Cruzeiro x Flamengo: o jogo do ano

Cruzeiro x Flamengo: o jogo do ano
FacebookTwitterFacebook MessengerWhatsAppShare

O título é a chance de mostrar ao torcedor que a temporada não foi tão ruim (Foto: Reprodução/Lance)

Após longo período a Copa do Brasil chega ao jogo derradeiro com um Cruzeiro x Flamengo em que ambos os clubes tentam corresponder às expectativas do início da temporada

A partida por si só tem um teor emocional forte, afinal, é a decisão da Copa do Brasil. São sete títulos em campo – três pelo lado rubro-negro, que busca igualar o número de títulos do rival no confronto; e quatro pelo lado azul, que já impediu nas semifinais que o Grêmio disparasse no ranking de títulos e agora quer a 5ª taça. Só isso já basta para dar a tônica do jogo. Junto a isso, ainda há outro componente: para os times é uma grande oportunidade – para o Cruzeiro, a última – de mostrar ao torcedor que os clubes fizeram uma boa temporada.

Abaixo, uma análise de como os finalistas vão à campo e o que esperar de seus protagonistas nesse momento decisivo. Confira.

O lado celeste

Protagonista do time, Thiago Neves é o maior criador de chances de gol para o time do Cruzeiro (Reprodução: ESPN)

No jogo de ida, o Cruzeiro jogou fechado, suportou a pressão carioca e tomou o gol em momento de abafa, através de um escanteio. Ou seja, o único artifício capaz de bater a organização celeste foi a bola parada. Ao se abrir um pouco mais para correr atrás do prejuízo, porém, o time achou o gol – na falha do jovem goleiro Thiago, que espalmou a bola nos pés de Arrascaeta. Foi o empate dos mineiros.

No jogo de volta, o Maior de Minas™ pretende jogar para frente e espera grande apoio da torcida, que esgotou os ingressos desde antes da semana da decisão. O time vai armado num 4-2-3-1, com Raniel no comando do ataque e Thiago Neves na criação. E ainda conta com as voltas de Lucas Romero, Manoel e Alisson.

Raposa: alcunha que combina com o estilo

A raposa é um animal que geralmente espera o momento certo para dar o bote – comportamento similar à esratégia utilizada pelo time de Mano Menzes dentro de campo. No entanto, a aposta do Cruzeiro para esta final é deixar de ser raposa por um dia. O time mineiro deve adotar uma postura mais agressiva, forçando o erro na saída de bola  do Flamengo através de uma pressão alta, no campo do adversário. Ou uma pressão intermediária, neutralizando a criação no meio-campo, o que forçaria adversário a dar chutões. O objetivo é a retomada rápida para sair em velocidade na transição defesa-ataque. Dessa forma, o Cruzeiro já eliminou os favoritos Palmeiras e Grêmio. O time vem ainda de 4 vitórias seguidas – não perde desde o jogo contra o São Paulo, no Morumbi, há 44 dias.

Como todos sabemos, o jogo cruzeirense passa pelos pés de Thiago Neves, um dos principais criadores de chances do futebol brasileiro. Em 2017, a estrela cruzeirense apresenta esses números:

:: 41 jogos (3.203 minutos em campo);
:: 12 gols;
:: 9 assistências;
:: média de 0,5 de participação nos gols do Cruzeiro

Os Coadjuvantes

robinho-cruzeiro

Jogador deu consistência ao lado direito e também fluidez à saída de bola (Foto: Reprodução/Superesportes)

Sabemos que a estrela da companhia no time celeste é Thiago Neves – e os números confirmam isso. Mas alguns jogadores entraram em momentos decisivos e deram a consistência necessária para que o time chegasse às finais da Copa do Brasil.

O zagueiro Léo, por exemplo, sempre foi um nome muito criticado pela torcida celeste. No entanto, hoje faz sua melhor temporada no clube – e também na carreira. Seguro nos desarmes, ele conta com a ajuda de outro coadjuvante, que entrou no time por acaso: o jovem zagueiro Murilo, oriundo da base celeste. Essa dupla de zaga foi bastante contestada por tomar gols em muitos jogos no primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Mas com a ascensão de Hudson definitivamente ao time titular, a dupla de zaga passou a atuar menos exposta. Outro que assumiu a titularidade e deu outra cara ao time foi o meia Robinho, agora totalmente recuperado das seguidas lesões. Atuando pelo lado direito, faz muitas associações com o problema mais crônico da equipe cruzeirense, que é a lateral direita (ocupada por Ezequiel). Robinho ajuda na marcação, auxilia na saída de bola e pisa na área para finalizar. Mano Menezes enxerga no jogador uma arma para explorar o lado mais complicado da defesa rubro-negra, que é o lado esquerdo, seja ele com Trauco, Renê ou o improvisado Pará.

E, bom, como Mano anda fazendo mistério e ainda não confirmou a escalação, é possível que o meia Giorgian De Arrascaeta entre em campo no decorrer do jogo. Qualquer dos meias da linha de 3 podem sair para dar lugar ao uruguaio na segunda etapa, mas é provável que o jovem Alisson ceda lugar ao jogador.

O time celeste vai à campo na formação 4-2-3-1, armado da seguinte maneira:

O Cruzeiro ainda tem uma arma poderosa no banco: o meia De Arrascaeta.

O lado rubro-negro

Berrío, Guerrero e Diego garantem o poder de fogo do Flamengo na partida contra o Cruzeiro (Foto: Reprodução/Chute Cruzado)

O Flamengo chegou até as finais após eliminar 2 grandes clubes, em duelos com emoção de sobra. O Mais Querido eliminou Santos e Botafogo, em duelos eletrizantes e recheado de nuances táticas até o apito final. Dito isso, vale a ressalva de que o atual técnico Reinaldo Rueda chegou ao clube no duelo contra o Botafogo, nas semifinais. Antes disso, Zé Ricardo era o técnico rubro-negro.

No jogo de ida, o Flamengo se propôs a fazer seu dever – seja por conta do mando, da torcida ou das características do time. Pressionou, teve mais posse de bola, jogou no campo do adversário, teve mais volume de jogo, mas não soube transformar a superioridade em perigo de gol, o que de certa forma tem sido uma tônica do Flamengo no ano.

De qualquer forma, o time chega a final com um bom retrospecto no ano. São 63 jogos no ano:

33 vitórias – 20 empates – 10 derrotas – 110 gols marcados – 52 gols sofridos

Segurança defensiva

Reinaldo Rueda chegou ao Flamengo implementando mudanças na equipe: substituiu jogadores e mudou o comportamento tático do time. O técnico chegou inclusive a inverter o lado dos laterais, mudança que teria sido extremamente criticada caso feita pelo falecido Zé Ricardo. Mas inteligentemente, Rueda aproveitou o tanque de lastro cheio para tomar medida impopulares. No entanto, o manager preservou as características da posse de bola, e do ritmo de jogo e, bem como o setor direito como o principal na criação das oportunidades ofensivas

Uma grande mudança ocorrida na Era Reinaldo Rueda são as laterais. Antes, os alas avançavam demais, deixando a defesa exposta à contragolpes, com os zagueiros – lentos – passando muitos apertos no mano a mano com atacantes rápidos. Pelo menos por enquanto, um lateral avança e o outro se posiciona na linha dos volantes; a dupla de zaga então avança alguns metros para que os atacantes adversários não tenham tanto espaço para duelos em velocidade. Consertada a fragilidade no setor defensivo.

Diego sobrecarregado

Em toda e qualquer jogada do time rubro-negro, a referência dos companheiros para receber a bola é Diego – e com Berrío no banco (ainda na época de Zé Ricardo), o meia fazia associações com o lado direito do time. Por ser uma jogada marcada pelos rivais e pelo fato de ser o principal articulador do time, Reinaldo Rueda viu na sobrecarga de Diego a oportunidade para que William Arão fosse mais articulador que um volante, ajudando Diego na criação das jogadas e proporcionando superioridade numérica no meio-campo. A entrada de Berrío, que ocupa bem a fiaxa direita do campo e a mudança do 4-2-3-1, para o 4-1-4-1, deu mais imprevisibilidade ao time.

O volante/meia Arão, sistematicamente, recebe a bola e se desloca para receber entre as linhas de defesa e meio campo, principalmente, entre o zagueiro e o lateral esquerdo – abrindo espaço para uma possível infiltração de quem vem de trás. Caso isso não aconteça, o jogador aproveita o momento onde Guerrero atrai a marcação e abre espaço nas costas do marcador, infiltrando ele mesmo para finalizar.

Mapa de calor do posicionamento do William Arão (Fonte: Footstats)

 

O Protagonista

O Flamengo encontrou um meia que encaixava em sua maneira de jogar e o meia encontrou o clube que precisava para retomar o ânimo na carreira. Time e jogador chegaram à sua segunda temporada de parceria e as expectativas que a torcida depositou no craque têm sido retribuídas. Foi dele o gol que levou o Flamengo às finais da Copa do Brasil, em jogo extremamente encardido contra o Botafogo. E contra o Cruzeiro, outro jogo de alta tensão, as maiores expectativas do Mais Querido estão depositadas em cima de Diego.

Diego é a maior esperança do Flamengo – e parece ter a total confiança de Rueda (Foto: Reprodução/Globo.com)

Diego temMuito se espera de um jogador que chega a final com esses números.

:: 33 jogos
:: 12 gols
:: 7 assistências
:: 83.2% de acerto de passes.

O que faz o meia flamenguista diferente de Thiago Neves, são suas passagens na Europa, e sua percepção de cadencia de jogo, privilegiando o passe ao invés da finalização.

Coadjuvantes: crescimento coletivo

Como foi dito antes, para que Diego não fique sobrecarregado, o técnico Reinaldo Rueda deu liberdade à William Arão, optou pelo até então criticado Berrío na ponta-direita (ok, na Copa do Brasil não tem Éverton Ribeiro e nem teria normalmente, já que ele não é titular, aceitem) e irá contar ainda com o motorzinho do time, Éverton, recuperado de lesão na panturrilha. O Fla terá ainda a presença do matador Paolo Guerrero, que ainda não está no melhor de sua forma, mas é sempre perigoso – e gosta de marcar em momentos decisivos.

Assim joga o Flamengo para o quarto título da Copa do Brasil.

Desculpe, mas não achamos um uniforme na horizontal. Mas o Mengão é maior que o Milan…

Cruzeiro x Flamengo: favoritismo para quem?

Vivendo o melhor momento no ano, o time do Cruzeiro joga em casa – terá apoio de um Mineirão lotado desde o início da abertura das vendas praticamente – e está há 4 partidas invicto. Isso seria suficiente para fazer do time levemente favorito. Mas para garantir o título, terá de sair de sua zona de conforto, sua característica mais tradicional: esperar o time adversário. E a responsabilidade de levar a taça em casa pode não ser exatamente um alento para o time de Mano Menezes. A Raposa precisará criar e sair mais para o jogo – lembremos que não há vantagem no placar; vitória vale título e o empate termina em pênaltis. Com a responsabilidade de jogar frente à sua torcida e tomar a iniciativa do jogo, os mineiros tendem a ceder mais espaços – e o Flamengo poderá atuar nas costas dos laterais mineiros com seus pontas velozes.

No momento defensivo, o Cruzeiro jogará com setores compactos e tentará dobrar a marcação em cima de Diego, negando espaços para o meia rubro-negro. O centroavante Raniel, além de ser responsável por marcar gols, precisará ajudar no momento defensivo, atuando como o primeiro marcador da equipe. A previsão é sufocar os cariocas desde a saída de bola.

Isso porque, em suas partidas, o Flamengo tem média de 55,2% de posse de bola – e não fugirá das suas características no jogo do ano. Além disso, é inegável que ter jogadores como Cuéllar, Arão e Diego no meio, somados à velocidade de Berrío e, possivelmente, Éverton, transforma o Flamengo em uma ameaça quase intangível para os níveis do futebol brasileiro se tiver a posse. O rubro-negro precisa, entretanto, tomar cuidados defensivos e transformar seu volume de jogo em chances reais de gol pra sair com o título da Copa do Brasil.

As coisas se resolvem em campo. Podemos ter certeza de que massas enlouquecidas, tradição e títulos não faltarão neste duelo de 7 taças. E sem vantagem numérica para nenhum dos lados, tudo pode acontecer


Comparativo: o 1×1 da decisão

Para esquentar o clima da decisão, chega o famoso comparativo de posição por posição.

Com uma escolha prévia, o critério de pontuação é bem simples: marca pontos para o seu time aquele que for escolhido como melhor da posição. Em caso de empate, nenhum dos dois lados pontua.

faceoff-rise-cruzeiro-flamengo

Quem leva a melhor no 1×1?

No regulamento da Copa do Brasil que não permite a escalação de jogadores regularizados depois de uma certa data, o duelo comparativo entre celestes e rubro-negros acaba ficando desfalcado. Contudo, nossos especialistas entraram em ação e puxaram suas pranchetas (alô, Papai Joel!) para uma análise do confronto decisivo de hoje.

Os escolhidos da vez foram os consagrados Eduardo Ramos, Thiago Alves, Jordino Pereira e Roberto Accioly.

Quem será que levou a melhor? Raposa? Urubu?

Preparem o campinho mentalmente e vamos às comparações:


Goleiro: Fábio x Alex Muralha | Cruzeiro 1 x 0 Flamengo | Roberto Accioly

Chega a ser uma comparação injusta. Um é consolidado na posição, jogador com mais partidas pelo seu clube e um dos melhores goleiros do país há tempos. O outro, vive na instabilidade, com propensão a falhas que nem sempre podem ser chamadas de inesperadas. Fábio tem a vantagem em vários aspectos e inaugura muito bem (e sem qualquer dúvida) o placar para o lado azul do duelo.

fabio-faceoff

Ponto para o Cruzeiro no primeiro compartivo de hoje (Foto: Reprodução/Goal.com)


Lateral-direto: Ezequiel x Pará | Cruzeiro 1 x 1 Flamengo | Jordino Pereira

Além de possuir maior grau de experiência, o jogador rubro-negro também vence nos quesitos de marcação e apoio, fatores primordiais para um bom lateral. O celeste Ezequiel, com menos bagagem que o lateral flameguista, faz uma temporada de altos e baixos, tendo oscilado em alguns momentos. Ele voltou à titularidade apenas após a lesão de Lucas Romero, que vinha sendo muito elogiado por Mano Menezes. Com isso, Pará é o escolhido para assumir a posição no comparativo da decisão.

para-faceoff

Para levou a melhor em quesitos fundamentais para um bom lateral (Foto: Reprodução/Goal.com)


Zagueiro: Léo x Réver | Cruzeiro 1 x 2 Flamengo | Thiago Alves

A zaga do fla, deu um salto de qualidade com a chegada do zagueiro. Ele tem uma qualidade na bola aérea, e comparado a Léo, que esta jogando o melhor futebol da carreira, o capitão flamenguista ainda transmite mais confiança ao time. O cruzeirense, apesar de não comprometer, demonstra mais inconstância em momentos decisivos do que Réver, o que acaba dando vantagem ao zagueiro do Fla.

rever-faceoff

Réver tem que chegar de novo na frente de Alisson no duelo de logo mais (Foto: Reprodução/Goal.com)


Zagueiro: Murilo x Juan | Cruzeiro 1 x 2 Flamengo (EMPATE) | Eduardo Ramos

As defesas de ambos os times sofreram com o revezamento não planejado durante a temporada, seja por lesões ou por inconsistência. E do banco de reservas emergiram as soluções, em dois opostos. O garoto Murilo entrou bem ao lado de Léo e resolveu a fragilidade defensiva do Cruzeiro (destaque para o papel dr Hudson na proteção da zaga também). E o veteraníssimo Juan, que ganhou mais minutos por causa da impossibilidade de Rhodolfo atuar durante as fases mais agudas da Copa do Brasil, apresentou futebol digno de sua categoria. No duelo entre um atleta promissor e um experiente, a igualdade é justa.


Lateral-esquerdo: Diogo Barbosa x Renê | Cruzeiro 2 x 2 Flamengo | Jordino Pereira

Assim como Renê, ainda é um jovem proveniente da nova geração de jogadores. Porém, Diogo Barbosa mostra grande noção tática, firmeza na marcação e técnica no apoio ofensivo, sendo peça chave no esquema cruzeirense – sem dúvidas, vem fazendo a melhor temporada de sua carreira. Pelo outro lado, o rival rubro-negro não é dono absoluto da posição, e também oscilou entre altos e baixos. Indiscutivelmente, o jogador cruzeirense vive melhor momento.

diogo-barbosa-faceoff

Diogo certamente tem mais intimidade com a bola do que com o microfones (Foto: Reprodução/SMG Brasil)


Volante: Hudson x Cuellar | Cruzeiro 2 x 3 Flamengo | Roberto Accioly

o colombiano dá o equilíbrio necessário e que tanto se fez ausente ao meio campo rubro-negro na época em que Márcio Araújo era o titular da posição. Absoluto nos desarmes e preciso nas coberturas quando os laterais dão espaços, tem sido discutivelmente o melhor do Flamengo desde a chegada de Rueda. Hudson ganha quando o assunto são as subidas ao ataque, mas tendo em vista que a função primordial do primeiro volante é proteger sua zaga e contribuir numa saída de bola de qualidade, Cuellar fica a frente.

cuellar-faceoff

Torcida do Fla espera ver essa cena hoje (Foto: Reprodução/Goal.com)


Volante: Henrique x Wilian Arão | Cruzeiro 2 x 3 Flamengo (EMPATE) | Eduardo Ramos

Arão e Henrique possuem funções parecidas, embora um apareça mais que outro devido à superioridade técnica: infiltrar. Arão foi muito criticado e chegou a ser preterido do time titular na época de Zé Ricardo. Alguns erros e certa displicência ainda foram cruciais para o fato. Com a chegada ascensão de Cuéllar ao time titular, o futebol de Arão voltou a crescer. A principal função do volante agora é ser o elemento surpresa – não armar jogo e nem iniciar os ataques, muito embora faça ambos e vá bem. Sobre Henrique, é fato que seu melhor momento no futebol já passou. Mas impressiona a consistência apresentada pelo volante, um dos jogadores mais experientes do elenco celeste e uma das lideranças. Arão é mais técnico e aparece mais para o jogo, mas, pela constância – Henrique sempre foi incontestável -, o empate fica de bom tamanho.


Meia: Thiago Neves x Diego | Cruzeiro 3 x 3 Flamengo | Roberto Accioly

Apesar de serem jogadores de características diferentes, são aqueles responsáveis pela criação de jogadas no meio campo de suas respectivas equipes. O meia cruzeirense vive uma fase muito superior ao do craque rubro-negro. O que não quer dizer muita coisa, já que mesmo em baixa, Diego tem sido muito decisivo para seu clube, vide gol da classificação à final contra o Botafogo. No entanto, colocando os dois na mesma prateleira, o escolhido nessa comparação é Thiago Neves, por conta de uma maior regularidade de boas atuações.

thiago-neves-faceoff

Thiago Neves é o cara no Cruzeiro (Foto: Reprodução/Gazeta Esportiva)


Ponta-esquerda: Alisson x Everton (ou Gabriel) | Cruzeiro 4 x 3 Flamengo | Thiago Alves

O meia do Cruzeiro é mais incisivo, vertical e tem o recurso do drible como uma de suas principais armas. Everton, no comparativo, ainda seria melhor que Gabriel. Caso seja o escolhido, o camisa 22 dará consistência ao meio flamenguista. Ainda assim, Alisson é mais completo e acrescenta mais ao esquema celeste do que os seus adversários, finalizando melhor e compondo melhor o meio de campo.

alisson-faceoff

Alisson é mais fundamental que seus adversários no esquema (Foto: Reprodução/DomTotal)


Ponta-direita: Robinho x Berrío | Cruzeiro 4 x 3 Flamengo (EMPATE)| Eduardo Ramos

O lado direito de ambos os times foi outra área que foi se acertando durante a temporada. Depois de voltar de lesão, Robinho assumiu a posição na equipe celeste, deu profundidade de jogo à equipe e ainda auxiliou na proteção daquela faixa de campo (que é por onde o Cruzeiro mais sofre). Já Berrío foi criticado e preterido durante as partidas do Campeonato Brasileiro e da Sul-Americana. No entanto, a incompatibilidade no estilo entre Éverton Ribeiro e Diego (lembra quando Diegão da Massa tomava baile na marcação por que ER não voltava? Então…), além da restrição da inscrição dos reforços na Copa do Brasil, obrigou o Flamengo a escalar Berrío. E o destino o tornou o jogador mais importante do rubro-negro. Forte, rápido e carregador de, o colombiano vai ao fundo, não ocupa o espaço destinado à Diego e volta para marcar – desobrigando o ‘camisa 10 da Gávea’ a dar o primeiro combate. Mais um empate justo pela crescimento que os times tiveram com as suas entradas e pela solidez que deram ao sistema defensivo – mesmo atuando em posições mais avançadas no campo.


Atacante: Raniel x Guerrero | Cruzeiro 4 x 4 Flamengo | Jordino Pereira

Comparação pouco plausível, visto que o peruano pode se considerar um consagrado atacante. O garoto Raniel vem fazendo apenas sua primeira boa temporada, e surge como uma grande promessa no elenco celeste. Ainda lhe falta a experiência há muito adquirida pelo rival peruano. Além disso, Guerrero parece peça insubstituível no Fla, que não consegue suprir sua ausência quando precisa. Raniel, que entrará logo de cara em sua primeira decisão, tem menos cancha do que Guerrero, e sendo assim, o camisa 9 rubro-negro leva a melhor nessa.

guerrero-faceoff

Guerrero é a esperança de gols hoje (Foto: Reprodução/Coluna do Flamengo)


Técnico: Mano Menezes x Reinaldo Rueda | Cruzeiro 5 x 4 Flamengo | Thiago Alves

Mano conhece mais a competição do que o técnico colombiano. Acostumado com “saber sofrer” na medida certa, o comandante celeste tem maior domínio e conhecimento das suas peças do que Rueda. Com isso, ele tem a carta na manga de mudar o estilo de jogo de acordo com o adversário sem mexer nas peças. Reinaldo, apesar de bom técnico e conhecedor do futebol moderno, ainda precisa de mais tempo de casa para passar à frente de Mano. Logo, no desempate, dá Cruzeiro.


E no final? Cruzeiro ou Flamengo?

No comparativo, a vitória acabou vindo para os celestes: placar de 5 x 4, com Mano gerando o desempate.

Com isso, a seleção ficou: Fábio; Pará, Réver, Murilo/Juan, Diogo Barbosa; Henrique/Arão, Cuellar, Thiago Neves; Berrío/Robinho, Alisson e Guerreiro. Técnico: Mano Menezes

Nos primeiros 90 minutos, deu empate. E no Mineirão? Quem leva o caneco da Copa do Brasil em 2017?





FacebookTwitterFacebook MessengerWhatsAppShare
RISE Esportes

RISE Esportes

Somos comunicadores. Jornalistas e publicitários. Mas antes de tudo, estudiosos - e apaixonados. Vivemos isso 24/7. Acreditamos no esporte como um fenômeno que transcende o lazer. Para nós, é mais que um jogo. É altruísmo, confiança, superação. É talento. Estilo de vida e ferramenta de transformação. E continua paixão. A RISE Esportes é uma iniciativa feita à várias mãos. Enxergamos a necessidade de uma reeducação na maneira como enxergamos o jogo. É isso que une pessoas tão diferentes. Nossa proposta é desenvolver um espaço de conversa e reflexão através de uma produção de conteúdo que adicione valor ao debate esportivo.



Related Articles

Time de guerreiros

A cobrança, apesar de pesada, é sinal de afeição. Deve ser levada em consideração, e não ser ignorada. (Foto: Antonio Carlos

Uma noite de muitas falhas simultâneas

Martin teve uma noite para ser esquecida (foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br) Defesa não funciona, ataque não engrena e Vasco acaba

Não é o momento de descansar

Apesar do gol na final da Taça Rio, o Fabuloso continua devendo no ataque (foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br) Nas próximas semanas,

No comments

Write a comment
No Comments Yet! You can be first to comment this post!

Write a Comment

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*

error: Couteúdo protegido