Vai e vem da NBA: Divisão Sudeste

by Felipe Coelho | 9 de outubro de 2017 11:03

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Miami Heat ou Washington Wizards, quem será que leva o título da Divisão Sudeste? (Arte: RISE Esportes)

Como aquecimento para o início da temporada, a RISE Esportes está analisando as movimentações de mercado dos times da NBA;

Confira também nossas análises das divisões do Atlântico[1], Central[2], Sudoeste[3] e do Pacífico[4]

Washington Wizards

A base da campanha passada – que conquistou pela primeira vez o título da divisão e alcançou a semifinal da Conferência – continua a mesma. A estrela principal da equipe, John Wall, aceitou uma extensão de 4 anos no contrato, que passará a valer a partir de 2019. Portanto, o armador continuará nos Wizards pelo menos até 2023.

Nas contratações, a equipe da capital se reforçou com o armador Tim Frazier (Pelicans), com o ala-armador Jodie Meeks (Magic) e com o agente-livre Mike Scott.

As saídas ficaram por conta dos armadores Trey Burke e Brandon Jennings, que não tiveram seus contratos renovados e do ala-pivô bósnio Bojan Bodganovic, que assinou com o Indiana Pacers.

A franquia não selecionou nenhum calouro no Draft, pois utilizou suas escolhas em trocas ao longo da temporada.

O time possui um backcourt poderoso, com Wall e Beal. O restante dos titulares forma um time equilibrado, mas o banco de reservas necessita de melhorias.

Como houve um enfraquecimento da Conferência Leste, Washington deve se classificar para os playoffs sem muitos problemas. No entanto, vai passar bastante dificuldade ao enfrentar Celtics e Cavaliers.

Provável Time Titular:

PG: John Wall; SG: Bradley Beal; SF: Otto Porter Jr.; PF: Markieff Morris; C: Marcin Gortat

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A extensão de contrato de John Wall foi a melhor notícia da offseason para o torcedor dos Wizards (Foto: Patrick Smith/Getty Images)

Atlanta Hawks

Muitas mudanças em pouco tempo e provável período complicado para a franquia.

Nas saídas, a equipe perdeu 3 titulares de uma só vez: Tim Hardaway Jr. (Knicks), Dwight Howard (Hornets) e Paul Millsap (Nuggets).

Além deles, os reservas José Calderón (Cavaliers), Kris Humphries (Sixers), Thabo Sefolosha (Jazz) junto com Mike Dunleavy e Ryan Kelly (dispensados) também deram adeus a Atlanta.

Nenhuma das reposições está à altura dos atletas que saíram. É claro, tiveram as chegadas dos úteis Dewayne Dedmon (Spurs), Miles Plumlee e Marco Belinelli (Hornets). Mas ainda é muito pouco para equilibrar as perdas.

Completam a lista de reforços Luke Babbitt (Heat), Nicolás Brussino (Mavericks) e Quinn Cook (Pelicans).

No Draft, a franquia foi atrás de John Collins (19ª escolha), Tyler Dorsey (41ª) e Alpha Kaba (60ª). Entretanto, apenas os dois primeiros assinaram contrato.

Collins é um ala-pivô atlético, reboteiro e que tem habilidade para chutes de meia distância. Seu estilo lembra os pivôs antigos e talvez seu encaixe seja complicado na liga, já que as equipes têm privilegiado cada vez mais o small ball e o espaçamento em quadra.

Tyler Dorsey é um ala-armador que demonstra ótima capacidade de contribuição ofensiva, principalmente na transição, seja na infiltração ou nos chutes de longa distância. Por outro lado, sua capacidade defensiva e visão de jogo são questionáveis para o nível da NBA.

Portanto, a equipe perdeu mais do que ganhou nessa offseason e deverá brigar na parte de baixo da tabela, quebrando assim uma sequência de 10 temporadas consecutivas se classificando para os playoffs.

Provável Time Titular:

PG: Dennis Schroder; SG: Kent Bazemore; SF: Taurean Prince; PF: Ersan Ilyasova/John Collins; C: Dewayne Dedmon

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Perspectiva de temporada difícil para o Atlanta Hawks ( Foto: Michael Dwyer/AP Photo)

Miami Heat

A equipe que surpreendeu todo mundo na reta final da campanha passada – alcançando um retrospecto de 30 vitórias e 11 derrotas – teve poucas mudanças.

Além da renovação de contrato com James Johnson e Dion Waiters, a franquia adicionou ao elenco os pivôs Jordan Mickey, Kelly Olynyk (Celtics) e A.J. Hammons (Mavericks).

Nas saídas, o time perdeu Luke Babbitt (Hawks), Josh McRoberts (Mavericks) e Willie Reed (Clippers).

Pelo Draft, a franquia selecionou o pivô Bam Adebayo (14ª escolha).

Dotado de uma força física e um atleticismo acima da média, Adebayo usa esses atributos com habilidade nos rebotes, principalmente nos ofensivos. Tem potencial para ser um bom defensor, mas precisa trabalhar nisso – jogar ao lado de Hassan Whiteside talvez seja importante para seu desenvolvimento.

No geral, o time continua o mesmo. Uma aposta arriscada, já que será um trabalho complicado para o treinador Erik Spoelstra manter as engrenagens de Miami funcionando com peças pouco valorizadas.

Por outro lado, isso pode funcionar como um estímulo para o elenco surpreender novamente as equipes desavisadas do potencial do Heat.

Provável Time Titular:

PG: Goran Dragic; SG: Dion Waiters; SF: Rodney McGruder/Justise Winslow; PF: James Johnson; C: Hassan Whiteside

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Erik Spoelstra, o elemento chave para uma boa temporada do Miami Heat (Foto: Winslow Townson/USA TODAY Sports)

Charlotte Hornets

Pode se dizer que Charlotte foi uma decepção na última temporada.

Após conseguir um retrospecto de 48-34 na temporada 2015-16, ano passado esse número caiu para 36-46, deixando a equipe de fora dos playoffs.

A principal adição da equipe na offseason foi a chegada do pivô Dwight Howard. Além dele, a equipe se reforçou com Michael Carter-Williams (Bulls) e Julyan Stone (agente-livre).

A lista de saída fica por conta de Ramon Sessions (Knicks), Briante Webber (Lakers), Marco Belinelli (Hawks), Miles Plumlee (Hawks), Christian Wood e Brian Robertson (dispensados).

Pelo Draft, Charlotte adquiriu Malik Monk (11ª escolha)

Malik Monk é um ala-armador com alta capacidade de pontuar. Excelente arremessador, também infiltra e tem bom aproveitamento perto da cesta. Do outro lado, possui potencial para ser um bom defensor, embora tenha momentos de descuido na marcação.

É provável que a equipe tenha uma leve melhora em comparação com a última campanha.

Na temporada passada, uma das piores fases dos Hornets veio acompanhada da ausência do pivô Cody Zeller, lesionado. Portanto, a chegada de Howard aumenta a profundidade do elenco.

Por outro lado, é de se duvidar a aposta em Dwight, já que desde sua saída de Orlando, o jogador tem enfrentado diversos problemas pelos times que passou.

Em 2016-2017, atuando pelo Atlanta Hawks, o Superman pouco foi utilizado nos momentos decisivos das partidas nos playoffs. Além disso, seus números e contribuição em quadra não equilibram o alto investimento salarial.

Charlotte tem um elenco interessante, possui boas peças, mas parece que falta aquele elemento que ofereça um algo a mais. Uma superestrela que possa elevar a franquia ao lado de Kemba Walker – que é um excelente armador.

Provável Time Titular:

PG: Kemba Walker; SG: Nicolas Batum; SF: Michael Kidd-Gilchrist; PF: Marvin Williams; C: Dwight Howard

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Os Hornets esperam poder contar com as boas atuações de Dwight Howard (Foto: David T. Foster III/Getty Images)

Orlando Magic

É até difícil de analisar a temporada de Orlando. Mais uma vez as apostas deram errado, as trocas foram péssimas e a franquia parece presa em um limbo de reconstrução do qual não consegue sair.

Para a próxima campanha, até conseguiu bons nomes em Arron Afflalo (Kings), Jonathon Simmons (Spurs) e Marreese Speights (Clippers). Além deles, Adreian Payne (Wolves), Shelvin Mack (Jazz) e o calouro não draftado em 2014, Khem Birch, completam as contratações.

Do outro lado, Marcus Georges-Hunt (Wolves), Jeff Green (Cavaliers), Jodie Meeks (Wizards), Stephen Zimmerman (Lakers), Patricio Garino e C.J. Watson (dispensados) completam a lista de saída.

No Draft, a franquia selecionou Jonathan Isaac (6ª escolha) e Wesley Iwundu (33ª).

Isaac é um ala-pivô bastante móvel, que tem capacidade de levar perigo tanto no garrafão, quanto no perímetro. Bom reboteiro e passador decente, Jonathan mostra evolução nos chutes de longa distância.

Enquanto isso, Iwundu é um ala-armador com características de armação e que tem potencial para assumir um papel secundário com a bola na mão. Não é um dos melhores chutadores, mas consegue boas infiltrações e demonstra evolução em seu aproveitamento.

Ainda existem muitas dúvidas nesse elenco:

:: Elfrid Payton é um ótimo jogador, mas não parece ser o suficiente para elevar a franquia de patamar.

:: Aaron Gordon continua longe do que se esperava dele e ainda por cima parece que Orlando não decidiu se usa AG como ala ou como ala-pivô.

:: Mario Hezonja é outro que não alcançou as expectativas e parece perdido na rotação.

O mais provável é que a franquia continue flutuando entre a zona de classificação para os playoffs e a zona dos piores times. Ou seja, mais uma temporada ainda buscando caminhar nessa reconstrução que começou em 2012, com a saída de Dwight Howard da equipe.

Provável Time Titular:

PG: Elfrid Payton; SG: Evan Fournier/Jonathon Simmons; SF: Terrence Ross; PF: Aaron Gordon; C: Nikola Vucevic

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Jonathan Isaac, a nova aposta do Orlando Magic (Foto: Brad Penner/USA TODAY Sports)

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Endnotes:
  1. Atlântico: http://risesportes.com.br/2017/08/31/vai-e-vem-da-nba-divisao-do-atlantico/
  2. Central: http://risesportes.com.br/2017/08/09/mercado-nba-divisao-central/
  3. Sudoeste: http://risesportes.com.br/2017/08/19/mercado-nba-divisao-sudoeste/
  4. do Pacífico: http://risesportes.com.br/2017/08/04/mercado-da-nba-a-divisao-do-pacifico/

Source URL: http://risesportes.com.br/2017/10/09/vai-e-vem-da-nba-divisao-sudeste/