Já vimos esse filme antes

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Se não fosse tão fominha, estaria voando nesse time, hein xará? (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Botafogo e Sport fizeram ontem um bom jogo, com triunfo alvinegro. A única dúvida é: qual será o próximo remake do diretor Glorioso?

O Botafogo, dentro de suas peculiaridades tem, principalmente nesse ano, sido protagonista de releituras de grandes clássicos do cinema.

Na Libertadores, o time de Jair Ventura tem sido um legítimo justiceiro. Fazendo “justiça com as próprias mãos”, o grupo tem se mostrado um verdadeiro exterminador de campeões da melhor qualidade. Colo-Colo, Olimpia, Atlético Nacional e Estudiantes que o digam. Talvez a próxima vítima também seja do mesmo estilo, mas vindo do Uruguai: o poderoso Nacional de Montevidéu.

No Brasileirão, dessa vez, o Glorioso resolveu fazer uma refilmagem interessantíssima de mais um clássico: De Volta para o Futuro.

Parecíamos estar vendo, ontem, no Nilton Santos, uma reprodução melhorada (ou não) do confronto válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil, em que, as mesmas equipes – inclusive com os mesmos uniformes – se enfrentaram em jogo com características relativamente diferentes, mas um mesmo protagonista (provável spoiler).

Quando o remake é melhor que a versão original

Botafogo e Sport, no campo, não deixaram a desejar em quase nada. Assim como na partida antiga, um dos dois times abriu o placar logo cedinho. Na Copa do Brasil, Samuel Xavier acertou um balaço, e botou o Sport na frente, antes dos 10 minutos. No jogo de ontem, antes dos 2, foi a vez de Rodrigo Lindoso marcar o dele e botar, dessa vez, o Fogão na frente. Mas, um pouco diferente do que rolou no outro confronto, o Leão da Ilha do Retiro veio com tudo para cima e empatou logo: confusão na área após cruzamento, sem ninguém para cortar. A bola, completamente solta, sobrou para Rithely empatar o jogo, pouco antes dos 10.

Lindoso deixou o dele cedinho, para a alegria alvinegra (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Com 1 a 1 no placar e um jogo movimentado, com ligeiro domínio dos pernambucanos, as chances perdidas – principalmente por André e Diego Souza, muito acionados na entrada da área – pareciam ser as nuances necessárias para se configurar o devido remake do outro confronto.

Marcos Vinícius, que apesar de ter feito partida razoável, não repetiu a boa atuação que teve contra o Fluminense, deu lugar a Guilherme. Sim, o protagonista do outro jogo estava em campo.

Mas, como já foi dito ali em cima (olha o spoiler aí!), o protagonista foi o mesmo, no filme original e no remake. Guilherme, que mais uma vez entrou com boa movimentação, mas muito individualismo, viu em Roger, duas aulas em apenas um lance: a primeira, certamente foi um workshop de como fazer uma assistência de classe, com açúcar e afeto, após um pivô perfeito; a segunda, uma mostra de que futebol é um jogo coletivo e ele, que deveria estar recebendo o passe, também pode servir um companheiro.

Com toda essa classe do camisa 9, restou a Guilherme acompanhar o lance e bater cruzado na bochecha da rede. Um belo chute, que morreu no cantinho esquerdo do goleiro Agenor. Era o Fogão de novo na frente, fazendo valer o público bom para uma segunda-feira à noite. Depois disso, com o duelo ainda mais igual do que estava antes, o Botafogo fez o que sabe de melhor: cozinhou o jogo e criou chances no erro do adversário, saindo com os três pontos de casa.

Toca essa bola, filhão!

O confronto, contra um bom time do Sport, que vem mostrando uma boa campanha nesse campeonato, fez a vitória se tornar ainda mais importante. O salto na tabela mostra que, em um campeonato acirrado como esse, os triunfos em casa são fundamentais.

Ademais, ao protagonista Guilherme (e que nome!), resta apenas o pedido de que não seja tão fominha. O talento é visível, mas o jogo é coletivo. Quando ele ganha, ganham todos.

O grupo, cada vez mais unido, não deixa o sangue parar de ferver (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Ao Botafogo, por sua vez, segue aqui, o mesmo recado: o sangue, nesse intervalo de tempo entre a vitória na Copa do Brasil e o jogo de ontem, nunca deixou de ferver. O apoio vem sendo único e assim vamos longe.

Jogo a jogo, ponto a ponto, vamos mostrando que, cada vez mais, estamos juntos. E o sangue vai continuar fervendo – e muito!

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Guilherme Porto

Guilherme Porto

Esporte sempre foi a minha paixão. Apaixonado por NFL e Futebol, mas acompanho tudo que gere competição, desde golf até curling. E para um cara que preferia os jogos gravados em fita cassete da Copa de 94 aos desenhos animados antes de ir à aula na creche, trabalhar com isso é privilégio.



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