Pro Trestles: uma chance de ouro para Jordy e Tyler

Pro Trestles: uma chance de ouro para Jordy e Tyler
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Filipe Toledo dando show em Trestles no ano passado. Brasileiro é fum dos favoritos para vencer a etapa (Foto: Divulgação/WSL)

O melhor do surfe mundial se reúne em San Clemente, na Califórnia, para a disputa de mais uma etapa do Circuito Mundial

Todo fim de temporada é assim: quanto mais próximo da última etapa maior a expectativa para saber quem levantará o caneco. E o cenário que se apresenta para o Hurley Pro Trestles na costa oeste americana indica um grande favoritismo para o líder, o Jordy Smith. No campeonato feminino, Tyler Wright sai na frente.

A temporada masculina chega em Lower Trestles

Atual campeão da etapa, Smith lidera o ranking com 37.850 pontos, seguido de perto por John John Florence e Matt Wilkinson, com 36.900 e 35.950 pontos, respectivamente. O sul-africano ainda conta com seu bom retrospecto nas ondas californianas: já são duas conquistas (2014 e 2016), além de uma semifinal em 2013 – histórico de dar inveja e segurança na busca por ampliar a distância para os concorrentes.

Mas como bons brasileiros, a equipe da RISE Esportes não poderia deixar de ficar de olho no Brazilian Storm. E quando se trata de Trestles, não há como não pensar em Filipe Toledo. Morador de San Clemente, Filipinho se mostra um grande aspirante ao pódio e candidato a desbancar Jordy Smith. Um confronto muito esperado do surf tradicional e cheio de pressão do lycra dourada contra os aéreos insanos do brazuca.

Cabe ainda lembrar dos campeões brasileiros, Gabriel Medina e Adriano de Souza, que sempre dão um show à parte. Medina vem com fome de título após um vice-campeonato no Tahiti e Mineirinho busca sua segunda vitória no CT para colar de vez nos líderes do ranking. Uma coisa é certa, o evento de Trestles promete apimentar mais ainda a corrida pelo título mundial.

Kelly Slater não se recupera à tempo para o Hurley Pro Trestles

A notícia ruim é que o evento não contará com a presença da lenda Kelly Slater, que ainda se recupera de uma lesão ocorrida na etapa de J-Bay, em julho. O 11x campeão quebrou os 3º e 4º metatarsos do pé direito. Sua meta passa a ser voltar à tempo de ainda disputar alguma etapa do circuito. Fome de onda. Infelizmente KS já usará os dois descartes possíveis para o circuito de 2017 e uma possível demora na sua recuperação, que já não é a mesma de outros carnavais, pode comprometer ainda mais a temporada do campeão.

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Kelly Slater sendo carregado após quebrar o pé enquanto treinava na etapa sul-africana (Foto: WSL /Steve Sherman)

O circuito feminino se aproxima do fim, com três favoritas – e gente contando com a sorte

Curiosamente, uma situação semelhante ocorre no campeonato feminino. A etapa do Swatch Pro, que também acontece em Trestles, promete acirrar ainda mais a disputa pelo título de melhor surfista. A australiana Tyler Wright (41.400 pts.), atual dona da lycra dourada, entra no mar como Defending Champion e busca aumentar ainda mais sua vantagem sobre a compatriota Sally Fitzgibbons (39.900 pts.) e a norte-americana Courtney Conlogue (38.300 pts). As adversárias de Tyler ocupam, respectivamente, a segunda e terceira colocações no ranking. E basta um mínimo deslize de Wright para que Fitzgibbons a supere. Já a tricampeã Carissa Moore, por sua vez, parece adormecida na competição e parece que não será dessa vez que levará o 4º troféu.

Silvana Lima, na 15ª colocação do ranking, está em uma disputa diferente das citadas acima. A cearense surfa para se manter na elite. A brasileira, que tem disputado alguns eventos do QS e venceu a etapa de Los Cabos, no México, tenta superar, ao menos, a havaiana Malia Manuel, que está lesionada desde Bells Beach e se encontra duas posições acima de Silvana no ranking mundial.

Cuidado, Tyler

Conlogue é um risco emergente para Tyler, que precisa defender o título mundial. A surfista já contabiliza duas vitórias na temporada: o desejado sino de Bells Beach em cima de Stephanie Gilmore, e Fiji, onde derrubou Wright na semifinal e superou Tatiana Weston-Webb em seguida. Para agravar a situação de Tyler, Courtney ainda é a Defending Champion em Portugal, no final deste mês.

Gilmore, com 34.750 pontos, que venceu a primeira etapa do ano, agora tenta driblar a inconstância e corre por fora na tentativa de colar nas líderes do circuito. Desde a vitória em Gold Coast, Steph vem desempenhando muito pouco do que sabe. A três eventos para o fim da temporada e coroação da rainha das ondas, a hexacampeã mundial quer o hepta.

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