Halep confirma o favoritismo e faz final inédita em Paris

Halep confirma o favoritismo e faz final inédita em Paris
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Gustavo Kuerten foi homenageado no complexo de Roalnd Garros pelos 20 anos de seu primeiro título (Foto: Getty Images)

Jelena Ostapenko, de apenas 20 anos, surpreende e é a outra finalista

O Grand Slam parisiense se encaminha para o final e estamos prestes a conhecer quem será a grande protagonista desta edição. Foram 19 dias de competição até que fossem definidas as finalistas. Do lado masculino da chave, não tivemos nenhuma surpresa até as quartas de final, quando o devastador austríaco, Dominic Thiem, derrotou Novak Djokovic, com direito a um pneu no último dos três sets. Já no torneio feminino, as grandes campeãs caíram precocemente, o que abriu a espaço para novatas e para uma campeã inédita de um Grand Slam.

A seguir, teremos uma breve análise das duas últimas fases da competição feminina.

As quartas femininas

Desde as quartas de final, já sabíamos que o torneio de Roland Garros consagraria a mais nova campeã de Grand Slam do circuito. Nenhuma das quatro tenistas havia conquistado tal feito na carreira e a torcida francesa mantinha suas esperanças em duas jogadoras, Caroline Garcia e Kristina Mladenovic.

Timea Bacsinszky foi surpreendida pela promissora Ostapenko (Foto: CLIVE BRUNSKILL / GETTY IMAGES EUROPE / Getty Images/AF)

A primeira partida de quartas colocou frente a frente duas tenistas de gerações diferentes. A já experiente Caroline Wozniacki, de 27 anos e a jovem Jelena Ostapenko, da Lituânia, que se quer havia completado 20 anos. A vitória de virada da tenista letã, só confirmou o que ela já vinha mostrando ao longo de todo o torneio, a tranquilidade frente ao placar adverso e a adversárias de peso.

As duas partidas seguintes enterraram qualquer possibilidade francesa de título. Timea Bacsinszky, da Suíça, não tomo conhecimento de Mladenovic e aplicou um duplo 6/4. Já Caroline Garcia lutou muito, mas não foi páreo para sua quase xará, Karolina Pliskova, da República Tcheca. A tenista número três do mundo avançou às semifinais com parciais de 7/6(3) e 6/4.

A última partida de quartas de final foi disputada entre duas das melhores tenistas da temporada. Simona Halep, da Romênia, que não havia perdido sets até então, derrotou a ucraniana Elina Svitolina por 2 sets a 1. Dessa forma, as semifinais seriam definidas entre Ostapenko e Bacsinszky de um lado e Halep e Pliskova de outro.

Simona Halep fez campanha bastante consistente e é a favorita na final (Foto: Divulgação/ROland Garros)

Semifinais emocionantes

Nas semifinais tivemos tudo o que se espera de um Grand Slam: grandes partidas e tenistas com uma sede impressionante de vitória. O destino reservou que o primeiro duelo fosse decidido justamente no dia do aniversário de ambas as tenistas. Timea Bacsinszky chegava aos 28 anos, enquanto que a surpresa Ostapenko, completara sua segunda década de vida. A jovem tenista nasceu no mesmo dia em que Gustavo Kuerten conquistou seu primeiro título de Roland Garros.

No entanto, a jovem tenista da Letônia parecia não sentir a pressão da pouca idade. Muito pelo contrário, ela jogava com a frieza de uma veterana e em um primeiro set recheado de quebras de saque, – foram três para cada lado – ela venceu por parcial de 7/6, com 7×4 no tiebreak. A derrota no primeiro set parece ter servido para deixar Bacsinszky mais ligada. Ela subiu o nível de seu saque, enquanto Ostapenko continuava com enorme dificuldade para confirmar seus serviços. No final, 6/3 para a suíça e 3×1 no placar das quebras.

O terceiro set foi ainda mais atípico que os anteriores. Se já não bastassem as dez quebras de saque até então, no último o número de quebras chegou a seis. Ostapenko seguia sem firmeza em seu serviço, mas incomodava muito no saque da adversária. Apesar das duas quebras que sofreu, ela venceu o set e o jogo, com impressionantes quatro quebras em uma só parcial. A final inédita em Roland Garros foi o presente dos sonhos para a tenista da Letônia, que deixou o gosto amargo da derrota no bolo da adversária.

Nascida no dia do título de Guga, Ostapenko chega à sua primeira final de um Grand Slam (Foto: Divulgação/Roland Garros)

Se na primeira semifinal, as duas tenistas tiveram enorme dificuldade para confirmar seus serviços, na segunda, ambas as jogadores foram mais seguras em seus games de saque. Simona Halep e Karolina Pliskova protagonizaram um jogo duríssimo e de muita intensidade. A romena Halep, sempre muito firme no fundo de quadra, derrotou a ousada e perigosa tenista da República Tcheca. Ambas buscavam a primeira colocação do ranking da ATP, para Pliskova, bastava a vitória sobre a adversária, enquanto que Halep precisa garantir o título para ultrapassar a líder Angelique Kerner, da Alemanha.

Desde o início do jogo, Pliskova teve de apostar em um jogo arriscado para vencer a solidez defensiva de Halep. Isso fez com que ela errasse muito mais, mas também superasse sua adversária no número de winners. No primeiro set, domínio da romena, que quebrou a adversário logo no terceiro game e caminhou tranquila para a vitória. Os 24 erros não forçados de Pliskova – contra apenas 10 da rival – não permitiram que ela devolvesse a quebra.

No segundo set, a tcheca continuava arriscando com seu potente backhand, só que dessa vez, acertando muito mais. O grande volume de jogo levou Pliskova à quebra no 3/2 e depois fez com que ela salvasse três break points da adversária, abrindo 5/2 e encaminhando a vitória no set.

A terceira parcial foi de altos e baixos em ambos os lados. Após começar bem o set, Pliskova viu a adversária quebrá-la no quarto game e abrir 3/1. Mais tarde, no sétimo game, ela esboçou reagir e devolveu a quebra da adversária com uma paralela vencedora, no entanto, voltou a vacilar no saque e viu a reação ir por água a baixo. No game seguinte, Halep foi sacar para o jogo e fechou a parcial em 6/3.

Em um jogo que poderia ter sido a final do torneio, Halep venceu porque não arriscou tanto e errou menos. Foram 14 erros não forçados dela – e o mesmo número de winners – contra 55 erros e 45 bolas vencedoras da tcheca.

Para a final de amanhã, Ostapenko, que tem um jogo parecido com o de Pliskova, terá de ser cirúrgica em seus golpes para minar a resistência de Halep no fundo de quadra. Caso a letã repita os 45 erros não forçados que teve na semifinal, a vitória tende a cair no colo de Simona Halep.

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Luan Scanferla

Luan Scanferla

Estudante de jornalismo pela UFF, desde berço aficionado por futebol. Com o passar dos anos e o amadurecimento, me transformei em um apaixonado por ESPORTE. Sempre soube que em meu ofício o esporte deveria estar presente, mesmo que não como “ator”. Gosto de discussões acaloradas sobre o assunto, mas sempre com bom humor e trocadilhos em demasia.


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