimento. Ainda houve uma chance desperdiçada por Cristiano Ronaldo na cara do gol.

Mas o camisa 7 não costuma decepcionar quando mais se precisa dele e compensaria o erro aos 84′: Isco recebeu passe de Kroos, girou, levantou a cabeça e olhou para área; viu (ou anteviu) Ronaldo enganando a marcação e entrando livre e descolou lindo lançamento para o português, que deixou a bola pingar na área para chutar no canto do gol. Foi a 13ª vitória consecutiva fora de casa dos merengues, que agora ocupam a terceira colocação do campeonato.

Loucura, loucura – Real Betis 3 x 6 Valencia

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A última vez que o Valencia fez 6 gols numa partida foi na temporada 2003-2004, ano do título espanhol (Foto: Valencia/Divulgação)

O Betis vem sendo pródigo em se envolver em jogos malucos e com muitos gols nessa temporada, mas elevou isso a décima potência quando enfrentou um embalado e invicto Valencia. As duas equipes, treinadas por dois técnicos que prezam pelo jogo ofensivo – Quique Setién e Marcelino, repsectivamente – não decepcionaram quem esperava por um confronto aberto e jogado para frente.

O que se viu a princípio foi um passeio dos che: aos 34′, o Valencia abriu o placar com Kondogbia marcando de cabeça após escanteio cobrado por Parejo; ampliaria aos 44′ com Gonçalo Guedes acertando no ângulo um chutaço de fora da área. O Betis ainda teria um pênalti – duvidoso – assinalado a seu favor aos 54′, mas Neto defendeu com o pé a penalidade cobrada por Sanabria.

O terceiro do Valencia chegaria em novo escanteio cobrado por Parejo, dessa vez na cabeça de Rodrigo, aos 66′; o quarto viria de forma chorada, com Santi Mina fazendo seu marcador bailar e ainda contar com o desvio dele em seu chute para matar o goleiro. Aos 73′.

Aí você pensa: “73 minutos e 4×0? Esse jogo já deu o que tinha de dar”. Em outras ligas pode até ser assim, mas na melhor liga do mundo não.

Aos 78′, o Valencia relaxou e errou na saída de bola, com Joel Campbell aproveitando a bobeira e tocando na saída de Neto: Betis 1×4. Um minuto depois, Sanabria recebeu lançamento, tirou o goleiro e tocou pro gol vazio: Betis 2×4. Aos 83′, Joel Campbell fez seu marcador ficar perdido no balanço e cruzou; a zaga rebateu mal e a bola sobrou para Tello na área. O camisa 20 ajeitou e bateu bonito com curva no canto; Betis 3×4.

Agora o que passa na cabeça é que o Betis chegará ao gol de empate para completar o conto de fadas, correto? Errado.

O Betis, na emoção, tentaria buscar o empate. Mas o Valencia matou o jogo com dois contra-ataques: aos 87′ Zaza recebeu bonito lançamento de Mina e chutou forte para o gol – Betis 3×5 Valencia. E aos 92′ Guedes roubou bola na defesa, arrancou até o ataque e passou para Andreas Pereira; o brasileiro dominou, limpou o marcador e mandou belo chute no ângulo. Final: Betis 3×6 Valencia. Vice-liderança para os che, num jogaço para ninguém botar defeito.

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Matheus Wesley

Matheus Wesley

Aspirante a jornalista e apaixonado por futebol onde se parlla e onde se habla. Fã de tática e da história desse esporte incrível. Considera Zizou a síntese do "jogo bonito" e acha os desarmes de Cannavaro, Baresi e Maldini uma obra-prima tão bela quanto qualquer gol. Twitter: @Matheus11Wesley



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