Um esporte em crise?

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River Plate e o fantasma da Série B: a crise dos clubes e da federação argentina (Foto: Reprodução/Mais Futebol Portugal)

A sina do futebol argentino, que mesmo sendo bicampeão mundial e celeiro de craques, passa por sérios problemas estruturais e, junto com seu país, chafurdam na crise.

Não é novidade para ninguém que acompanha notícias de esportes que o futebol argentino está passando por uma grave crise financeira. Resumidamente, durante o governo Kirchner, foi criado um programa chamado Fútbol Para Todos (FPT) que consistia na transmissão de todos os jogos da primeira divisão, semifinais e finais das copas Libertadores e Sulamericana. Isso tudo, desde que disputadas por uma equipe argentina.

Como o governo era o responsável e único transmissor dos jogos, isso significa que o mesmo arcava com diversos custos que fazem o futebol acontecer. Após alguns anos de bom funcionamento do programa a situação começou a ficar insustentável pois o governo estava gastando algo próximo de 500 milhões de reais por temporada.

A crise se agravou a ponto de haver greve dos clubes e o reinício do campeonato ser atrasado.

Futbol para Todos e a crise

Fútbol para Todos e a crise argentina (Foto: Reprodução/Toda Pasión)

As contratações de um mercado bagunçado e desvalorizado

Entretanto, ao que parece na contramão do campeonato, os clubes investiram bastante em contratações para a temporada 17⁄18. Boca Juniors, por exemplo, contratou 3 jogadores – podendo chegar mais devido à saída de Ricardo Centurión. O atacante é um dos grandes responsáveis pela campanha vencedora do Boca na temporada passada. A equipe ainda se desfez de 8 atletas (entre términos de empréstimos e vendas).

O River Plate contratou 5 e se desfez de 12; San Lorenzo trouxe 6 e desfez-se de 9. O número mais impressionante é de um time não muito ventilado em nossa mídia: o Tigre, que perdeu 16 jogadores e contratou o incrível número de 14 atletas.

Talvez esses números não nos assustem tanto, já que estamos acostumados a ver times brasileiros contratarem corriqueiramente “pacotões” de jogadores. Mas é necessária a reflexão sobre cada situação. Contratar jogadores em um campeonato que não está em crise é uma coisa. Outra é fazer 14 contratações em um que teve seu início adiado por falta de verbas.

Que a crise no futebol argentino não perdure e nos permita desfrutar desse esporte tão mágico.

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André Vallone

André Vallone

Niteroiense, apaixonado por futebol e torcedor maluco do Fluminense. Tem na música eletrônica sua segunda paixão. Nas horas vagas um bar, um bom futebol e um ótimo papo são indispensáveis.



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