A série chega a Cleveland: o que esperar?

A série chega a Cleveland: o que esperar?
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LeBron James: a estrela que conduzirá o Cleveland na busca pela virada (Foto: Ken Blaze-USA TODAY Sports)

Com a desvantagem de 2-0 na série, podem os Cavaliers de King James superar o supertime de Golden State?

Nas finais da NBA, a equipe do Golden State Warriors cumpriu seu papel e ganhou do Cleveland Cavaliers, com folga, os dois primeiros jogos em casa. Amanhã, entretanto, os Cavs terão a oportunidade de correr atrás do resultado em Ohio e como essa série possui suas particularidades, há dúvidas sobre o que nos aguarda: o supertime dos Warriors irá consolidar sua invencibilidade ou o fator casa unido ao fator LeBron James será crucial?

É a primeira vez na história da liga que temos três finais consecutivas com as mesmas equipes. Em 2015, o campeonato ficou por conta da equipe da Califórnia, a qual teve uma temporada histórica e soube aproveitar bem tanto os desfalques do adversário, que não pôde contar com nomes como Kevin Love e Kyrie Irving, quanto o ala Iguodala, que entrou com objetivo de parar LeBron e fez toda a diferença na série, que terminou em 4-2. Já em 2016, os Cavs conquistaram seu primeiro troféu na NBA, com direito a uma virada inédita e emocionante na série que foi de 3-1 para os Warriors, a 4-3 para Cleveland; graças, principalmente, à atuação extraordinária da dupla LeBron e Kyrie. Em 2017, contudo, há um novo coeficiente que é impossível de ignorar: o camisa 35 dos Warriors, Kevin Durant.

Não é segredo para ninguém que Durant saiu de Oaklahoma para Califórnia em busca do anel, e também que o mesmo está extremamente determinado a alcançá-lo. Tendo em vista que a franquia escolhida pelo ala já contava com Stephen Curry, Klay Thompson e Draymond Green, esse fato culminou na construção de algo que muitos fãs da liga americana de basquete desaprovam: a formação de um supertime. Trata-se de uma equipe formada pela junção de vários all-stars, o que, apesar de proporcionar lances e jogos fascinantes, também pode prejudicar a tão prezada alta competitividade da liga, uma vez que se torna impraticável para qualquer outra equipe conseguir confrontá-la de igual para igual.

Se juntarmos a vantagem já conquistada pelos Warriors, mais seu trabalho coletivo excepcional, mais a sede insaciável que Durant tem mostrado pelo título só há um cenário possível: a varrida. Ou seja, Golden State ganharia os dois jogos em Cleveland e se consagraria campeão fechando a série em 4-0. Todavia, é de extrema ingenuidade desmerecer uma equipe que possui em seu elenco LeBron James, 3 vezes campeão da NBA e 3 vezes MVP das finais, participando de 7 decisões na totalidade, sendo esta a 6ª consecutiva.

O camisa 23 é considerado por muitos um dos 3 maiores jogadores de todos os tempos da liga. Mas para combater um time com quatro estrelas, ele não pode jogar sozinho. No último jogo, por exemplo, os Cavs poderiam ter chances de conseguir a vitória. James (29 pontos, 11 rebotes e 14 assistências) e Love (27 pontos e 7 rebotes) realizaram juntos uma boa partida ofensiva. No entanto, Kyrie Irving, JR Smith e Tristan Thompson – os outros três titulares – uniram-se em noite atípica, a qual estavam completamente apagados, enquanto Durant (33 pontos, 13 rebotes 6 assistências e 5 tocos), Curry (32 pontos, 10 rebotes e 11 assistências) e Thompson  (22 pontos e 7 rebotes) realizaram um trabalho coletivo impecável.

O fato é que não é uma tarefa fácil para os Cavaliers frear os Warriors. Mesmo em casa, eles dependem de uma combinação perfeita de fatores para alcançar o resultado, são eles: Kyrie Irving voltar a jogar o que sabe, Kevin Love manter seu ritmo, o banco se apresentar de forma mais ofensiva – ou, simplesmente, se apresentar -, principalmente Kyle Korver e Channing Frye, que se calibrados nas bolas de 3, podem ser um trunfo importante e LeBron… Bom, King James só precisa continuar sendo quem é. Nada disso é impossível, bem como uma nova virada. E é exatamente isso que se espera ver na Quicken Loans Arena às 21h de amanhã: um Cleveland com uma nova postura, mais ofensiva, se sentindo em casa e a usando a seu favor.

Um supertime a todo vapor, com um Kevin Durant sedento por um anel de um lado e, do outro, uma excelente equipe, a qual ainda não atingiu todo o seu potencial nessa final, jogando os dois próximos confrontos em casa. Tendo isso em vista, a série possui tudo para alongar-se até os últimos jogos. A nós, resta esperar para descobrir o que será mais decisivo: o brilho de uma estrela ou a força de uma constelação?

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Gabriela Martins

Gabriela Martins

Carrego comigo o amor pelo futebol e a paixão pelo basquete. Como torcedora fanática do Vasco da Gama e do Oklahoma City Thunder, aprendi que o esporte vai além dos minutos em campo ou em quadra. No jornalismo, encontrei a oportunidade de trabalhar com o que realmente gosto. Na RISE, a chance de externar, por meio dos meus textos, aquilo que meus times me ensinaram: não é só um jogo!



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