Vai e vem da NBA: Divisão do Atlântico

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Como aquecimento para o início da temporada, a RISE Esportes está analisando as movimentações de mercado dos times da NBA; dessa vez iremos falar da Divisão do Atlântico, lar do maior campeão da liga, o Boston Celtics

Confira também nossas análises das divisões Central, do Pacífico e Sudoeste

Boston Celtics

Os celtas investiram pesado e fizeram várias adições ao elenco, sendo a contratação de Kyrie Irving a principal delas. Por outro lado, também perderam peças importantes da campanha da última temporada.

Após uma novela que se arrastou por bastante tempo, Celtics e Cavaliers concordaram na troca que levará Irving para Boston e Isaiah Thomas para Cleveland. A negociação envolve ainda a ida de Jae Crowder, Ante Zizic, a escolha de 1ª rodada do Brooklyn Nets de 2018 e a de 2ª rodada do Miami Heat de 2020.

Os reforços visam elevar ainda mais o potencial da equipe, que busca se tornar capaz de enfrentar as duas principais potências da liga: o Cleveland Cavaliers e o Golden State Warriors.

No draft, a franquia se reforçou com Jayson Tatum (3º), Semi Ojeleye (37º), Kadeem Allen (53º) e Jabari Bird (56º).

Selecionado na terceira escolha, Tatum é um ala com capacidades ofensivas bem desenvolvidas. Sua altura e envergadura o colocam em vantagem contra outros marcadores e o jovem demonstra potencial na parte defensiva.

Por outro lado, com média de apenas 2 assistências por jogo, não demonstra capacidade de encontrar companheiros livres para pontuar. Além disso, sua tomada de decisões por vezes deixa a desejar, o que influência em seu número de turnovers.

Completam as chegadas os pivôs Aron Baynes (Pistons) e Daniel Theis (Brose Bamberg-ALE); o armador Shane Larkin (Saski Baskonia-ESP); o ala-armador Andrew White (calouro não draftado); o ala-pivô Marcus Morris (também dos Pistons); e os alas Gordon Hayward (Jazz) e Abdel Nader (58ª escolha de 2016).

As saídas ficam por conta de Avery Bradley (Pistons), Jonas Jerebko (Jazz), Amir Johnson (Sixers) e Kelly Olynyk e Jordan Mickey (Heat), Jae Crowder, Ante Zizic e Isaiah Thomas (Cavs), além de Demetrius Jackson, Geral Green, Tyler Zeller e James Young (dispensados).

A princípio, a profundidade da equipe é afetada. Mas precisamos ver em quadra como o elenco irá se portar na temporada. É claro, as três primeiras posições possuem boas alternativas: Terry Rozier, Jaylen Brown, Shane Larkin, Marcus Smart, Jayson Tatum e Abdel Nader. Mas o garrafão carece de melhores nomes e a contratação de um pivô com experiência seria o ideal.

Além disso, do conjunto derrotado pelo Cavaliers na final da Conferência Leste em maio desse ano, apenas 4 atletas permaneceram em Boston – Al Horford, Marcus Smart, Jaylen Brown e Terry Rozier.

Provável Time titular:

PG: Kyrie Irving; SG: Jaylen Brown/Marcus Smart; SF: Gordon Hayward; PF: Marcus Morris; C: Al Horford

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Kyrie Irving é o principal reforço do Boston Celtics (Foto: Geoff Burke/USA TODAY Sports)

Toronto Raptors

A franquia do Canadá não teve muitos reforços até o momento e parece ter perdido mais do que ganhado nessa Offseason.

O ponto alto das negociações de Toronto foi ter renovado com dois pilares do elenco. O armador Kyle Lowry renovou por três anos em um valor de US$100 milhões, enquanto o ala-pivô Serge Ibaka receberá US$65 milhões, também por três anos de contrato.

Nas adições ao elenco, os Raptors contam com os pivôs Justin Hamilton (Nets) e Kennedy Meeks (calouro não draftado); os alas C.J. Miles (Pacers), K.J. McDaniels (Nets), Kyle Wiltjer (Rockets) e Alfonzo McKinnie (calouro não draftado).

OG Anunoby (23º) foi o único atleta selecionado pela equipe no draft. Ala de perfil físico, possui potencial defensivo e demonstra capacidade no arremesso. Seus pontos fracos são seus recursos ofensivos limitados, visão de jogo e qualidade no passe abaixo da média.

Já as saídas, ficam por conta de DeMarre Carroll (Nets), Cory Joseph (Pacers), Patrick Patterson (OKC) e P.J. Tucker (Rockets).

Todos que saíram tinham um papel importante na rotação da última campanha – com mais de 20 minutos em quadra na temporada regular – e participaram em todas as partidas dos playoffs. Portanto, até o momento as reposições não foram à altura.

Provável Time titular:

PG: Kyle Lowry; SG: DeMar DeRozan; SF: CJ Miles; PF: Serge Ibaka; C: Jonas Valanciunas

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O trio continua em Toronto: Serge Ibaka, DeMar DeRozan e Kyle Lowry (Foto: Nathan Denette/The Canadian Press)

New York Knicks

As notícias que vieram à tona sobre franquia de Nova Iorque durante boa parte da Offseason foram rumores ao redor dos nomes de Kyrie Irving e Carmelo Anthony. O primeiro como alvo primário da equipe e o segundo como moeda de troca em outras negociações.

O elenco recebe o reforço do ala-armador Tim Hardaway Jr. que volta para a franquia depois de duas temporadas atuando pelo Atlanta Hawks; do ala Michael Beasley (Bucks); do armador Ramon Sessions (Hornets) e de Jamel Artis, Nigel Hayes e Xavier Rathan-Mayes – calouros não draftados.

No draft a equipe selecionou o francês Frank Ntilikina (8º), Damyean Dotson (44º) e Ognjen Jaramaz (58º).

Ntilikina é um armador com atributos físico-atléticos privilegiados, tornando-o um ótimo contestador de arremessos, que pode marcar atletas mais altos de outras posições. Esforçado, tem alta capacidade de se recuperar em lances perdidos. Seu arremesso de média e longa distância passa por constante evolução. Porém, ainda deixa a desejar como opção principal de armação.

Na outra vertente, a equipe perdeu os atletas Justin Holiday (Bulls), Derrick Rose (Cavaliers), além de Maurice Ndour e Marshall Plumlee (dispensados).

Ainda existe uma incógnita em torno da franquia: a permanência de Carmelo.

Por enquanto, os Knicks tem apenas Ron Baker, Ramon Sessions e Frank Ntilikina para a armação. Além do calouro, que poderia assumir a titularidade para se desenvolver, os outros dois não seriam opções confiáveis para começar jogando.

Além disso, o contrato de US$71 milhões em 4 anos de Tim Hardaway Jr. é bastante exagerado.

Provável Time titular:

PG: Ron Baker/Frank Ntilikina; SG: Tim Hardaway Jr.; SF: Carmelo Anthony; PF: Kristaps Porzingis; C: Willy Hernangomez

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Tim Hardaway Jr. está de volta ao New York Knicks (Foto: Divulgação/Madison Square Garden)

Philadelphia 76ers

Philly continua trabalhando em seu processo de reconstrução. Mas desta as expectativas estão altas, principalmente pelas boas atuações do o pivô Joel Embiid e do ala-pivô Dario Saric.

Além deles, esse ano promete ser a estreia da escolha número um do draft de 2016. O ala Ben Simmons finalmente jogará após ter fraturado o pé na pré-temporada ano passado.

Aos três, se junta o armador Markelle Fultz, escolha de número um do último draft – e considerado o atleta mais talentoso de uma das classes de jovens mais fortes dos últimos anos.

Fultz é uma combinação de pontuador de elite – capaz de pontuar de diversas formas com consistência – com um armador acima da média, de visão de jogo e passe privilegiados. Do outro lado, teve dificuldades de criar jogadas ao enfrentar defensores de elite, tomando decisões precipitadas que levaram à turnovers.

Além de Fultz, os Sixers selecionaram o pivô Anzejs Pasecniks (25º) e os alas Jonah Bolden e Mathias Lessort (na 36ª e 50ª escolhas, respectivamente).

A chegada dos veteranos Amir Johnson (Celtics) e JJ Redick (Clippers) adiciona experiência aos mais jovens e ajuda na composição e profundidade do elenco. Fechando as adições, Philadelphia também contará com o ala-armador Furkan Korkmaz (26ª escolha de 2016).

As saídas ficaram por conta do veterano Gerald Henderson (dispensado), do espanhol Sergio Rodriguez (CSKA Moscou) e do ala-pivô Shawn Long (Rockets).

O quinteto titular é promissor e tem potencial para brigar por uma vaga nos playoffs.

Provável Time titular:

PG: Markelle Fultz; SG: JJ Redick; SF: Ben Simmons; PF: Dario Saric; C: Joel Embiid

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Robert Covington, Ben Simmons, Markelle Fultz e Joel Embiid, o processo dos 76ers (Foto: Joel Embiid/Twitter)

Brooklyn Nets

Os Nets vivem uma fase obscura desde sua última ida aos playoffs, na temporada 2014-15. O plano de montar um super time em curto prazo se mostrou um fracasso total.

Mesmo após 4 anos da troca gigantesca com o Celtics por Paul Pierce e Kevin Garnett, a franquia continua pagando o preço alto pela infelicidade da negociação. As escolhas enviadas aos celtas acabaram se tornando Jaylen Brown (3ª escolha de 2016) e Markelle Fultz (1ª de 2017).

No processo de reconstrução, Brooklyn deu uma melhorada. Mesmo com contratos caros e de longo prazo, DeMarre Carroll (Raptors) e Allen Crabbe (Trail Blazers) são bons jogadores e poderão contribuir.

D’Angelo Russell (ex-Lakers) é o jovem de potencial que a franquia precisava para depositar sua confiança – pelo menos por enquanto. O lado negativo é que o pivô russo Timofey Mozgov e seu contrato grotesco vieram juntos.

No draft, Jarrett Allen (22º) e Aleksandar Vezenkov (57º) foram os selecionados. Completam a lista dos reforços Milton Doyle, Jeremy Senglin e Jacob Wiley – todos calouros não draftados.

Allen é um pivô de grande estatura, atlético e capaz de proteger bem o aro. Em torno da cesta é ótimo finalizador e seu arremesso de média distância mostra sinais de progressão. Contudo, em certos momentos carece de atenção. Por vezes o jogador não demonstra o esforço e a garra característica dos pivôs nos rebotes.

Os nomes de saída foram K.J. McDaniels e Justin Hamilton (Raptors), Brook Lopez (Lakers), Andrew Nicholson (Trail Blazers) e Archie Goodwin (dispensado).

Como já dito, as perspectivas da franquia melhoraram e os Nets prometem ser mais competitivos do que na última temporada. Por outro lado, o elenco está longe de estar entre os mais qualificados da liga. Resumindo: dos males, o menor. O time do Brooklyn precisará caminhar muito durante alguns anos pra poder sair dessa reconstrução.

Provável Time titular:

PG: Jeremy Lin; SG: D’Angelo Russell; SF: Allen Crabbe/DeMarre Carroll; PF: Rondae Hollis-Jefferson; C: Timofey Mozgov

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D’Angelo Russell e Timofey Mozgov, os reforços do Nets para a temporada (Foto: Divulgação/Brooklyn Nets)

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Felipe Coelho

Felipe Coelho

Apaixonado por esportes e por redação desde pequeno, demorou a perceber que poderia unir essas duas paixões como forma de viver e se expressar. Se jogou de cabeça relativamente tarde no basquete, mas a partir daí não parou mais. Até se esforça na hora da pelada, mas a habilidade só existe nos videogames mesmo. Nerd de carteirinha, coleciona milhares de horas na Steam. Football Manager player since 2005.



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