O alçapão é rubro-negro

O alçapão é rubro-negro
FacebookLinkedInTwitterFacebook MessengerWhatsAppShare

Aqueles que fazem o mando de campo valer: Nação novamente presente em ótimo número (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Flamengo se faz valer do seu mando de campo na Ilha do Urubu mais uma vez e larga na frente nas quartas da Copa do Brasil

Flamengo e Santos chegaram para o confronto dessa quarta-feira em momentos distintos. A equipe mandante vinha de uma importante vitória fora de casa contra o Bahia, que impulsionou o clube a 3ª colocação na tabela. Já o Peixe, havia sido derrotado pelo Sport na Vila Belmiro pela primeira vez na história, em uma atuação para se esquecer. No entanto, era hora de mudar a chavinha do campeonato brasileiro para a Copa do Brasil, afinal, competições diferentes, focos diferentes.

Assim como a competição, as escalações das duas equipes também foram diferentes daquelas que vinham sendo utilizadas nas últimas partidas. Do lado do Fla, Pará, que havia perdido sua titularidade para Rodinei, voltou a começar um jogo entre os 11 iniciais, assim como o colombiano Cuellar. No Santos, Levir Culpi teve de lidar com uma forte gripe que se abateu sobre boa parte do elenco (inclusive em cima dele próprio), e que deixou Thiago Maia fora de combate e quase vetou o centroavante Kayke. Leandro Donizete teve de entrar para substituir o promissor volante.

Quando os opostos se encaram

Antes do duelo contra o clube da Baixada Santista, o Flamengo já tinha feito duas partidas como mandante dentro da sua nova casa na Ilha do Governador. Foram duas vitórias, contra a Ponte Preta e a Chapecoense por 2×0 e 5×1, respectivamente. Em ambos os jogos, as atuações do time treinado por Zé Ricardo foram empolgantes, apresentando controle total sobre o adversário, com base em um volume de jogo consistente e que possibilitava a criação de finalizações, além de não ser ameaçado pelo oponente.

Enquanto isso, a antítese desse Flamengo dominante é, por ora, o Santos de Levir Culpi. Uma equipe apática e que pouco ameaça tem mostrado ser a tônica do Peixe, que tem sofrido muito por conta da péssima fase de um jogador em especial: Lucas Lima. O meia-armador, que é responsável pela criação das jogadas de ataque, passa por um péssimo momento, e não consegue desempenhar a sua função da maneira que muitos se acostumaram a ver. Isso se reflete no modo de atuar de todo o time, que vê seu rendimento decair junto com o do seu camisa 10.

E, embora os torneios fossem diferentes, as formas de atuação foram as mesmas. O que se viu durante os 90 minutos do jogo de ida desse confronto foi uma superioridade plena do Flamengo, em uma primeira etapa avassaladora e com a criação de diversas oportunidades de gol – inclusive a marcação de um golaço do meia Everton -, e um segundo tempo cirúrgico, esperando o Santos atacar e contragolpeando com perigo, matando o jogo no fim com outro lindo gol, dessa vez de Cuellar.

Gringos que fazem a diferença

O Flamengo foi a campo com quatro estrangeiros (Trauco, Cuellar, Guerrero e Berrío), enquanto o Santos teve apenas um no seu time titular (Copete). Berrío e Copete, inclusive, duelaram pela mesma faixa do campo, figurando uma disputa que deixaria qualquer torcedor do Nacional de Medellín com saudades, já que ambos foram duas das principais peças do clube colombiano nas conquistas da Libertadores do ano passado. Entretanto, o ponta rubro-negro levou uma ampla vantagem nesse confronto particular.

Berrío foi um inferno para Jean Mota por toda a partida. O lateral santista simplesmente não achou o adversário durante todo o jogo, sofrendo muito na marcação e não conseguindo ser efetivo no ataque (o que motivou a entrada de Caju no seu lugar). Além disso, o colombiano foi um dos melhores do Fla na partida, e só não marcou o seu gol porque Vanderlei vive a melhor fase da carreira, o que o faz ser o melhor goleiro do país no momento. Porém, tentativas não faltaram: foram 3 finalizações certas de Berrío que Vanderlei nao deixou entrar, inclusive uma bicicleta que deixaria Leandro Damião orgulhoso.

Corre, Jean Mota! Berrío deixou o lateral santista em apuros durante todo o tempo em que esteve em campo (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Trauco foi o gringo mais discreto do Flamengo no jogo. Isso porque, assim como Berrío, Guerrero e Cuellar fizeram ótimas partidas, com o adendo de terem participação direta na construção do placar de vitória por 2×0. O peruano deu assistências para ambos os gols rubro-negros – a primeira, um toque de calcanhar de encher os olhos -, e o volante, que há muito vem sendo pedido pela Nação para ser mantido no time titular por Zé Ricardo, coroou sua excelente atuação – mais uma – ao acertar um chute de rara felicidade no ângulo do arqueiro Santista, que só pôde olhar.

A vantagem construída pelo Fla é um tanto quanto confortável, já que, se fizer um gol fora de casa, obrigará o Santos a fazer quatro, o que não necessariamente significa algo impossível para um time de Levir Culpi diante do Mais Querido (vide Atlético-MG 4×1 Flamengo, na Copa do Brasil de 2014). E ela foi possível graças ao novo palco de belas exibições que o rubro-negro tem usado a seu favor para engolir os adversários. É no hino do Peixe que se tem a frase “Santos, sempre Santos, dentro ou fora do alçapão”. Mas que me desculpem os santistas. O verdadeiro alçapão fica na Ilha do Governador, e ele veste vermelho e preto.

Cuellar comemora seu lindo gol fazendo coração para a esposa: ambos acreditam que seja a chance de afirmação para o volante (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

FacebookLinkedInTwitterFacebook MessengerWhatsAppShare
Roberto Accioly

Roberto Accioly

Apaixonado por esportes em geral, independentemente da modalidade. Fanático por futebol desde o berço, por NFL, onde minha torcida vai para o Seahawks desde 2010 e por NBA desde que Dirk Nowitzki detonou o Big Three de Miami nas finais de 2011.


Related Articles

Projeto Flu-Europa: STK Fluminense Samorin

Time conquista terceira divisão eslovaca já contando com jogadores de Xerém (Foto: Divulgação) Tricolor desenvolve projeto ambicioso e pioneiro dentro

Fla x Flu: a mais épica das jornadas

Foi na garra! Willian Arão bate no peito para comemorar o gol que levou o Flamengo para a próxima fase.

Flashback

Em novo confronto com Levir Culpi na Copa do Brasil, lembranças nada agradáveis vieram a tona para os flamenguistas. (Gilvan

No comments

Write a comment
No Comments Yet! You can be first to comment this post!

Write a Comment

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*

error: Couteúdo protegido