A competição que mais habla na Europa

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O chute do primeiro gol de Messi na instituição ambulante Buffon (Foto: Reuters)

Times espanhóis tiveram boas estreias e carregam favoritismo; Barcelona é o destaque após vencer a carrasca Juventus

Entre clubes, não há torneio maior que esse. Após 4 meses de saudade ela finalmente está de volta: a UEFA Champions League e a sua maravilhosa e grudenta musiquinha voltam a dar o ar da graça em nossos televisores. Há 4 clubes espanhóis na competição – e três deles estão entre os principais postulantes ao caneco continental que mais habla na Europa. Acompanhe com a RISE:

Sem mais tabu – Barcelona 3×0 Juventus

Messi é um monstro sagrado do futebol, exímio quebrador de recordes. Mas um tabu ainda o perseguia: nunca tinha marcado contra Gianluigi Buffon, o – na minha opinião – melhor goleiro de todos os tempos. Tinha. Porque meteu logo dois – assim como foi contra Cech, outro que só foi buscar uma bola do baixinho hermano no fundo do barbante recentemente – para nunca mais ouvir questionamentos sobre isso.

O primeiro foi aos 44′ do primeiro tempo, para destravar jogo pegado e amarrado: veio carregando do meio de campo, tabelou com Suárez e entrando na área, chutou no cantinho do goleiro bianconeri – era o 1×0. O argentino também participaria do segundo: aos 56′: arrancou pela direita e centrou para a área; Sturaro afastou nos pés de Rakitic, que não perdoou. Dois a zero Barcelona. E o croata vai recuperando seu nível.

O terceiro e último gol da noite foi uma pintura: Messi recebeu passe de Iniesta, driblou Alex Sandro, cortou Benatia e chutou no canto esquerdo de um imóvel Buffon. Barça 3×0 e fim de papo.

No jogo principal do grupo, o Barcelona deu um grande passo para alcançar a liderança da chave, vencendo de forma contundente o principal opositor. E sejamos sinceros: o único. De fato, Sporting e Olympiacos brigam pela vaga para a UEL – e qualquer coisa além disso seria um feito e tanto!

A volta do campeão – Real Madrid 3×0 APOEL Nicosia

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São 92 gols em 89 jogos de UCL pelo Real Madrid (Foto: Divulgação/UEFA Champions League).

O atual e maior campeão da Champions estreou na atual edição pegando um desafio um tanto quanto fácil: o APOEL, campeão do Chipre. Para facilitar mais ainda, tinha a volta do seu principal dínamo, Cristiano Ronaldo, voltando a jogar uma partida oficial pelo clube madrilenho após um mês.

E foi justamente o gajo que abriu o placar, logo aos 12′: Isco veio acelerando do meio de campo, driblou bonito seu marcador e passou para Bale na esquerda; o galês cruzou rasteiro de primeira para o camisa 7 se adiantar à marcação e tocar para o fundo das redes. Gol do maior artilheiro da história da Champions League. Os gols restantes só viriam no segundo tempo. E de forma ridícula.

Bale cruzou da esquerda, a bola desviou em Carlão e bateu no ombro de Lago. O juiz por algum motivo desconhecido viu pênalti. Cristiano cobrou e ampliou – 2×0. Sérgio Ramos fecharia o caixão aos 16′ do segundo tempo mandando uma bicicleta de pneu furado pro fundo da rede. Três e a conta.

O Real Madrid fez o que deveria fazer, mas também perdeu chances em demasia. O grupo em que está é um pouco mais complicado dos que aqueles que vem enfrentando nos últimos tempos, com mais dois times de ótimo nível brigando pelas vagas nas oitavas. Vai ser interessante de se ver.

Suportando o bombardeio – Liverpool 2×2 Sevilla

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O gol de Correa, que deu o valioso empate ao Sevilla (Foto: Reuters)

O Sevilla pegou um grupo um tanto encardido, com o Liverpool – o principal oponente – e o Spartak, que tem condições de lhe tirar pontos. A partida de abertura era logo contra a principal pedreira, em Anfield. Os rojiblancos por pouco não saíram derrotados. Mas contando um pouco com a sorte conseguiram sair com um importante empate da Inglaterra.

Mas foi o Sevilla que saiu na frente logo no início do jogo, aos 4′: o time andaluz foi ao ataque com toque de bola envolvente pela esquerda até Escudero cruzar; a defesa do Liverpool parou e assistiu a bola atravessar a área; o show só terminou quando Ben Yedder completou pro gol – Liverpool 0x1 Sevilla. Mas a vantagem duraria pouco: aos 20′ Moreno tabelou com Henderson pela esquerda e cruzou para área; a defesa sevilhana não conseguiu cortar e Firmino tocou para igualar tudo.

A virada dos Reds chegou aos 36′: Salah disputou e ganhou bola na entrada da área – e contou com desvio para matar o goleiro Rico. Liverpool 2×1. A derrota parecia o placar mais provável ao Sevilla, ainda mais quando o capitão Pareja – num esforço imenso para cometer falta dentro da área – colocou a mão na bola e ainda segurou Mané. Pênalti no senegalês. Firmino foi para a cobrança e… bateu na trave. Alívio para os espanhóis.

O Sevilla sofreu um verdadeiro bombardeio dos donos da casa, que falhavam muito na finalização ou paravam em Sérgio Rico. Só que foram os andaluzes que chegariam ao gol: aos 72′ o Sevilla cobrou lateral, Muriel arrancou da esquerda pra dentro e tocou para Correa na entrada da área. O meia tirou da marcação e chutou no alto. Tudo igual em Anfield.

Roma 0x0 Atlético de Madrid 

O Atlético de Madrid enfrentou a Roma pelo grupo C, e não saiu do 0, em grande atuação do goleiro Alisson. Os colchoneros agora voltam as atenções para o pegado duelo contra o Chelsea, contra quem – se tudo seguir o roteiro esperado – irão disputar o primeiro lugar do grupo.

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Matheus Wesley

Matheus Wesley

Aspirante a jornalista e apaixonado por futebol onde se parlla e onde se habla. Fã de tática e da história desse esporte incrível. Considera Zizou a síntese do "jogo bonito" e acha os desarmes de Cannavaro, Baresi e Maldini uma obra-prima tão bela quanto qualquer gol. Twitter: @Matheus11Wesley



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