A torcida merecia mais

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Nenê foi o nome do jogo (foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Diante do Caldeirão lotado, Vasco só consegue uma tímida vitória de 1×0 sobre o Atlético-GO

Na coletiva de imprensa concedida após o apito final, Milton Mendes soltou uma frase que me chamou a atenção: “1 a 0 é goleada”. Eu ouvi isso e comecei a refletir sobre a que ponto chegamos para comemorar uma vitória sofrida em casa, com um placar magro, sobre o vice lanterna da competição. Até que ponto 1×0 é goleada quando sabemos que o Vasco tinha condição de vencer com um placar mais elástico diante de sua torcida apaixonada? Será que esse resultado é realmente satisfatório se considerarmos o primeiro tempo que o Vasco fez?

Foi uma primeira etapa boa, diga-se de passagem. Vimos o Gigante tomando a iniciativa no jogo, criando o tempo inteiro e dominando o Atlético-GO. O esforço foi recompensado aos 25 minutos, quando Luís Fabiano sofreu uma falta na entrada da meia lua. Nenê foi para a bola e cobrou com perfeição no canto esquerdo do goleiro Felipe, abrindo o placar em São Januário. Com o gol, o torcedor pensou que seria o início de uma vitória mais tranquila, mas não foi o que aconteceu.

O camisa 10 se prepara para cobrar a falta que resultaria no único gol do jogo (foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

O Vasco do segundo tempo não lembrava nem de longe o do primeiro – recuado, sem objetividade e cedendo espaço para o Atlético criar jogadas. Milton Mendes então decidiu sacar Yago Pikachu, que vinha bem no jogo, e colocou Wagner em seu lugar, aos 20 minutos. O meia pouco resolveu: talvez tivesse sido melhor colocá-lo no lugar de Mateus Vital, que vinha encontrando dificuldade para armar jogadas. Aos 27, foi a vez de Thalles entrar no lugar de Luís Fabiano, em outra alteração que pouco mudou a postura da equipe. Por fim, o golpe de misericórdia: aos 40 minutos, Milton resolveu tirar Nenê – que vinha prendendo a bola e ajudando o Vasco a diminuir os espaços do Atlético – e bancou a entrada de Escudero (ele mesmo, nosso presentão de Natal). A torcida obviamente não gostou e gritos de “burro” ecoaram pelo estádio, principalmente nos momentos em que o argentino conseguiu errar as poucas jogadas que o tempo restante de jogo lhe permitiram fazer. No fim, a partida terminou sem alterações: o time conquistou os três pontos, mas, novamente, ficou a sensação de que poderia ter sido melhor

Com a vitória, o Vasco chegou aos 15 pontos e passou o almoço de domingo na 4ª posição da tabela – resultado que certamente mudaria após as partidas das 16h. O próximo jogo será no domingo (02/07), contra o Coritiba, no Couto Pereira. Certamente temos motivos para nos preocupar: as derrotas nas quatro partidas disputadas fora de casa mostram que o Vasco vem encontrando muita dificuldade longe de São Januário. Além disso, não teremos Luís Fabiano, suspenso após receber o terceiro cartão amarelo no jogo de hoje – algo que preocupa se levarmos em consideração que seu reserva é Thalles.

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Raphaela Reis

Raphaela Reis

Estudante de publicidade, 20 anos, nascida e criada no Méier, subúrbio do Rio de Janeiro. Apaixonada por futebol e pelo Vasco desde criança, viciada em ler o caderno de esportes do jornal e desafiante oficial dos tios e primos no FIFA. Infelizmente não realizou a fantasia de se tornar a nova Marta, mas hoje busca nas palavras uma forma de se manter conectada ao mundo da bola.



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