Vai e vem da NBA: Divisão Central

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Cavs seguem favoritos na Divisão Central. Como estarão Bulls e Pistons?

Como aquecimento para o início da temporada, a RISE Esportes está analisando as movimentações de mercado dos times da NBA; hoje, o foco é a Divisão Central

Leia também a primeira matéria da série, sobre a Divisão do Pacífico, do campeão Golden State Warriors.

Cleveland Cavaliers

Os atuais vice-campeões passaram por um turbulento período nessa Free Agency – graças ao armador Kyrie Irving, que pediu para ser negociado. Das diversas possíveis trocas pelo atleta, uma das mais improváveis acabou se concretizando.

Cleveland concordou com o envio de Irving para o Boston Celtics  seu principal rival na briga pelo título da conferência em troca de Isaiah Thomas, Jae Crowder, Ante Zizic e duas escolhas de Draft.

Por um lado pode parecer que os Cavaliers saíram perdendo nessa negociação, mas não é bem assim. A RISE já analisou essa troca.

A princípio Isaiah preocupa pela lesão no quadril, mas após a recuperação deverá assumir a titularidade. Crowder é uma excelente adição podendo contribuir nos dois lados da quadra. Zizic é um pivô jovem que demonstra potencial. E as escolhas  em especial a de 1ª rodada do Nets são ótimas oportunidades para selecionar jovens talentos.

Outra chegada de peso é a de Dwayne Wade. O ala-armador acertou sua saída do Chicago Bulls e voltará a atuar ao lado de seu amigo próximo LeBron James. Se espera que ambos repitam as grandes atuações que tiveram em Miami.

Além disso, a franquia de Ohio renovou com o ala-armador Kyle Korver, trouxe o calouro turco Cedi Osman (31ª escolha de 2015), assinou com o MVP da temporada 2010-2011 Derrick Rose e com os veteranos Jeff Green, José Calderón e Kendrick Perkins.

Osman, que passou dois anos na Europa após ser draftado, ainda é uma promessa, mas pode contribuir com alguns minutos. Green e Calderón chegam para aprofundar a rotação da equipe, ainda que ambos já estejam na fase decrescente da carreira.

Sobre Derrick Rose, não é novidade para ninguém que as lesões ao longo dos anos atrapalharam o que poderia ter sido uma brilhante carreira. Por outro lado, o antigo MVP vem de sua melhor campanha desde a temporada em que conquistou o prêmio. É a chance do armador – que ainda tem apenas 28 anos – dar a volta por cima.

As perdas do elenco ficam por conta de Dahntay Jones, Walter Tavares, Deron Williams, Derrick Williams e do tricampeão James Jones. Companheiro de LeBron desde a época do Miami Heat, Jones se aposentou no fim da temporada e irá assumir a função de vice-presidente no Phoenix Suns.

A transferência de Kyrie tinha tudo para ser uma bomba que afetaria a campanha do Cavs. Porém, de forma surpreendente a franquia saiu dessa situação da melhor forma possível se mantendo como a principal potência do Leste – possui um quinteto titular invejoso e um banco de reservas dos sonhos e ainda com garantias de poder se reconstruir no futuro, caso haja um desmanche do elenco ao final da temporada.

Provável Time titular:

PG: Isaiah Thomas; SG: Dwayne Wade; SF: LeBron James; PF: Jae Crowder/Kevin Love; C: Tristan Thompson/Kevin Love

Dwayne Wade é um dos grandes reforços de Cleveland para a temporada (Foto: Michael J. LeBrecht /NBAE via Getty Images)

Milwaukee Bucks

Os Bucks não fizeram muitas mudanças e parecem confiar no entrosamento do elenco atual.

De saída, os agentes livres Michael Beasley (Knicks) e Jason Terry não tiveram seus contratos renovados.

Quanto as chegadas, a equipe se reforçou com o pivô Joel Anthony (Spurs) e com os alas Gerald Green (Celtics), James Young (Celtics) e Brandon Rush (Wolves).

Pelo Draft, a franquia selecionou os calouros D.J. Wilson (17ª escolha) e Sterling Brown (46ª).

Wilson é um ala-pivô atlético, bom chutador, versátil na defesa, e por isso pode ser o atleta que a equipe necessitava na posição 4 para levar perigo às outras franquias nos chutes de longa distância. Por outro lado, peca nas decisões de seus chutes e não apresenta a eficiência que se espera de um pivô nos rebotes. Já Brown, é um ala-armador capaz de oferecer amplitude nas duas vertentes da quadra. Versátil no ataque e na defesa, adiciona fluidez ao já fluido Milwaukee Bucks – muitos de seus jogadores podem jogar em posições diferentes das suas originais (como Brogdon, Parker, Snell e Antetokounmpo).

Provável Time titular:

PG: Malcolm Brogdon/Matthew Dellavedova; SG: Khris Middleton; SF: Jabari Parker/Tony Snell; PF: Giannis Antetokounmpo; C: Thon Maker/Greg Monroe

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A 17ª escolha do Draft de 2017, o ala-pivô D.J. Wilson (Foto: Melanie Maxwell/The Ann Arbor News).

Indiana Pacers

A equipe de Indiana perdeu Paul George, seu principal astro, para o Oklahoma City Thunder. Com a saída, o time deve passar por um período de transição. PG demonstrava insatisfação com a direção que a franquia tomava e sua saída era inevitável. Para não perder o jogador de graça, os Pacers aceitaram a negociação com OKC e receberam em troca ala-armador Victor Oladipo e o pivô Domantas Sabonis.

Outro a sair foi o armador Jeff Teague que assinou contrato com o Minnesota Timberwolves. Importante na rotação, C.J. Miles foi para o Toronto Raptors em troca de Cory Joseph. Nas dispensas, Monta Ellis encabeça a lista composta ainda por Lavoy Allen, Kevin Seraphin, Georges Niang e Rakeem Christmas.

Além de Oladipo, Sabonis e Joseph, os Pacers se reforçaram com a chegada de Bojan Bogdanovic (Wizards), Darren Collison (Kings) e dos novatos T.J. Leaf (18ª escolha) e Ike Anigbogu (47ª )

Leaf é um ala-pivô, reboteiro, com ótimo arremesso – semelhante a Kevin Love. É fraco fisicamente e apresenta dificuldades na marcação de jogadores mais pesados, mas pode se tornar um bom jogador.

Anigbogu é o contrário de Leaf. Pivô atlético, tem um físico avantajado, permitindo-lhe finalizar enterradas e pontes aéreas com agressividade. Possui potencial defensivo – é um ótimo bloqueador e reboteiro – e facilidade no pick and roll. Por outro lado, tem chute pouco confiável, visão de quadra limitada e falha nas jogadas individuais.

Provável Time titular:

PG: Darren Collison; SG: Victor Oladipo/Lance Stephenson; SF: Bojan Bogdanovic; PF: Thaddeus Young; C: Myles Turner

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Reformulação em Indiana: Victor Oladipo, Domantas Sabonis e Darren Collison (Foto: Darron Cummings/AP Photo

Chicago Bulls

Os Bulls aceitaram trocar seu principal jogador, Jimmy Butler, de saída iminente, em troca de Zach LaVine e Kris Dunn.

Além de Butler, a franquia concordou em encerrar o contrato de Dwayne Wade, visto que a presença dele não faria sentido nos planos da equipe, que agora irá passar por um processo de reformulação.

Fora os astros, o time multicampeão com Michael Jordan perdeu Michael Carter-Williams (Hornets), Joffrey Lauvergne (Spurs) e dispensou Isaiah Canaan, Rajon Rondo e Anthony Morrow.

Em contrapartida, chegaram Justin Holiday (Knicks), Quincy Pondexter (Pelicans), Diamond Stone (Clippers), David Nwaba (Lakers) e o novato Lauri Markkanen (7ª escolha do Draft). Além disso, o brasileiro Cristiano Felício teve seu contrato renovado até 2021 e continuará atuando em Chicago.

O finlandês Markkanen é um ala-pivô capaz de espaçar a quadra. Arremessador de elite, demonstra extrema eficiência, seja no catch and shoot ou no pick and pop. Sua fraqueza é o físico, o que prejudica sua habilidade de defender frente a atletas de garrafão mais musculosos ou pesados.

O elenco dos Bulls se resume a jogadores jovens de bom potencial, além de bons role-players. Para a temporada, o torcedor de Chicago terá que se contentar com muitas derrotas. Em compensação, a franquia tem como objetivo alcançar uma posição privilegiada no próximo Draft.

Recheados de armadores (posição 1 e 2), ficará a dúvida de como armar esse elenco. LaVine – originalmente armador – jogando de ala? Apostar em Valentine ou Zipser?

Provável Time titular:

PG: Kris Dunn; SG: Zach LaVine/Justin Holiday; SF: Paul Zipser; PF: Nikola Mirotic; C: Robin Lopez

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Lauri Markkanen, Kris Dunn e Zach LaVine fazem parte do processo de reconstrução do Chicago Bulls (Foto:David Banks/USA TODAY Sports).

Detroit Pistons

Na última temporada, a expectativa era de que Detroit brigasse pelas últimas vagas nos playoffs – mas antes das últimas semanas da temporada regular, o time já se via fora. Depois de uma campanha que pode ser considerada como um ligeiro fracasso, a franquia parece ser uma incógnita para a temporada que se inicia.

A base do elenco continua a mesma. As saídas: Aron Baynes e Marcus Morris (Celtics), Kentavious Caldwell-Pope (Lakers) e Michael Gbinije (Warriors).

Nas adições, a equipe se reforçou com Langston Galloway e Anthony Tolliver (Kings), Eric Moreland (agente livre), Luke Kennard (12ª escolha) e com o excelente defensor Avery Bradley (Celtics).

Kennard é um ala-armador inteligente, com bom controle de bola e é um ótimo chutador de média/longa distância. Porém, deixa muito a desejar na defesa e, ao ser batido, dificilmente consegue se recuperar.

As perdas de Caldwell-Pope e Morris são significativas e afeta a profundidade do quinteto titular. Mas Bradley é uma ótima contratação e pode ser a peça que faltava para transformar os pistões em uma equipe preferencialmente defensiva.

O enfraquecimento do restante dos times da Conferência Leste deixa os Pistons novamente como um dos principais nomes na briga pelas últimas vagas dos playoffs. Que fique bem claro, não foi a franquia de Detroit que se reforçou muito bem e sim as demais que sofreram uma baita redução de poder.

Provável Time titular:

PG: Reggie Jackson; SG: Avery Bradley; SF: Tobias Harris; PF: Jon Leuer; C: Andre Drummond

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O ala-armador Avery Bradley irá jogar em Detroit (Foto: Greg M. Cooper/USA TODAY Sports).

Confira também a análise sobre a Divisão Sudoeste, que já está no ar.

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Felipe Coelho

Felipe Coelho

Apaixonado por esportes e por redação desde pequeno, demorou a perceber que poderia unir essas duas paixões como forma de viver e se expressar. Se jogou de cabeça relativamente tarde no basquete, mas a partir daí não parou mais. Até se esforça na hora da pelada, mas a habilidade só existe nos videogames mesmo. Nerd de carteirinha, coleciona milhares de horas na Steam. Football Manager player since 2005.



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