Passado e futuro se encontram na IndyCar

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Hélio Castroneves e Josef Newgarden se tornaram colegas de equipe em 2017 (Foto: Reprodução/Team Penske)

Uma equipe, dois extremos; campeão e quarto lugar no campeonato, Newgarden e Castroneves representam pontos distintos.

No último domingo (17), encerrou-se uma disputa para ninguém botar defeito: 7 pilotos correndo pelo título de campeão da IndyCar, 4 deles da mesma equipe – a Penske, time mais tradicional do grid americano.

Por fim, quem levou a melhor foi justamente o mais jovem dos que estavam na briga. Em seu primeiro ano sob o comando de Roger Penske, Josef Newgarden se tornou aos 26 anos o campeão mais jovem da categoria desde a sua unificação, em 2008. A pouca idade é um bônus para o garoto do Tennessee, que fez bonito em seu primeiro ano na nova equipe – e no que depender dos responsáveis pelo time, ainda terá muito tempo para conquistar mais. A bordo do melhor carro do grid, com a melhor unidade de potência e sob a liderança de uma equipe com força e experiência, Newgarden tem tudo para ser ainda mais lapidado do que já foi nos anos anteriores na IndyCar. Com muito arrojo e talento, o americano representa o futuro não só de seu próprio time, mas da categoria como um todo.

Do outro lado, porém, existe uma situação bem diferente da do atual campeão da Indy – e tendo um veterano como centro da história.

Há mais de 17 anos na categoria, Hélio Castroneves mal podia esperar pelo que o destino lhe reservava: o piloto assinou com o Team Penske após receber uma oportunidade não tão feliz – a vaga na equipe só apareceu devido à morte de Greg Moore, que havia assinado antes com o time, mas perdeu a vida em um acidente em pista. Apesar das circunstâncias, o piloto brasileiro agarrou a chance da melhor maneira possível, tal qual seu colega americano, e começou com pé direito. Na temporada de estreia, conquistou três vitórias (em Detroit, Mid-Ohio e Laguna Seca) e terminou o ano em 7º na classificação geral.

O tempo passou e, agora com 42 anos – 15 anos a menos que Newgarden, que completará 27 anos em Dezembro –, Castroneves está em uma posição de prestígio dentro da categoria. O brasileiro possui currículo invejável: 30 vitórias, 91 pódios, 57 poles (juntando os resultados da Champ Car e da IndyCar) – além de 3 conquistas das 500 Milhas de Indianápolis. Entretanto, há um ponto negativo no meio de tanta coisa boa: o paulista nunca foi campeão da Indy nos seus 19 anos de carreira no automobilismo americano. Já chegou perto muitas vezes: em 2002, 2008, 2013 e 2014, foi vice-campeão. Em 2017, chegou novamente muito perto de conquistar seu primeiro título da categoria, mas terminou a prova em Sonoma (com pontuação dobrada) em 5º – muito longe da posição que poderia lhe conceder aquela que seria a maior conquista de sua já vitoriosa carreira.

Diferente de Newgarden, o futuro de Castroneves na IndyCar não está assegurado. Ao longo da temporada 2017 vários boatos a respeito do seguimento da carreira do tricampeão da Indy500 tomaram conta das redes sociais e, somados ao silêncio do próprio piloto e de sua equipe, deixaram um grande questionamento no ar – dúvida essa que continuará presente até o fim do ano, ou, pelo menos, até que alguém se pronuncie. O fato é que hoje, a Penske conta com dois extremos sob suas “asas”: de um lado, um automobilista que é a imagem central do sucesso da equipe nos últimos anos; de outro, aquele que já é considerado o nome mais forte do futuro da categoria.

No que depender de Helinho, ele continuará competindo em 2018, já que se sente forte e disposto para permanecer no automobilismo. O difícil é apontar exatamente aonde. Caso realmente deixe a IndyCar, o mais provável é que o brasileiro se junte à Juan Pablo Montoya na SportsCar, um campeonato de protótipos, ainda correndo pela Penske. O comando da equipe mais tradicional do automobilismo americano tem uma decisão importante a tomar nas próximas semanas e, caso permita a saída de seu piloto mais experiente, terá outra escolha importante a fazer: decidir quem será o possível substituto de Castroneves. Até lá, resta especular. Mas no meio de tanta especulação, há uma certeza: Roger Penske é um dirigente de muita sorte em poder contar com dois grandes talentos do nível de Newgarden e Castroneves.

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Bruna Rodrigues

Bruna Rodrigues

Jornalista em formação, flamenguista de nascimento e fã de automobilismo – em especial, F1 e IndyCar. Transfere para as palavras a emoção e a paixão que o esporte desperta e, nas horas vagas, também é fã de ficção científica. Vida longa e próspera!



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