Supercopa de España: supercampeões

Supercopa de España: supercampeões
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Em comemoração meio “xoxa”, Sérgio Ramos e Marcelo levantaram a taça de campeão (Foto: Real Madrid/Divulgação).

Real Madrid bate Barcelona novamente e conquista sem muitas dificuldades o 10º título da Supercopa de España

Após a polêmica primeira partida, os eternos rivais Real Madrid e Barcelona se enfrentaram ontem pela partida de volta da Supercopa de España. E deu Madrid. De novo.

As duas equipes surpreenderam nas escalações: o Real Madrid foi à campo sem Casemiro, Isco e Bale, optando por um meio-campo formado por Kovacic, Kroos e Modric – este último voltando após suspensão. O time também contou com Vázquez e Asensio nas pontas. Já o Barcelona optou por ir à campo num 3-5-2, com Sergi Roberto – escalado na ala direita – e André Gomes de titulares.

Veja aqui como foi o primeiro jogo da decisão

Apesar de entrar em campo podendo perder por até um gol de diferença, o Real Madrid começou pressionando e chegaria ao gol logo cedo: aos 3′ Asensio recebeu perto da intermediária – livre, leve e solto – e mandou um petardo de esquerda para um atônito Ter Stegen só olhar a bola entrar. Golaço. Para o garoto só vale assim. Real Madrid 1×0.

O que se seguiu foi o time merengue tendo total controle das ações do jogo, com o Barcelona até chegando ao ataque mas sem levar perigo. Em alguns momentos se foi possível ouvir um sonoro “oooolé” da torcida da casa. Tal domínio conseguiu ser convertido em gol de novo aos 38′: Marcelo cruzou da esquerda, Umtiti deu bobeira e Benzema conseguiu ajeitar; a bola subiu e o francês emendou um chute. Era o 2×0 para o time de Madrid. O jogo foi ao intervalo assim e, pelo que produziram os dois times, ficou barato para o Barcelona.

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Asensio brilho novamente – e mais uma vez com golaço. Promessa querendo explodir (Foto: Real Madrid/Divulgação).

No segundo tempo, já com o placar agregado de 5×1 à seu favor, o Real Madrid se deu ao luxo de resguardar suas energias e diminuir o ritmo, apenas tocando a bola e atacando menos. Só que tanto resguardo beirava a displicência e por pouco Messi e Suárez não chegaram ao gol. O uruguaio chegou a cabecear a bola na trave com o gol livre.

A tranquilidade era tanta que Zidane promoveu as estreias de Dani Ceballos e Theo Hernández em jogos oficiais. E os dois participaram bem no pouco tempo de jogo que tiveram.

E o jogo terminou assim. Décimo título da Supercopa de España Real Madrid; sétimo título de Zinedine Zidane no comando dos merengues em apenas um ano – fato que já o coloca como terceiro técnico com mais títulos pelo clube ao lado de outra grande bandeira madridista: Vicente Del Bosque. Além disso, são 90 jogos oficiais, com um retrospecto de 68 vitórias e apenas 7 derrotas.

A competição em si não tem muito peso – possui valor quase amistoso – mas serve para dar um bom diagnóstico de como estão (e possivelmente estarão) as equipes no decorrer da temporada. O Real Madrid mostrou a força de seu elenco e de seu futebol, sem ser prender a um estilo de jogo reativo ou propositivo, sabendo variar entre os dois. É atualmente o melhor time do mundo e é favorito a tudo que disputar no ano.

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Messi até tentou mas parou diante de Navas (Foto: Barcelona/Divulgação).

Já o Barcelona precisa ligar o sinal de alerta. A equipe mostra nítida dificuldade de criação no meio de campo. Falta material humano. O problema já acontece desde a temporada passada, mas era amenizado pelo suntuoso trio de ataque. Tendo Neymar saído para o PSG, Suárez e Messi ficam ainda mais sobrecarregados – e quando os dois não correspondem, o time blaugrana fica em apuros. Mesmo na posse de bola, tão adorada pelos barcelonistas nos últimos anos, a equipe já não corresponde tão bem: teve menos o controle do jogo do que o arquirrival. Algo impensável há algumas temporadas atrás. E contratar Coutinho não irá resolver todos os problemas.

E para piorar a situação, na vitória de ontem pela Supercopa de España, o Real Madrid rompeu uma série de 31 El Clásicos seguidos perdendo para o Barcelona no quesito possa de bola. O fato não acontecia, mais especificamente, desde o ano de 2008. Simbólico, não?

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Matheus Wesley

Matheus Wesley

Aspirante a jornalista e apaixonado por futebol onde se parlla e onde se habla. Fã de tática e da história desse esporte incrível. Considera Zizou a síntese do "jogo bonito" e acha os desarmes de Cannavaro, Baresi e Maldini uma obra-prima tão bela quanto qualquer gol. Twitter: @Matheus11Wesley



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