Roland Garros: o que de melhor aconteceu até aqui

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A quadra central de Roland Garros, Philippe Chatrier (Foto: AFP)

A história do torneio e um pequeno resumo da primeira semana do aberto de Paris

O primeiro Grand Slam “aberto” da história

O torneio foi criado no longínquo ano de 1891, com o nome de French Championships e, a partir de 1928 passou a ser chamado de Roland Garros, nome herdado de um pioneiro da aviação francesa. Nascido em Saint-Denis-de-La-Réunion, Roland Garros foi o primeiro homem a atravessar o mar Mediterrâneo a bordo de um avião, sem fazer nenhuma parada.

O antigo estádio de Roland Garros, que atualmente é a quadra Philippe Chatrier (Foto: Divulgação/ Roland Garros)

Um fato curioso é que até 1924 a competição era disputada apenas por jogadores que fizessem parte de clubes franceses de tênis, tendo sido aberta para estrangeiros somente no ano seguinte. Passados 3 anos de abertura, foi inaugurado o Roland-Garros Stadium, com capacidade para 10 mil pessoas. Após diversas reformas de larga escala ao longo da história, a quadra tem hoje o nome de Philippe Chatrier, o mais emblemático presidente da Federação Francesa de Tênis – ficou no cargo de 1973 à 1993 – e comporta quase 15 mil pessoas. No ano de 1968 o torneio ficou marcado por ter sido o primeiro Grand Slam “aberto” da história, ou seja, passou a permitir a participação tanto de profissionais, quanto de amadores.

A segunda maior quadra do complexo de Roland Garros possui um charme todo especial, pelo simbolismo que o seu nome representa. A quadra foi construída em 1994, e a partir de 96, passou a ser chamada de Suzanne Lenglen, a “Great Lady” (Grande Dama, em inglês), uma homenagem à primeira grande estrela do tênis francês. Suzanne é detentora de 16 títulos Roland Garros e 15 títulos em Wimbledon, sendo 6 deles em simples, em cada um dos torneios. Além disso, nos Jogos Olímpicos da Antuérpia, em 1920, foram 2 ouros e 1 bronze.

Voltando ao presente

A atual edição do Grand Slam francês encontra-se em sua fase de quartas de final e os grandes favoritos se mantêm ilesos até aqui na competição. Dos 8 primeiros cabeças de chave, apenas o canadense Milos Raonic não se classificou às quartas. O sexto do ranking da ATP foi derrotado nas oitavas pelo espanhol Pablo Carreno Busta, número 21 do mundo.

Roland Garros conta com um charme especial por ter sido o primeiro Grand Slam aberto (Foto: AP Photo/Petr David Josek)

No torneio feminino, as grandes favoritas também avançaram. Das cinco primeiras do ranking da temporada, apenas a britânica Johanna Konta, que caiu logo na primeira rodada, não chegou às quartas. Uma curiosidade é que com a ausência de Serena Williams (por licença-maternidade) e as quedas prematuras de nomes como Angelique Kerber e Garbiñe Muguruza, teremos este ano uma nova campeã de Grand Slam na WTA.

À exemplo da chave feminina, os melhores tenistas da temporada vêm passando sem dificuldades pelos adversários. O líder do ranking de 2017 e grande favorito ao título, Rafael Nadal, chegou às quartas sem perder nenhum set e irá enfrentar o compatriota Carreno Busta. Assim como o Touro Miúra, Dominic Thiem da Áustria e o suíço Stan Wawrinka também venceram todos os seus jogos por 3 sets a 0. Já a grande sensação da temporada e líder do Next Generation Ranking, o alemão Alexander Zverev, caiu logo na primeira partida para o espanhol Fernando Verdasco.

Novak Djokovic é outro que avançou sem levar grandes sustos e enfrenta Dominic Thiem na próxima fase. O sérvio só foi ameaçado na terceira rodada, pelo argentino Diego Schwartzman, quando chegou a estar perdendo por 2 sets a 1. O suíço Roger Federer preferiu não jogar Roland Garros em função da desgastante temporada. Os 35 anos de idade pesaram na decisão de Federer, que optou priorizar a temporada na grama, solo que ele tem amplo domínio.

Rafa Nadal parece caminhar a passos largos para mais o décimo título em Paris (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

Somando-se às partidas já citadas, teremos também nas quartas de final os duelos entre o líder do ranking, Andy Murray e o japonês Kei Nishikori, além do confronto entre Marin Cilic e o embalado Wawrinka. Dessa forma, dos oito tenistas classificado para as quartas de final, apenas o espanhol Carreno Busta não está entre os dez melhores do mundo (ele ocupa a 19ª posição).

Já na chave feminina, Jelena Ostapenko, da Letônia, não é cabeça de chave. Ela enfrenta Caroline Wozniacki, da Dinamarca, nas quartas. No entanto, o confronto mais aguardado será protagonizado pela ucraniana Elina Svitolina e pela renomada Simona Halep. Svitolina lidera o ranking da temporada, enquanto Halep é a quinta colocada. Em outra partida que promete emoção, a tenista da casa, Caroline Garcia, enfrenta a tcheca Pliskova – atual número 2 da temporada. Além de Garcia, a torcida francesa poderá vibrar com Kristina Mladenovic, que enfrenta a suíça Timea Bacsinszky.

Se na chave feminina os franceses terão duas tenistas para torcer, não se pode dizer o mesmo do torneio masculino. Dos 19 tenistas franceses que iniciaram a competição, nenhum deles estará presente nas quartas de final e apenas um conseguiu avançar até as oitavas. O que obteve a melhor campanha foi Gael Monfils, eliminado por Stanislas Wawrinka, com parciais de 7/5, 7/6(7) e 6/2.

Elina Svitolina vai ter que suar muito para desbancar a poderosa Halep (Foto: François Xavier Marit/AFP)

Os(as) favoritos(as)

Entre as mulheres, uma provável finalista sairá do confronto entre Simona Halep e Elina Svitolina. A outra vaga na final deverá ficar com Karolina Pliskova, no entanto, a torcida francesa pode fazer diferença para que uma das tenistas da casa chegue mais longe no torneio. Já no lado masculino, as atenções estão naturalmente voltadas para Rafael Nadal. O espanhol, que já acumula nove títulos na terra batida de Paris, em dez participações, vem fazendo campanha impecável e é o grande favorito a “la décima”. Contudo, não podemos ignorar Andy Murray e Novak Djokovic, que dão sinais de melhora, após um péssimo início de ano.

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Luan Scanferla

Luan Scanferla

Estudante de jornalismo pela UFF, desde berço aficionado por futebol. Com o passar dos anos e o amadurecimento, me transformei em um apaixonado por ESPORTE. Sempre soube que em meu ofício o esporte deveria estar presente, mesmo que não como “ator”. Gosto de discussões acaloradas sobre o assunto, mas sempre com bom humor e trocadilhos em demasia.



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