Sem torcida, sem técnico, sem gols

Sem torcida, sem técnico, sem gols
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Wellington e Bruno Henrique disputam a bola diante de absolutamente ninguém (Foto: Paulo Fernandes/Vasco da Gama)

Afogado em um silêncio cheio de melancolia, o Engenhão foi palco do sonolento 0x0 entre Vasco e Santos

O silêncio é algo muito amplo. Dependendo da situação em que ele se instaura, pode adquirir inúmeros significados diferentes: tranquilidade, paz, calma. Solidão, tristeza, vazio. No Engenhão, o silêncio da tarde de hoje representou apenas um sentimento: melancolia.

É verdade que as tardes de domingo são e sempre foram especiais no país do futebol, com diversos jogos rolando pelo Brasil, torcidas dando espetáculos e o esporte entretendo milhões ao mesmo tempo. Vinte e dois jogadores correndo atrás de uma bola no gramado têm o poder de absorver nossa atenção, nossos gritos, xingamentos e até mesmo lágrimas por 90 minutos. Hoje, porém, metade da essência do futebol não estava presente no Nilton Santos. Se foi esquisito para quem estava em casa assistir a um jogo completamente silencioso, não dá para imaginar o efeito que isso causou na equipe do Vasco, acostumada com sua torcida que canta e incentiva o jogo inteiro. O silêncio, no fim, acabou se tornando mais pesado que parecia.

As duas equipes fizeram uma partida claramente afetada pela ausência do público: o jogo foi disputado sem muita ambição dos dois lados. Apesar de o Vasco ter se portado um pouco melhor que o visitante, principalmente na segunda etapa, não fez uma das suas melhores atuações e também não conseguiu aproveitar a mediocridade do adversário em campo. No final, o placar pareceu uma compensação do futebol ao fato de não ter seu maior incentivador no estádio: sem torcida, sem gols.

Santos e Vasco disputaram jogo sem torcida no Engenhão, pelo Campeonato Brasileiro

Arquibancadas vazias foram as testemunhas dessa disputa de bola pelo alto (foto: André Durão)

Em seu próximo compromisso, o Gigante ainda não terá Milton Mendes no comando, já que o treinador pegou dois jogos de suspensão, mas deve contar com a torcida vascaína, ainda que em menor número: a equipe enfrenta o São Paulo, no Morumbi, às 21h45 de quarta-feira (19). Diante de um tricolor em crise, resta torcer para que o Vasco aproveite as chances, assim como aconteceu contra o Vitória na última rodada, e conquiste um bom resultado fora de casa. Sem melancolia.

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Raphaela Reis

Raphaela Reis

Estudante de publicidade, 20 anos, nascida e criada no Méier, subúrbio do Rio de Janeiro. Apaixonada por futebol e pelo Vasco desde criança, viciada em ler o caderno de esportes do jornal e desafiante oficial dos tios e primos no FIFA. Infelizmente não realizou a fantasia de se tornar a nova Marta, mas hoje busca nas palavras uma forma de se manter conectada ao mundo da bola.



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