Fiji Pro: quem viu Wilkinson chegando?

Fiji Pro: quem viu Wilkinson chegando?
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Apesar do comportamento amistoso na areia, Wilko é ameaça na água (Foto: WSL/ Cestari)

Após os days off do Outerknown Fiji Pro, a ponta do campeonato virou do avesso e as figurinhas carimbadas foram postas em dúvida

No quarto round, as ausências de competidores que rondam as primeiras colocações assustava quem acompanha a temporada 2017. Afinal, o que estava acontecendo?

Na primeira matéria da aba de surf da RISE, foi seguro lembrar que o surf é feito de surpresas incontestáveis e ascensões meteóricas. Assim como o testemunho da aparição feroz dos wildcards Nat Young, na tríade australiana, e Yago Dora, no Brasil.

Mas por que os monstros das ondas não conseguem apresentar performances estáveis?

Às vezes conseguem, mas a resposta sempre será simples: um campeonato de pontos corridos prevê oscilações de desempenho. É normal, vemos isso todo ano. Acontece em qualquer esporte. Você está o ano inteiro viajando o mundo, lidando com outros 35 competidores, tentando fazer o seu trabalho. Pressão, má fase, condições que não colaboram, lesões.

Esportistas absurdos como Michael Phelps da natação e Usain Bolt do atletismo, não são nem um pouco comuns. Mesmo o maior surfista de todos os tempos teve suas quedas de performance, e isso porque estamos falando da elite do surf mundial, onde cada competidor tem a sua particularidade e profissionalismo para estar entre os melhores. Slater teve Irons, Medina vinha tendo Florence, e o havaiano viu, em seguida, o poder de Mineirinho, Smith, Wright e Wilkinson interferirem no seu caminho.

O agravante do surf é a dependência de fatores naturais. Em Saquarema, vimos Medina em péssima fase fazer o milagre que quase ninguém faria com uma onda sem potencial algum. Em Fiji foram tantos days off que quase deu para esquecer que estávamos no meio de uma das etapas mais esperadas da temporada. Que fase! No meio do oceano com a expectativa no nível máximo e ninguém entra na água.

E foi nesse break que Matt Wilkinson encontrou o ritmo que deixou metade dos seus rivais diretos de posição para trás. John John Florence já vê o australiano 250 pontos acima e Owen Wright escorregou para a terceira posição do Jeep Leaderboard junto com Adriano de Souza e o sul-africano Jordy Smith.

Atual disposição do ranking com a etapa de Fiji (Imagem: http://www.worldsurfleague.com/athletes)

Em Gold Coast, Wilko ocupou o segundo lugar; em Margaret River mal ficou na competição; em Bells Beach Wiggolly Dantas o deixou no décimo terceiro lugar; no Rio chegou até as semifinais e garantiu a terceira colocação.

A trajetória de Wilkinson mostra resultados perigosos para os adversários: ele sempre está à espreita do topo, chegando cada vez mais próximo. As aparições de Matt são amistosas, o sorriso largo quase faz esquecer da ameaça… Então ele assume a ponta do ranking: a mira de 35 homens está em um grande e brilhante novo alvo. 

A cada etapa as regras continuam as mesmas, mas as cartas se alternam, coringas entram, uma nova rodada se inicia. E para a próxima fase sempre há o peso da anterior.

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Izabelle Souza

Izabelle Souza

Estudante de Publicidade, 20 anos, nascida e criada entre Niterói e São Gonçalo. A criança que queria correr na F1, mas acabou nadando até chegar na praia. E ainda bem que chegou! Da areia, não conseguiu evitar se apaixonar pelo surf. Da vida, não foi capaz de separar o trabalho do esporte.



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