Time de guerreiros

Time de guerreiros
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A cobrança, apesar de pesada, é sinal de afeição. Deve ser levada em consideração, e não ser ignorada. (Foto: Antonio Carlos Mafalda/Mafalda Press)

A crise no Flamengo parece se renovar a cada rodada. Há cada vez menos o que falar sobre o time, e muito sobre a sua torcida.

Não é essa a alcunha utilizada para se referir ao Rubro-negro, mas permita-me a apropriação do adjetivo nessa ocasião. O Mais Querido que viveu tantas glórias no passado! Mesmo tendo comemorado um título recentemente, hoje vive uma realidade desgostosa demais. Mas ainda assim é um clube de guerreiros! Não os jogadores, também responsáveis por parte da situação que o time vive. Mas sim a torcida. Sempre imponente nos estádios, sempre fazendo do seu canto o mais alto, ela encontra na sua própria estrutura a força que precisa para resistir diante da crise e continuar a lutar pelo seu maior amor: o Flamengo.

Na tarde deste domingo (11) o rubro-negro viveu um dos piores momentos do time no ano. Não que uma atuação insípida e triste de se ver seja uma novidade no 2017 do clube carioca. Mas nessa ocasião, o que talvez tenha tornado as coisas mais melancólicas pode ter sido o fio de esperança de mudanças que surgiu depois que uma pequena mas expressiva porção da torcida se reuniu no Ninho do Urubu para protestar. Com a pressão, esperavam-se mudanças significativas, mas nada. Mais um golpe na forte nação de mais de 40 milhões que, mesmo de coração partido, ainda resistiu. Por amor.

Só amor, aliás, para manter tantos expectadores de olho na partida válida pela 6ª rodada do Brasileirão. O Flamengo veio a campo diferente de como costuma entrar, mas no fim, a mudança se mostrou tão eficaz quanto cobrir o sol com a peneira, já que nem tocou em peças que têm comprometido muito mais o desenvolvimento da equipe nos jogos. O goleiro Thiago e Vinícius Jr, titulares, pouco puderam fazer pelo time, que apresentou o que se chama de “volume estéril”; posse de bola e domínio que não resultavam em absolutamente nada. O Flamengo pouco criava e por isso, não ofereceu nenhum perigo real ao Avaí. Perdido em campo, nem um Diego e um Éverton agitados em campo salvaram, até porque, não podiam jogar por 10.

E se no primeiro tempo o Flamengo pouco fez, o Avaí fez menos ainda. Não fosse a baixa qualidade do time catarinense, o placar talvez fosse pior do que um 1 a 1. No segundo tempo, com a entrada de Mancuello no lugar de Wilian Arão, o time se mostrou um pouco mais movimentado. Mas ainda sim, foram os donos da casa que saíram na frente após um erro do setor defensivo do Rubro-negro carioca. Felizmente, apenas 5 minutos depois, o questionável Leandro Damião empatou a partida com um belo gol de bicicleta. No entanto, o feito foi pouco para aplacar a revolta da torcida, que ainda passou maus momentos com a marcação e a desmarcação polêmica de um pênalti a favor do Avaí. No fim, Zé Ricardo ainda mandou Felipe Vizeu para o jogo, meio aleatoriamente, já que não havia tempo nem condições de que o atacante pudesse fazer algo.

Leandro Damião fez bonito, mas não convenceu (Foto: Staff Images/Flamengo)

O apito final decretou o início de mais uma dura semana no Flamengo. Pudera a força dos torcedores contagiar o time! Mesmo um DNA perdedor que se instaurou no elenco e não combina com o clube não foi capaz de diminuir o amor da Nação. Os “antis” que possam perdoar, mas é de se admirar tanta resiliência de uma torcida que se mantém firme e fiel mesmo tendo o clube descredibilizado e culpado, por puro ódio, por lances da arbitragem. Mesmo diante de uma diretoria que os veem apenas como financiadores, que é rechaçada quando cobra com todo o direito do mundo, chamada de “falsa” pelo próprio presidente, ignorada pelo técnico que insiste em permanecer no erro e que ainda sim, dificilmente cairá.

(Foto: Staff Images/Flamengo)

Nesse Dia dos Namorados, é importante lembrar que, diante de um time perdido, a única coisa que faz os rubro-negros se encontrarem é o amor pelo Clube de Regatas do Flamengo.

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Bruna Rodrigues

Bruna Rodrigues

Jornalista em formação, flamenguista de nascimento e fã de automobilismo – em especial, F1 e IndyCar. Transfere para as palavras a emoção e a paixão que o esporte desperta e, nas horas vagas, também é fã de ficção científica. Vida longa e próspera!


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