Hora de decolar

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Festa na favela: torcida comemora juntamente com os jogadores do Fla (Foto: 1895 edits)

Flamengo tem noite de atuação de gala na Ilha do Urubu e destroça a Chapecoense em noites iluminadas de Diego e Guerrero.

Estava demorando, mas ela veio. A vitória? Não, já que o Flamengo já tinha dois triunfos no campeonato. Mas em nenhum momento, a equipe rubro-negra havia realmente empolgado ou convencido por meio de suas atuações. Esse cenário foi revertido na noite dessa quinta, pois o que foi visto na nova casa flamenguista não foi uma mera vitória, mas sim um baile, no qual os que melhor dançaram conforme a música foram os expoentes técnicos do Fla: Diego e Guerrero.

Irritação na escalação e alívio no desempenho

Quando a escalação oficial do Flamengo foi divulgada, poucos minutos antes do apito inicial, a reação da torcida não foi nem um pouco positiva. Ao se deparar com Márcio Araújo e Arão de titulares, todos se fizeram as mesmas perguntas: “por que Márcio Araújo? E cadê o Cuellar? O primeiro, já criticado (com justiça) há um bom tempo, e o segundo vindo de ótimas atuações, mas novamente encostado no banco, de maneira incompreensível.

Como sempre, Zé Ricardo persistia em não abrir mão de suas convicções extremamente questionáveis, o que muitos creem que possa fazer com que seu emprego seja colocado em risco. Mas, pelo menos para a partida dessa 9a rodada do Brasileirão, tudo deu certo para o treinador prata da casa – inclusive, pasmem, a opção por Márcio Araújo de titular.

A outra mudança de Zé em relação ao time titular que havia ido a campo contra o Fluminense foi Berrío no lugar de Vinícius Júnior. O colombiano, que tinha apresentado um ótimo rendimento na segunda etapa do Fla x Flu, repetiu a boa atuação contra a Chapecoense, dando muito trabalho para Reinaldo, que sofreu para batalhar com o ponta na velocidade.

Apesar das boas atuações de Berrío, Everton, Juan e Arão, quem realmente roubou a cena no 1° tempo foi o meia Diego. Ditou o ritmo do jogo durante todos os 45 minutos iniciais, desempenhando todos os tipos de função que um meio campista pode realizar: transição da bola da defesa pro ataque, criação de jogadas, chegadas ao setor ofensivo para finalizar e até mesmo na cobertura defensiva para poder desarmar os jogadores adversários.

A atuação irretocável de Diego na primeira etapa não poderia ser coroada da melhor forma: abriu o placar com um golaço que valeu o ingresso de cada um que foi ao estádio, ao pegar um lindo voleio de primeira e acertar o ângulo de Jandrei; e assistência precisa no pé de Paolo Guerrero, que ao receber o passe açucarado de cara pro gol, não perdoou e aumentou a vantagem do Fla na partida. O intervalo chegava como um gongo para salvar uma atordoada Chapecoense, que mal chegava ao campo de ataque.

Momento exato em que Diego acerta o chute na veia para fazer o gol que abriu goleada (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Um segundo tempo de sustos e de redenção

O maior desejo de todo flamenguista era de que o nível de desempenho rubro-negro do 1° tempo se mantivesse para o 2°, para que a vitória pudesse vir e desse tranquilidade a equipe. Pois não foi bem o que aconteceu. A Chape voltou bem melhor dos vestiários e capitalizou sua superioridade com o gol de Victor Ramos, após falha do jovem goleiro Thiago, que soltou a bola, jogada na área por Reinaldo em seu lateral monstro, no pé do zagueiro, que empurrou pro fundo dos barbantes.

Daí em diante, foi um período de pura apreensão para a Nação, que já temia pelo pior, que seria um gol de empate do time catarinense. Em meio a tantas bolas jogadas na área do Fla, principalmente através de cobranças de laterais, aos poucos a equipe carioca voltava a assumir as rédeas da partida. Com isso, as oportunidades de gol voltaram a surgir, e voltava a ganhar destaque um nome que vinha sendo alvo de muitas críticas por parte, tanto de flamenguistas, quanto de fãs de futebol no geral: o de Paolo Guerrero.

Sim, ele já havia feito um gol no jogo. Porém, não dava para dizer que isso era o suficiente para limpar sua barra. Sua péssima atuação contra o Fluminense, combinada com a boa fase de seu suplente, Leandro Damião, fez com que o nível de exigência em cima de si aumentasse ainda mais. Por isso, fazer um gol, perder outros tantos e não participar positivamente do jogo já eram motivos suficientes para que a torcida voltasse a pegar no seu pé.

Mas Guerrero, não só afastou a má fase, como aniquilou ela impiedosamente. Com oportunismo, fez o 3° gol, aproveitando bola vinda da trave, após cabeçada de Arão; enfiou linda assistência para Diego marcar o seu 2° tento e completou o hat-trick ao cabecear após cruzamento de Everton, deslocando Jandrei e concluindo a goleada do Mais Querido. A típica vitória para lavar a alma: 5×1.

Foi, de fato, uma atuação animadora e que gera expectativas na Nação, por conta do imenso volume apresentado. O que gera um sentimento de empolgação ainda maior é a sequência de jogos que o Fla terá no RJ daqui pra frente. E por isso, é preciso que a comissão técnica tenha em mente que urge a necessidade de emendar uma sequência de vitórias e encostar no bloco lá de cima. É momento de preparar as malas, pois está na hora do vôo rubro-negro decolar.

Só felicidade: Diego e Guerrero brincaram de jogar bola contra a Chape (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

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Roberto Accioly

Roberto Accioly

Apaixonado por esportes em geral, independentemente da modalidade. Fanático por futebol desde o berço, por NFL, onde minha torcida vai para o Seahawks desde 2010 e por NBA desde que Dirk Nowitzki detonou o Big Three de Miami nas finais de 2011.



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