Feliz 2012? Quem dera…

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Cavalieri teve atuação impecável, mas não conseguiu evitar derrota para o Grêmio (Foto: Lucas Merçon)

No Grêmio x Fluminense deste domingo, o tricolor carioca sucumbiu ao tricolor gaúcho e agravou situação delicada

Há cinco anos atrás, o Fluminense conquistava seu último título de grande porte, o Campeonato Brasileiro. A despeito de ter um grande elenco bancado pela Unimed, muito se falou na defesa do time, que foi a melhor do torneio com média de 0,86 gols sofridos por jogo. E isso com zagueiros questionáveis como Gum, Digão, Euzébio…

Passou-se a atribuir então o sucesso daquela zaga ao goleiro. De volta ao presente, a tese se confirma: Diego Cavalieri foi e ainda é capaz de operar verdadeiros milagres com a camisa do Fluzão. Ele é um reflexo da boa safra de arqueiros que o futebol brasileiro tem atualmente. Fosse em outros tempos, seria convocado por aclamação mesmo após quase cinco meses sem atuar. Mas hoje a concorrência é grande; fosse mais jovem, estaria sendo cotado em algum clube europeu, como aconteceu no final dos anos 2000, quando atuou por Liverpool e depois pelo Cesena. Prova da sua qualidade é que até mesmo os jogadores gremistas o elogiaram, reconhecendo a sua segurança debaixo das traves.

O jogo

Ambas as equipes passaram certo tempo tocando bola pra trás e erraram muitos passes, mas o time do Grêmio teve mais iniciativa. Esse estilo de jogo, aliás, foi o que definiu a classificação do clube para a semifinal da Libertadores. O Imortal chegou onde chegou porque, entre outras coisas, demonstra atitude a cada partida, algo que o Fluminense não vem fazendo. Perder para uma equipe do porte do tricolor gaúcho hoje é absolutamente normal, principalmente jogando em seus domínios. O que não é normal é ver um time completamente apático e dependendo exclusivamente de um jogador – no caso de ontem, Diego Cavalieri. Sim, porque não é nenhum exagero afirmar que, se não fosse a bela atuação do goleiro, o Fluminense sairia goleado da Arena.

Abel Braga disse ter ficado feliz com a atuação do time. Você ficou? (Foto: Nelson Perez)

Sem querer de forma alguma tirar os méritos do nosso camisa 12, a gente sabe que, no futebol, quando o goleiro é eleito o melhor jogador da partida, quase sempre é um mau sinal. Onde há fumaça, há fogo, e isso se tornou visível a partir do gol anulado de Patrick, aos 35 do primeiro tempo. No segundo tempo, a equipe carioca conseguiu colocar um pouco da cabeça no lugar, com Scarpa e Dourado chegando mais às finalizações. Insuficiente para sair de Porto Alegre com algum pontinho: o peruano Beto da Silva fez o seu primeiro gol com a camisa do Grêmio, no final do segundo tempo.

Fluminense não está sabendo lidar com seus problemas (Foto: Lucas Merçon)

Muito se discute se Abel Braga não estaria tirando leite de pedra com esse time, ou seja, fazendo até demais pelo elenco limitado que tem. É verdade que pouca gente esperava o penta, mas o time também não é tão ruim assim para ser o 18º do returno. O comodismo da equipe atual é semelhante ao que víamos na época de Levir, e é por isso que a questão do treinador por si só não explica. As dúvidas sobre a competência da diretoria se aquecem, ainda mais com o bate-boca que ocorreu entre o Abad e líderes de organizadas. No meio da discussão, o presidente disse “Vai para a arquibancada e apoia”, uma declaração ao meu ver infeliz, mas que reflete a tônica do que tem sido a relação com o torcedor nos últimos dois, três anos.

Popularidade do atual presidente diminui a cada dia (Foto: Facebook/Fluminense)

Olhando à frente

O próximo desafio é um Fla-Flu, no Dia das Crianças. Apesar de já se ter em vista o mesmo clássico pela Copa Sul-Americana, o duelo não será menor, já que os rubro-negros brigam pelo G-6 e nós brigamos para não chegar à zona de rebaixamento. É preciso evitar os deslizes, pois, olhando nosso histórico, sabemos que, depois de entrar no Z-4, é difícil sair.

PS: ver Léo Pelé jogar não é bonito.

PS (2): #ForçaRoger, a torcida tricolor também está com você!

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Will Bento

Will Bento

O garoto que narra e comenta suas próprias partidas no videogame agora é jornalista. Torcedor do Fluminense, nasci no ano do tetra e me apaixonei por futebol no ano do penta. Gonçalense de criação de coração. Ser campeão é detalhe, o importante é ser feliz.



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