Pro France: a poucos passos do paraíso

Pro France: a poucos passos do paraíso
FacebookTwitterFacebook MessengerWhatsAppShare

A bela manhã de Landes em 2014. (Foto: reprodução/ Quiksilver)

Neste dia 07, os calendários da elite do surf masculino e feminino voltam a se encontrar em Landes, na França, para a disputa do Quiksilver Pro France e do Roxy Pro France

O final das respectivas temporadas já começa a se precipitar e em breve veremos o momento mais fantasiado do CT de surf: a coroação dos melhores surfistas. Espero que todos já estejam bem aquecidos, é a antepenúltima etapa masculina e a penúltima feminina. A corrida  competição já está recomeçando e é o momento crucial para aqueles que estão precisando recorrer ao QS.

Opportunités

Entre os favoritos a levar a etapa de  Landes figura Gabriel Medina. Em 2015, Medina era uma boa aposta para o mesmo evento e mostrou serviço. Mas no ano seguinte não teve tanta sorte na final contra o havaiano Keanu Asing. Nessa temporada, Asing volta ao sudoeste francês apenas para defender o título que levou em cima do brasileiro. Ocupando a oitava colocação no Jeep Leaderboard, tudo o que Medina precisa agora é chegar, no mínimo, às semifinais para voltar a respirar no campeonato até o Pipe Masters.

Julian tem motivos de sobra para estampar mais um sorriso (Foto: reprodução/ WSL)

Julian Wilson é outro que se encontra em uma situação favorável. Para quem não estava disputando as primeiras colocações há poucas etapas, ocupar o terceiro lugar do ranking com a temporada prestes a acabar levanta a moral e renova a esperança em uma realidade bem ao alcance. A competência e concentração de Julian – comparáveis às de Adriano de Souza – conferem uma vantagem em heats decisivos: paciência. Não entra forte na França, mas é uma aposta pesada para o campeonato.

John John Florence está quase lá novamente. Landes não é exatamente o seu forte, mas é um pulo até chegar a Portugal – sua zona de conforto. Não há chances reais de repetir a façanha de Peniche do ano passado, mas se espelhando no Quiksilver Pro de 2014 e uma inocente torcida para que Jordy Smith não passe das semifinais, já é motivo para começar a estourar o champanhe do bicampeonato.

Falando no sul-africano, Jordy não aceitará mais um vice-campeonato – menos ainda atrás de JJF novamente. O talento de Smith já garante o show, mas esses dois anos de fome de título vão promover um embate pesado caso haja um heat direto contra o havaiano. Com o resultado de Nouvelle-Aquitaine já será possível visualizar a silhueta de quem vai levantar o caneco.

Mais próximas do fim

Carissa Moore entra para defender o título francês conquistado contra Tyler Wright no ano passado. Na ocasião, a havaiana sequer deu esperança para a oponente, mas amanhã a história poderá se escrever um pouco diferente.

Carissa volta para defender o título em Landes. (Foto: Poullenot/ Aquashot)

Na temporada até aqui, o melhor resultado de Moore foi obtido no último evento em Cascais – um belo 2º -, enquanto no ano passado a havaiana colecionou terceiras e segundas posições, mas também nada que se compare à tríade perfeita de 2013-2014-2015 de Carissa. A julgar pelos desempenhos anteriores, Moore deve alcançar ao menos as quartas-de-final, e a disputa começa em uma bateria contra a conterrânea Coco Ho e a lendária Stephanie Gilmore.

Outra que está rondando a malha amarela é Tyler Wright, que não deve encontrar muito resistência para superar o 5º heat do 1º round contra Tatiana Weston-Webb e Bronte Macaulay. Wright tem nesse evento a chance de chegar perigosamente perto de mais um título mundial seguido.

A penúltima etapa feminina da temporada: o cerco está se fechando. Enquanto na ponta indesejada do ranking a briga é para não precisar do QS, a australiana Sally Fitzgibbons pode garantir o título do CT feminino antecipadamente, mesmo com uma segunda colocação. Olhando assim parece até decido, mas a verdade é que o esporte vive de emoção, e não de matemática.

FacebookTwitterFacebook MessengerWhatsAppShare
Izabelle Souza

Izabelle Souza

Estudante de Publicidade, 20 anos, nascida e criada entre Niterói e São Gonçalo. A criança que queria correr na F1, mas acabou nadando até chegar na praia. E ainda bem que chegou! Da areia, não conseguiu evitar se apaixonar pelo surf. Da vida, não foi capaz de separar o trabalho do esporte.



Related Articles

Rip Curl Pro: Filipinho está querendo tocar o sino

Wilkinson triunfou no ano passado. Quem vai tocar o sino dessa vez? (Foto: Divulgação/WSL) Brasil continua representado na disputa com

Corona Open J-Bay: espetáculo coletivo na costa africana

Jordy Smith em uma de suas ondas perfeitas (Foto: Cestari/WSL) O desempenho da elite em J-Bay até agora bate as

Fiji Pro: quem viu Wilkinson chegando?

Apesar do comportamento amistoso na areia, Wilko é ameaça na água (Foto: WSL/ Cestari) Após os days off do Outerknown

No comments

Write a comment
No Comments Yet! You can be first to comment this post!

Write a Comment

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*

error: Couteúdo protegido