Pós-Trestles: San Clemente é logo ali

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Brazucas tomam conta da Costa Oeste americana (Foto: Kenneth Morris/WSL)

Filipinho se dá bem em casa e Silvana Lima é perfeita em Trestles; Brazilian Storm humilha Satanás e domina San Clemente


Aviso prévio: o texto a seguir contém conteúdo extremamente pessoal, tendencioso e nacionalista. Se você não é amante do surf (acima de tudo, surf brasileiro) recomendamos que pare por aqui. Picos de adrenalina, orgulho do próprio país (algo raro ultimamente) e vontade súbita de aprender a surfar ou ir à Trestles são sintomas comuns e experimentados por quem vos fala.


15 de setembro de 2017. Esse é um dia que entrará para a história do surf brasileiro. Não foi um dia de Formula 1, mas houve dobradinha brasileira no pódio da etapa de Trestles. Silvana Lima e Filipe Toledo faturaram o primeiro lugar de suas categorias na etapa californiana e levaram a torcida à loucura.

Primeiramente, as damas: a etapa perfeita de Silvana Lima

Perfeição. Essa é a melhor definição para o surfe de Silvana no Swatch Pro Trestles. Com um estilo engajado e agressivo, a cearense logo mostrou que seria a atleta a ser batida. Em sua primeira bateria, já desbancou a tricampeã Carissa Moore e a hexacampeã Stephanie Gilmore, sina que se repetiria ao longo da competição.

A cada round disputado, a dúvida ia dando lugar à certeza. E na bateria final não foi diferente. Quando a última buzina soou, SL foi coroada de forma invicta, a melhor do Swatch Pro. Curiosamente, a atleta era a única que parecia não acreditar em seu feito. Algo que para todos já era mais do que certo, pareceu ter ocorrido repentinamente para Silvana. O que para o público era uma final, para a atleta era apenas mais uma chance de desfrutar, quase sozinha, das ondas perfeitas de Trestles.

E como desfrutou.

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Silvana foi campeã invicta na etapa de Trestles (Foto: WSL/ Kenneth Morris)

A equipe da RISE Esportes só não te dá os números da loteria

Não foi por falta de aviso. Quem é leitor fiel da RISE viu em nosso pré da etapa de Trestles que as grandes apostas do masculino eram Jordy Smith e Filipe Toledo. E não poderia ter sido diferente. Desde o início os dois atletas mostraram um surf sem igual. Toledo com seus aéreos e batidas no lip e Jordy abusando das rasgadas e escolhendo sempre as melhores séries.

Por coincidência (ou por vontade do bom surf) ambos realizaram a final memorável. Jordy adotou a mesma estratégia que o levou até ali: guardar a prioridade para as melhores ondas. Foram mais de 18 minutos vendo Filipinho construir seu placar enquanto esperava uma série. No fim das contas, ela veio e JS soube aproveitar muito bem – um 9 incontestável e a maior nota da bateria.

Contudo, de nada serviu a melhor onda individual. Toledo foi superior no conjunto da obra. O brasileiro optou por não disputar a prioridade e pegou a primeira onda do confronto, um 4.67, que logo foi trocado. Em sua 3ª onda, arrancou um 8 dos juízes, jogando a pressão para o sul-africano. Logo na sequência, veio o 7.67 que colocou sua mão no troféu. No último minuto do torneio, JS, que precisava de um 6.67, abandonou o outside em busca da primeira onda que surgisse. Faltando menos de 5 SEGUNDOS para o fim, a onda veio (!), mas não bastou. O mar queria coroar Filipe Toledo campeão do Hurley Pro at Trestles.

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Filipe Toledo dá show e ganha sua segunda etapa no CT (Foto: WSL/Sean Rowland)

O Brasil na competição

Com a vitória, Silvana Lima saltou para a 13ª posição no ranking, com 23.600 pontos. Sally Fitzgibbongs, eliminada nas quartas de finais, assumiu a liderança com 45.100 pontos. Logo atrás está Courtney Conlogue, eliminada na semifinal, com 44.800 pontos, 100 a mais que Tyler Wright.

No masculino, apesar da derrota, Jordy Smith (45.850 pts) ampliou sua vantagem para John John Florence (43.400 pts). Julian Wilson que foi eliminado no Round 5 agora ocupa a 3ª posição com 37.200 pontos. Adriano de Souza (34.850 pts), que caiu nas semifinais para Ace Buchan, manteve-se na 6ª posição e é o melhor brasileiro no Jeep Leaderboard. Logo atrás está Filipinho (34.450 pts), que ultrapassou Gabriel Medina (30. 750 pts), eliminado por Jadson André ficou no round 3.

Próximas etapas

O circuito feminino retorna no dia 27 de setembro, em Cascais, Portugal. Após a competição na ‘terrinha’, as meninas se juntam aos rapazes na etapa da França, que dura de 07 à 18 de outubro. E a RISE Esportes – é claro – vai cobrir tudo. E quem sabe fazer novas previsões.

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Gabriel Alves

Gabriel Alves

Estudante de Publicidade na UFF, 19 anos, nascido e criado no Rio de Janeiro. Aprendeu a amar esportes muito jovem. Aquele clássico aluno que tomava bronca por displicência em sala de aula, mas que era exemplar na educação física. Não foi agraciado com o futebol de um Ronaldinho e no surf foi só Gabriel - e não um Medina. Mas aprendeu a amar, sentir e falar do esporte da sua maneira, e nisso se tornou um craque.



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1 comment

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  1. bea
    bea 18 setembro, 2017, 22:43

    ELE MANDA MUITO ELE

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