NFL – Análise da temporada: Atlanta Falcons

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Falcons, você disse amarelar? (Foto: Patrick Smith/Getty Images)

Um ano perfeito… até o terceiro quarto do Super Bowl; confira como foi a temporada do Atlanta Falcons

Campanha em 2016: 11-5; campeão da NFC Sul

Poucos esperavam que o Atlanta Falcons vencesse a NFC Sul. Ainda mais tendo o badalado e vice-campeão do Super Bowl, Carolina Panthers, em sua divisão. Rodada após rodada esperávamos pela queda dos Falcões. E dessa vez ela não aconteceu. Não tão cedo, pelo menos.

A desconfiança na equipe da Geórgia era justificável. Em 2015, os Falcons começaram 5-0 e entraram no famoso EMPOLGOU™. Nos sete jogos seguintes, perderam seis. No final marcaram um decepcionante 8-8. Em 2016 foi diferente.

Julio Jones deixou de ser estrela solitária no ataque e recebeu apoio em peso. Mohamed Sanu e Taylor Gabriel ajudaram a espaçar o campo. Para completar, dois ótimos running backs, que também recebem passes, Tevin Coleman e, principalmente, Devonta Freeman.

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Ryan e Jones formaram de novo uma das grandes duplas QB-WR da NFL (Foto: David Goldman/AP)

Com todas essas armas e jogando o fino da bola, Matt Ryan foi o MVP da temporada. Mas o que parecia a temporada de redenção do subestimado quarterback, parou a 15 minutos do jogo final.

O que deu certo: Matty Ice

A prova que Matt Ryan é subestimado foi justamente o seu prêmio de MVP. Mesmo com uma temporada quase perfeita de 4944 jardas, 38 TDs, apenas 7 interceptações e 17 passes para mais de 40 jardas, o camisa 2 ainda era “contestado”. Muito se falava em Tom Brady e Aaron Rodgers, como de costume.

Ryan soube usar todas as suas armas ao invés de só se concentrar em Julio Jones. Foram 6 TDs lançados para JJ, 6 para Gabriel, 4 para Sanu, 3 para Coleman e 2 para Freeman. Tantas armas aéreas, mais os 11 touchdowns corridos de Freeman e os 8 de Coleman, tornaram o ataque de Atlanta praticamente imparável.

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De MVP a vice do Super Bowl em poucos minutos (Foto: Kevin C. Cox/Getty Images).

Ao passar pela temporada regular, o ar de desconfiança voltou. “Quando será que os Falcons vão amarelar?”. ATL sobreviveu e venceu a Conferência Nacional no jogo de despedida do Geordia Dome. O ataque não tomou conhecimento de Seahawks e Packers, e o pass rush da defesa engoliu Russell Wilson e Aaron Rodgers.

O que deu errado: Atlantafalconizou

O ataque avassalador e o pass rush alucinante (que resultou num Vic Beasley com 15.5 sacks na temporada) foi para o Super Bowl e amassou Tom Brady e os Patriots por três quartos. Um atropelo absurdo. Mas esqueceram de avisar que jogos de futebol americano têm quatro períodos.

A linha defensiva de Atlanta começou a cansar e o pass rush já não era tão eficiente. Com a vaca indo para o brejo, Tom Brady abdicou do jogo terrestre e lançou bolas mais arriscadas. Com a secundária desprotegida pelo cansaço do front seven, Atlanta tomou TD atrás de TD e ficou totalmente grogue.

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Sim, Edelman pegou essa bola entre toda a secundária dos Falcons (Foto: Patrick Semansky/Getty Images)

O tão aclamado ataque também parou e pouco ajudou a defesa a descansar. Foram erros atrás de erros. Até sack tirando de território de field goal rolou. Quando os Patriots chegaram no placar, todos já sabiam o que ia acontecer. Os Falcons estavam atordoados e perdidos após darem a maior amarelada da história da NFL.

Aquela queda que todos esperavam na temporada regular ou nos playoffs chegou apenas no último quarto do último jogo da temporada. Um balde de água gelada nos Falcões.

Saldo: só termina quando acaba

A velha história do jogo que só acaba quando o juiz apita nunca foi tão cruel. Os Falcons venciam por 28 a 3, faltando dois minutos para o fim do terceiro quarto. A partir daí foram 6 pontos nesse período, 19 no último e mais 6 na prorrogação. 31 a 0.

Para ajudar no pass rush e evitar que ele canse novamente, os Falcons draftaram o promissor Takkarist McKinley, defensive end de UCLA. Outro reforço para a linha foi o nose tackle Dontari Poe, ex-Chiefs. Por outro lado, o coordenador ofensivo, Kyle Shanahan virou head coach dos 49ers.

Os Falcons chegam como favoritos, mas vide Carolina ano passado e o histórico de rotatividade na NFC Sul, não é nenhum absurdo imaginar Atlanta fora dos playoffs. Panthers tiveram a chance em 2015 e Falcons em 2016. Ambos falharam. Talvez 2017 seja o ano dos Buccaneers.

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Vinícius Mathias

Vinícius Mathias

Jornalista e ala-armador nas horas vagas. Sofre nas ligas americanas com Timberwolves, Jaguars, Sharks e Angels. Se arrepende por não ter escolhido o Seahawks. Chelsea e Alemanha trazem felicidade no futebol, pelo menos. Fã de Aaron Rodgers, Jimmie Johnson, Kevin Garnett, Kimi Räikkönen e de uma Heineken bem gelada.



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