NFL – Análise da temporada: Tampa Bay Buccaneers

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Foto: Jason Behnken/AP

A franquia da Flórida que encontrou seu quarterback; confira como foi a temporada do Tampa Bay Buccaneers

Campanha em 2016: 9-7; segundo lugar na NFC Sul

O “patinho feio” começou a ressurgir na divisão sul da Conferência Nacional. Em um cenário onde as atenções estavam voltadas para os vice-campeões do SB 50, para o ataque dos Falcons e para o que Drew Brees poderia fazer, os Bucs comeram pelas beiradas e quase beliscaram os playoffs.

Desde 2011, Tampa Bay amargava a lanterna da NFC South e sempre com campanhas negativas. O cenário em 2016 mudou e com uma grande evolução do segundoanista Jameis Winston, os Buccaneers fizeram um 9-7 e chegaram a sonhar com uma vaga no wildcard.

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Mike Evans é um dos melhores WRs da NFL (Foto: Kevin C. Cox/Getty Images)

Além do quarterback, outros nomes foram essenciais na evolução do time de Tampa. O DT Gerald McCoy é um dos melhores jogadores de linha defensiva da NFL. O WR Mike Evans foi o quarto recebedor com mais jardas aéreas. Os CBs Vernon Hargreaves III e Brent Grimes deram uma ajuda na combalida secundária.

Quem poderia fazer parte desse grupo é Doug Martin, mas o RB vira e mexe aparece com problemas. Seja por lesão ou suspensão, Martin só jogou duas temporadas completas nos cinco anos em que está na liga. Mesmo sem um jogo terrestre de apoio, Winston carregou os Bucs nas costas.

O que deu certo: Tampa conseguiu o seu QB

Logo na sua temporada de estreia, em 2015, Jameis Winston mostrou porque foi a primeira escolha do draft naquele ano. O calouro ultrapassou as 4 mil jardas, lançou 22 touchdowns e ainda anotou outros 6 TDs com suas próprias pernas.

Todos esperavam uma evolução do quarterback, mas a maturidade que Jameis alcançou na sua segunda temporada impressionou. Apesar das 18 interceptações, Winston se mostrou muito mais confiante e um líder do time. O QB passou a crescer em jogos grandes e decisivos. Não foi à toa que os Buccaneers ficaram com a segunda melhor campanha da divisão, com um 4-2.

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Jameis Winston mostrou que é o franchise QB dos Bucs (Foto: Joe Robbins/Getty Images)

Quem ajudou bastante o camisa 3 a ser o cara da franquia foi Mike Evans. O wide receiver conseguiu 1321 jardas (quarta melhor marca da liga), ficando atrás apenas de T.Y. Hilton (1448), Julio Jones (1409) e Odell Beckham Jr. (1367). Mais impressionante que as jardas foram os 12 touchdowns anotados por Evans.

O que deu errado: ataque e defesa por terra

Doug Martin é um excelente running back que passou das 1400 jardas nas duas temporadas em que jogou os 16 jogos. O problema é que nas outras três, o RB não alcançou nem 500 e somou apenas 25 partidas.

Quem teve que tomar as rédeas do ataque terrestre foi Jacquizz Rodgers. Apesar de não ser ruim, o camisa 32 não tem calibre para ser o RB1 indiscutível de uma franquia. Por conta disso, muitos esperavam que Tampa buscasse Dalvin Cook no draft 2017. Porém, como o melhor prospecto de tight end desde Rob Gronkowski caiu no colo da franquia, os Bucs nem pensaram no RB e foram com O.J. Howard.

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Doug Martin é um monstro quando joga – o problema é ele jogar (David Goldman/AP)

A secundária era o grande problema dos Buccaneers. Em 2016 a chegada de Brent Grimes e Vernon Hargreaves III ajudou o setor e melhorou o nível dos cornerbacks da equipe, principalmente na segunda metade da temporada. Por outro lado a carência de safeties ainda preocupa.

A defesa terrestre precisa de ajuda urgente. Gerald McCoy é um excelente defensor de linha, mas jogar quase sozinho é difícil. Ainda mais após a saída de Akeem Spence para os Lions. Para ajudar na renovação, a franquia selecionou o ILB Kendell Beckwith e o NT Stevie Tui’kolovatu no draft.

Saldo: positivo e animador

Se o ataque dos Bucs já foi bom em 2016, a previsão em 2017 é de explodir. Jameis Winston recebeu DeSean Jackson e O.J. Howard para completar seu arsenal de jogadas aéreas. Com três recebedores de alto nível, o ataque de Tampa pode ser imparável.

A defesa ainda carece de melhorias desse nível de upgrade que o ataque recebeu, porém isso pode não ser tão agravante assim. A NFC Sul é terra dos ataques fortes e das defesas marromenos. Apenas a dos Falcons vem mostrando uma evolução mais acentuada.

A previsão é de que os jogos da divisão sejam verdadeiros tiroteios. Numa guerra de ataques, o Tampa Bay Buccaneers tem armas mais do que o suficiente para se dar bem. O ano de 2017 pode ser o da volta dos Bucs aos playoffs.

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Vinícius Mathias

Vinícius Mathias

Jornalista e ala-armador nas horas vagas. Sofre nas ligas americanas com Timberwolves, Jaguars, Sharks e Angels. Se arrepende por não ter escolhido o Seahawks. Chelsea e Alemanha trazem felicidade no futebol, pelo menos. Fã de Aaron Rodgers, Jimmie Johnson, Kevin Garnett, Kimi Räikkönen e de uma Heineken bem gelada.



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