NFL – Análise de Temporada: Pittsburgh Steelers

NFL – Análise de Temporada: Pittsburgh Steelers
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O trio BBB é um dos caminhos mais fáceis e eficazes para o sucesso dos Steelers (Foto: Reprodução/Pittsburgh Steelers)

Os Steelers fizeram uma boa temporada, digna dos títulos que enchem sua sala de troféus. O sucesso ainda maior só depende de um DM vazio e o time todo bem.

Ben Roethlisberger. Le’Veon Bell. Antonio Brown.

Só esses três nomes já são a alegria de qualquer apaixonado por futebol americano. Mas imagina um time inteiro, funcionando em função dessas feras e com um excelente head coach na sideline. Pois bem.

Essa é a realidade do Pittsburgh Steelers, campeão da sua divisão (AFC Norte) e finalista da sua conferência. O único problema foi ter pela frente um tal de Tom Brady.

De qualquer forma, a temporada do time de Pittsburgh foi mais uma vez consistente e satisfatória.

Lado Positivo

1) BIG Ben

Dentro da montagem de um bom playbook são necessárias opções. Variar as jogadas dentro das campanhas é fundamental para o sucesso de um time dentro da Liga. Nos últimos anos vimos os campeões sendo, justamente, aqueles que melhor trabalhavam em função das mudanças dentro do próprio jogo.

Com os Steelers, a receita do sucesso não é diferente. No comando de ataque, um dos braços mais potentes da NFL. Ben Roethlisberger – ou simplesmente, Big Ben – é um dos melhores quarterbacks da Liga. Apesar de pesado, Big Ben é móvel e justamente por seu porte físico, acaba sendo menos propício a sofrer sacks. Com uma envergadura invejável, o QB conseguiu 29 TDs e 3819 jardas totais, mesmo não tendo participado de todos os jogos.

Big Ben Bell corrida

Bell e Big Ben são duas das estrelas de Pittsburgh e da NFL (Foto: Reprodução/Pittsburgh Steelers)

2) Tonhão e o chicleteiro

Para o jogo corrido, Le’Veon Bell é o melhor RB disponível atualmente. Alto, forte, rápido e extremamente paciente nas buscas por gaps para executar suas corridas, o chicleteiro Bell (alô, Rômulo Mendonça!) consegue agrupar tudo que um bom corredor precisa ter. Sem jogar os 4 primeiros jogos, devido a uma suspensão, Bell foi o 5º melhor running back da temporada.

Nas 12 partidas que disputou, o cara conseguiu 1268 jardas totais, com 7 TDs e uma média de 4,9 jardas/corrida. Além disso, com sua habilidade atlética, Bell é um excelente recebedor também. Na temporada foram 75 recepções para 2 TDs, algo incomum para um RB.

Além dele, para fechar a trinca de ouro, Pittsburgh talvez tenha o melhor WR de liga, ou pelo menos um top 5. Antonio Brown é um verdadeiro monstro. Além do carisma reconhecido dentro e fora de campo – ainda mais quando resolve fazer suas dancinhas exóticas para comemorar – Tonhão tem números dignos de hall da fama.

Tendo perdido um jogo, o cara conseguiu 1284 jardas e 12 TDs. Com um dos casamentos mais bem-sucedidos da NFL, Ben e Brown são carne e unha. Almas gêmeas. A sintonia entre os dois é visível. Quando um está fora o outro fica órfão. E, com os dois em condições, os Steelers viram um time digno de Super Bowl.

Combinados, o trio BBB (Bell, Brown e Ben) conseguiu dar ao time de Pittsburgh a 7ª posição no ranking geral dos ataques da NFL.

3) A defesa

Além dessas feras e de outros excelentes nomes na mão de Mike Tomlin, o roster ainda conta com um setor defensivo minimamente consistente.

Mike Tomlin Steelers sideline

Mike Tomlin, head coach dos Steelers (Foto: Reprodução/Pittsburgh Steelers)

Bons valores como Ryan Shazier (ILB) e Artie Burns (CB), ambos com três interceptações são importantes na montagem de um time equilibrado.

Apesar de a campanha defensiva em si não ter sido digna de Top 10 na liga (12º lugar), o setor não deixou a desejar nas horas em que foi testado. Para reforça-lo, ainda vem da primeira rodada de draft¸ T.J. Watt, irmão da fera dos Texans, J.J. Watt. O jogador de Houston, mais velho, é o melhor DE da NFL. O mais novo, T.J., se seguir os passos do irmão, vai voar dentro da liga.

Lado Negativo: jogadores fora por diversos motivos

Se existe um problema que assombra Pittsburgh – e não é de hoje – são os jogadores que não conseguem completar 16 jogos na temporada, seja qual for o motivo.

No começo, Bell perdeu 4 jogos por uma suspensão devido ao uso de substâncias proibidas. Sabendo que a NFL é rigorosa ao extremo com isso, um jogador desse nível não pode se descuidar.

Na posição mais importante, Big Ben não conseguiu completar 16 jogos regulares em mais uma oportunidade. Com problemas físicos constantes, o jogador perdeu 7 jogos nas últimas duas temporadas somadas. Isso, querendo ou não, influencia no ritmo de jogo do atleta, o que atrapalha o time.

Big Ben saudável é a receita do sucesso (Foto: Reprodução/Pittsburgh Steelers)

Com Ben fora, a referência do time passa a ser Landry Jones. E infelizmente, o cara é, no máximo, esforçado. Com isso, o rendimento de Antonio Brown cai por não ter a mesma sintonia com o reserva. O rendimento do time também cai, pois o volume de jogo de Jones é bem menor que o de Big Ben. Por consequência, a defesa também sofre, ficando mais tempo em campo e comprometendo seu trabalho.

Com essa série de problemas, o time tem seu rendimento levemente afetado. E na hora H, isso faz falta. Contra os Patriots, o time não conseguiu encaixar seu jogo e viu Brady e sua trupe serem campeões de conferência –  e futuramente da NFL.

Balanço da temporada e o que esperar: foi ótima, mas o DM tem que estar zerado

O sucesso do Steelers, como dito ao longo do texto, vai depender de um departamento médico vazio. Se a injury list do time estiver vazia – e com Bell ajudando, sem usar tóxicos –, a Terrible Towel vai tremer Pittsburgh e virá com chances reais de conquistar mais um caneco.

O Vince Lombardi é logo ali. O último ano foi ótimo. Agora só falta o grande pote de mostarda estar completo, dentro e fora de campo. Se todos estiverem bem, os Steelers vêm para mais um título.

Para nós amantes, resta o deleite. Para os torcedores, a esperança. Que venha 2017!

Confira também as prévias de divisão da AFC Norte

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Guilherme Porto

Guilherme Porto

Algo entre o famoso soccer e o lacrosse universitário da Irlanda do Norte me interessam. A paixão por esportes (lê-se quase todos), acompanhada de uma boa resenha e uma cerveja gelada me encantam bastante. E, apesar de não podermos beber aqui, o resto garanto passar com agilidade e muita informação.



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