NFL – Análise da Temporada: New England Patriots

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O Super Bowl LI certamente foi o título mais comemorado por Brady e pelos Patriots (Foto: Reprodução/Sports Illustrated).

Os Patriots conseguiram uma temporada sensacional em 2016. Para coroar, o Super Bowl veio com a virada mais fantástica da história e o quinto anel para Brady; confira a temporada dos Pats

Campanha em 2016: 14-2; campeão da AFC Leste; campeão do Super Bowl

Fantástica. Absurda. Inesquecível. Histórica.

Chame como quiser a partida que marcou o Super Bowl LI. Os Pats conseguiram a virada mais absurda da história da NFL e certamente, marcaram ainda mais seu nome na história. Durante a temporada regular, para melhorar, o time foi quase perfeito em todas as partidas.

Sob a batuta de Brady e do velho Bill, os esquadrão patriota teve pouquíssimos – para não dizer nenhum – momento ruim na temporada.

Lado Positivo

1) Espírito de campeão

Desde a chegada de Tom Brady ao time titular em 2001, os Patriots são o time mais vencedor na NFL. Na última temporada, o time de NE conquistou o 5º título.

Em 2016, Brady não fez nem de longe sua melhor temporada – pelo menos em números. Com apenas 12 jogos disputados na temporada regular, o quarterback lançou 28 TD em 3554 jardas totais. Isso aponta para 1681 jardas a menos que sua melhor aparição, em 2011.

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Virada histórica depois do 28 a 3 (Foto: Reprodução/Fox USA).

Mas desde o começo do ano, o time parecia estar certo de que levaria mais um anel para casa. Aniquilando com facilidade a maioria dos adversários até a final de conferência, o time começou mal a decisão. O histórico placar de 28-3 contra os Falcons no intevalo apontava uma lavada histórica. Mas o final da história todos conhecem bem.

Empatando e levando para a prorrogação, os Patriots jogaram com a cabeça e o emocional. Estando atrás no placar na maior parte do jogo, o time soube ser grande diante de Atlanta. E isso faz a diferença em qualquer esporte.

2) Ataque em perfeita sintonia

Diferente da maioria dos times da liga, New England teve um intenso equilíbrio entre as campanhas de ataque e defesa.

O ataque foi o 4º melhor no total e também no jogo aéreo. Foram 386.2 jardas/jogo com um total consistente de 441 pontos totais. No alto, o total apontou 4308 jardas.

Sim! Edelman conseguiu essa recepção (Foto: Reprodução/Sports Illustrated).

Individualmente, para melhorar, o corpo de recebedores é fantástico. Julian Edelman, o autor da recepção espírita na final, fez 98 recepções para 1106 jardas, conseguindo a 13ª posição geral na liga. Além disso, Edelman tem capacidade de lançamento fantástica. Isso faz com que, em jogadas mais ousadas, o cara também possa atuar como QB. Além dele Martellus Bennett e Chris Hogan também foram excelentes opções ao longo dos jogos e da temporada.

No jogo corrido, o búfalo LaGarrette Blount – que agora joga pelos Eagles – foi outro monstro. Com a 8ª posição no ranking dos RB, o cara 1161 jardas totais sendo o melhor em número de TD, com 18. Isso conferiu uma variação interessante ao jogo dos Pats. Mesmo sem ter grande número de jardas por corrida, Blount foi fundamental dentro da red zone e em jogadas de desafogo lá atrás.

3) Defesa providencial

No geral, a defesa teve o 8º melhor desempenho. O setor cedeu 326.4 jardas/jogo em média, apenas 25.1 a mais que o líder, Houston Texans. Contra o jogo corrido a atuação foi ainda mais satisfatória – e importante: o terceiro melhor. E os números mostram isso.

Foram cedidos apenas 250 pontos totais. Em comparação aos outros, nesse tópico, é o melhor desempenho da liga. Por jogo foram 88,6 jardas. Além disso, na temporada regular foram 11 fumbles forçados, o que é algo bem expressivo.

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Malcolm Butler apareceu bem na hora certa (Foto: Reprodução/Boston Herald).

Como destaques individuais aparecem bons nomes. Trey Flowers (DE) apareceu com 7 sacks e uma boa aparição no pass rush. Malcolm Butler, o calouro de ouro da final contra o Seahawks apareceu no que sabe fazer de melhor: interceptar. O cara conseguiu 4 na temporada regular, além de forçar 1 fumble. Não são números tão expressivos se comparados aos dos outros destaques individuais da liga. Mas no conjunto, o time fluiu seu jogo com sucesso.

4) Sideline de ouro

Bill Belichick talvez seja mais importante do que Brady nos últimos anos de sucesso dos Pats. É certo que ter um nome desses na mão – além do elenco recheado de boas opções – ajuda bastante. Mas também é verdade que o velho Bill consegue transformar nomes interessantes em grandes potências.

Com uma variação única em seu playbook, o head coach de NE consegue gerar quase uma unanimidade nos adversários. A grande maioria – senão todos eles – tem o mesmo discurso: o mais díficil ao enfrentar os Pats é entender a quantidade de jogadas que podem fazer. E são inúmeras.

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Levanta a mão quem tem 5 títulos (Foto: Reprodução/Business Insider)

Desde de variações eficazes no jogo corrido até downs com lançamento do Edelman para Brady, Bill conseguiu transformar os Patriots em algo quase impossível de se enfrentar. Dentro da divisão, a hegemonia já tem mais de uma década. Dentro da conferência, o time chegou em grande parte das finais dela. E nos Super Bowls são 5 aneis em 7 possíveis (alô, Giants!)

Lado Negativo: NENHUM!

Parece fácil dizer que um time campeão não teve nenhum defeito. Mas nem sempre isso acontece.

Os Patriots realmente não tiveram nenhum grande nessa temporada. Tirando uma atuação inconsistente contra o Seahawks em casa, que gerou uma derrota para o time, foram poucos os problemas.

Como a variação é constante e bem aplicada, dificilmente o time passa aperto, qualquer que seja o jogo. E isso faz com que, além de campeão seja quase infalível.

No Super Bowl, o primeiro tempo de jogo apontou falhas graves. Mas essas falhas estavam mais ligadas ao emocional do que a técnica em si. Com 28-3, o time foi capaz de botar a cabeça no lugar e conseguir a virada mesmo sendo extremamente improvável.

Balanço da temporada e o que esperar: “chegaram de novo, chegaram de novo…”

Nada melhor do que parafrasear o narrador global Galvão Bueno para descrever o sentimento dos outros times.

A consciência de que o time vai vir monstruoso de novo é certa. Para melhorar, dois reforços extremamente expressivos chegam. Para o setor defensivo, veio o cornerback Stephon Gilmore (ex-Bills). O cara é um dos melhores da posição e vai reforçar ainda mais da secundária dos patriotas. Para a frente, chega Brandin Cooks (ex-Saints). Antiga melhor opção de Drew Brees, Cooks chega para voar junto a Brady e o ataque fulminate dos Pats.

A projeção ninguém precisa dizer que é excelente. A questão é saber se vem um 16-0 por ai. Ou talvez, se haverá alguma contusão importante no elenco. De resto, é só o torcedor sentar no sofá e se deliciar com mais um ano de show de Brady e cia.

 

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Guilherme Porto

Guilherme Porto

Algo entre o famoso soccer e o lacrosse universitário da Irlanda do Norte me interessam. A paixão por esportes (lê-se quase todos), acompanhada de uma boa resenha e uma cerveja gelada me encantam bastante. E, apesar de não podermos beber aqui, o resto garanto passar com agilidade e muita informação.



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