Corona Open J-Bay: no lar dos Supertubos

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A elite do surf mundial chega para dropar na melhor direita do mundo: Jeffreys Bay

Amanhã, as águas geladas da Costa Africana trarão uma oportunidade perfeita para surfar o que não foi surfado até então na temporada. A sexta etapa do CT, na África do sul, ganhou vaga na ASP no ano de 1984 e reuniu estrelas das ondas como Shaun Tomson (surfista local que quebrou a hegemonia australiana), Tom Carroll e Mark Occhilupo (vencedor naquele ano). Depois disso, em 1993, o pico recebeu o WQS onde Michael Barry derrotou na final aquele que se tornaria o maior de todos os tempos, Kelly Slater. Somente em 1997 J-Bay começou a receber a elite.

O surf nas ondas geladas da África do Sul inspira inúmeras boas histórias, mas poucas tão inesperadas quanto a etapa de 2015 do WCT. Naquele episódio não houve vencedor. Mick Fanning e Julian Wilson disputavam a final quando Fanning sofreu um ataque de tubarão, saiu ileso, mas a final foi cancelada e ambos receberam a segunda colocação no evento.

Fanning e Slater somam a mesma quantidade de vitórias em Jeffreys Bay, quatro cada um. Mas o australiano leva vantagem pelas finais alcançadas, inclusive a última, quando superou o trauma do ano anterior e bateu aquele que seria o campeão mundial da temporada, John John Florence. É claro que surfar melhor em J-Bay esse ano não terá o mesmo peso para o australiano do que em 2016. Mas, com certeza, sempre será a etapa de maior tensão.

Matt Wilkinson está na ponta do Jeep Leaderboard, mas ninguém levou mais de uma etapa até então. É só o meio do campeonato ou já estamos na sexta etapa? Depende do ponto de vista. Após Jeffreys Bay, serão cinco eventos até o final da temporada. O título é a utopia de cada surfista vivo. Mas cá entre nós, não há nada comparável ao desespero dos que caem e o riso dos que ascendem durante todo o ano.

Ranking atual

 

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Izabelle Souza

Izabelle Souza

Estudante de Publicidade, 20 anos, nascida e criada entre Niterói e São Gonçalo. A criança que queria correr na F1, mas acabou nadando até chegar na praia. E ainda bem que chegou! Da areia, não conseguiu evitar se apaixonar pelo surf. Da vida, não foi capaz de separar o trabalho do esporte.



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