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Santos x Barcelona: o fim da invencibilidade

Santos x Barcelona: o fim da invencibilidade
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Barcelona bate o Santos na Vila e chega à semi da Libertadores 2017 (Foto: Reprodução/CONMEBOL)

A missão do Santos não parecia ser tão difícil depois da vantagem no jogo de ida; no fim, quem levou a melhor foi o time equatoriano em São Paulo

O Santos, único invicto na competição, não jogou bem, perdeu em casa e foi eliminado pelo Barcelona de Guayaquil. A derrota não poderia vir em um momento pior: o Barcelona elimina mais um brasileiro e chega à semifinal da Libertadores.

O cenário

Até o momento do jogo, o time da Vila era apontado como favorito por grande parte da mídia nacional. O Santos carregava 34 partidas sem perder em casa para um time estrangeiro pela Taça Libertadores – a última derrota havia sido em 1984. O Peixe era o melhor mandante da competição (também ostenta este título no Brasileirão), mas foi punido pelo excesso de confiança e pela a falta de garra, causas determinantes para a eliminação do time paulista.

Na primeira partida das quartas de final, o time alvinegro já não havia jogado bem, mas conseguiu um gol importante e levou o empate para a Vila Belmiro. No segundo jogo, o time jogou ainda pior. Algumas alterações na equipe foram fundamentais para a queda de rendimento. Lucas Lima, jogador mais criativo do time e líder em assistências na competição, não jogou. Outras peças fundamentais no Santos, como Renato e Victor Ferraz também fizeram falta.

A falta de criatividade na partida custou caro e o time paulista quase não criou oportunidades claras de gols. Emiliano Vecchio não conseguiu exercer a função que Lucas Lima faz – e sem o apoio dos laterais, que estavam preocupados com a marcação, o time não conseguiu atacar.

Peixe fora d’água

Aparentemente, o Santos não jogou em casa.

O Peixe foi a campo com uma escalação mais conservadora: um meio-campo pesado, com Vecchio e Leandro Donizete, para a surpresa de todos, que esperavam que Jean Mota começasse. Levir Culpi declarou que a formação era uma estratégia para dar força física à equipe, já que o Barcelona tem um jogo muito pegado.

O 4-3-3 foi a formação escolhida pelo técnico para iniciar a partida. O onze inicial foi: Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alisson, Leandro Donizete e Vecchio; Copete, Ricardo Oliveira e Bruno Henrique.

O jogo

A partida começou com as equipes se estudando muito. O time da Baixada colocou pressão nos primeiros 5 minutos, o que deve ter iludido muitos torcedores. Acabou por aí. O time alvinegro chegou bem no ataque, no máximo, 3 vezes. E não mais do que isso.

O Barcelona teve a posse de bola e dominou o jogo. Aos 14 minutos, como de costume, Vanderlei fez uma ótima defesa no chute de Oyola – a única vez que o goleiro foi exigido no primeiro tempo. Aos 18 minutos em cruzamento de Vecchio, David Braz desperdiçou a melhor chance do time na partida. O cabeceio foi parado pelo travessão.

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Álvez foi o autor do tento barcelonista (Foto: AFP/ Nelson Almeida)

As melhores jogadas do Santos foram com Daniel Guedes, que ofensivamente apareceu muito bem. O lateral sofreu duas faltas que resultaram em cartões amarelos para Beder e Marcos Caicedo. Já o time equatoriano teve dois jogadores que foram fundamentais para a vitória: Oyola e Díaz trabalharam muito bem a bola. Díaz – camisa 10 do Barcelona – fez pelo time o que nenhum jogador do Santos fez: criou jogadas.

Dos responsáveis pela criação do time paulista, Vecchio não jogou bem. Bruno Henrique e Ricardo Oliveira também não acertaram uma jogada no primeiro tempo.

Sobre Copete: estava jogando?

O mar não estava para o Peixe

No início do segundo tempo, Levir inverteu os pontas, mas de nada adiantou. Assim como no primeiro jogo, o Barcelona acionou muito os pontas – Caicedo e Esterilla – forçando o Santos a prender jogadores em seus encalços.

Aos 9 minutos de jogo, os times trocaram: entraram Jean Mota e Ayovi; saíram Vecchio e Esterilla, respectivamente. E as alterações mudaram o panorama do duelo. Ayovi fez boas jogadas pela direita e Jean Mota deu qualidade ao  meio-campo santista.

Mais mudanças: o Barcelona tirou Marcos Caicedo e colocou Castillo. E aos 22, o próprio Castillo fez belo lançamento para Jonathan Álvez fazer o gol do jogo. O atacante do time de Guayaquil já havia marcado também no primeiro confronto. Nesse momento, a calmaria do time da casa, desapareceu. O time menos faltoso da competição, perdeu o controle.

Mas antes disso, na comemoração, Álvez tirou a camisa e recebeu o amarelo. Dois minutos depois, foi expulso. O Santos jogaria ao menos 20 minutos com um jogador a mais. Não adiantou.

Sem muitas opções no banco, Levir, com um a mais, substituiu Donizete por Kayke, para tentar o gol de empate. E até um zagueiro (Nogueira) de atacante o técnico colocou. Mas o time, nervoso, só conseguiu criar confusão. Bruno Henrique foi expulso por cuspir em Gabriel Marques. Sim, ele cuspiu!

Aos 46, em confusão na área do Barcelona, o empate quase saiu.

Mas ficou assim.

Há 19 anos o Barcelona não jogava as quartas de final da Libertadores. Após bater o Botafogo na fase de grupos, eliminar o Palmeiras nas oitavas, os caras novamente eliminam um brasileiro. O Grêmio será o próximo?

O Barcelona não pode ser subestimado.

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Matheus Quintan

Matheus Quintan

Estudante de Mídia, apaixonado por esportes. Tentou ser jogador, infelizmente, a habilidade não deixou. Acredita que sabe jogar FIFA e futevôlei. Sangue rubro-negro, sonha em viver do futebol.



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