NFL – Análise da temporada: Denver Broncos

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Se a energia do ataque de Denver fosse igual à animação desta moça (Foto: Justin Edmonds/Getty Images)…

Sem Payton Manning, sem linha ofensiva e sem jogo terrestre; veja como foi a temporada do Denver Broncos

Campanha em 2016: 9-7; terceiro lugar na AFC Oeste

O campeão do Super Bowl 50 começou 2016 com algumas ausências importantes. Seus dois quarterbacks foram embora – Peyton Manning, aposentado, e Brock Osweiler, com seu contrato astronômico, para os Texans. Mas individualmente, a perda mais sentida foi a do defensive tackle Malik Jackson para os Jaguars.

A defesa continuou aquela monstruosa que carregou a franquia nas costas trouxe o troféu Vince Lombardi para Mile High. A secundária com T.J. Ward, Chris Harris Jr. e Aqib Talib KANSAS é uma das melhores da NFL. O pass rush continuou com o alto nível com a liderança de Von Miller. O poderio defensivo rendeu um 9-7, que foi insuficiente numa divisão forte como a AFC Oeste.

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Siemian não foi lá muito confiável (Foto: Joe Mahoney/AP).

O ataque continua muito dependente da defesa. O jogo terrestre e o quarterback não são lá grandes coisas, porém ambos são bem prejudicados pela fraca linha ofensiva. Se a torcida dos Broncos riu do fracasso de Osweiler nos Texans, por outro lado não tem muito que se animar com Trevor Siemian.

O QB sofreu poucas interceptações, mas também arriscou muito pouco. O jogo de Siemian foi principalmente de passes curtos – mais do que Alex Smith – quase nada efetivos. Por mais que Denver não tenha lá muitos recebedores, Emmanuel Sanders e Demaryius Thomas são excelentes.

O que deu certo: ataques ganham jogos, defesas ganham campeonatos (e alguns jogos também)

Não me entendam mal. Eu gosto dessa frase e amo defesas (em todos os esportes). O próprio Denver Broncos teve os dois lados da moeda: foi o ataque que sucumbiu perante a defesa de Seattle no SB XLVIII (48) e foi a defesa que moeu o a ataque dos Panthers. Mas para ser campeão é preciso se classificar para os playoffs primeiro.

Fica complicado ir à pós-temporada contando apenas com a defesa. Mesmo assim a dos Broncos é tão acima da média que quase conseguiu uma vaga no wildcard. Os Broncos tiveram a melhor defesa contra o passe da NFL em 2016. Foi a única a ceder menos de 200 jardas por jogo (185) de média. A secundária permitiu apenas 13 TDs e conseguiu 14 interceptações. Sim, eles roubaram mais bolas do que tomaram touchdowns!

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Aqib Talib “Kansas” comandou o show da secundária dos Broncos (Foto: Jack Dempsey/AP).

Talib, Ward e Harris já são ótimos jogadores individualmente, mas quando o pass rush do time é bom, eles são ainda melhores. A pressão que Von Miller exerce no ataque adversário permite que a secundária tenha seu trabalho muito facilitado. O MVP do Super Bowl 50 teve mais uma temporada sensacional, foram 13.5 sacks e 62 tackles.

A perda pra 2017 é do principal companheiro de Miller na caça ao QB inimigo. DeMarcus Ware anunciou sua aposentadoria. Mesmo sem ter jogado as últimas duas temporadas completas, a ausência do DE/OLB pode atrapalhar um pouco a eficiência da defesa dos Broncos.

O que deu errado: quase tudo no ataque

Salvemos Emmanuel Sanders e Demaryius Thomas. Pronto, agora pode trocar tudo. A linha ofensiva dos Broncos é do nível horrorível (horrorosa + horrível). Tanto que a franquia foi buscar Garrett Boles na primeira rodada do draft. Alguns bons avanços foram a contratação de Ronald Leary, ex-Cowboys, e se livrar de Russell Okung.

É até quase injusto criticar o jogo terrestre dos Broncos com essa linha ofensiva ruim. Mas as 92.8 jardas de média por jogo foram a pior marca da franquia desde 1994. Devontae Booker é mais ou menos e C.J. Anderson também não é lá uma carreta (e ainda se machucou na temporada). A necessidade por um running back de elite é tão grande que Denver arriscou em trazer Jamaal Charles para 2017. Ele é ótimo – mas nos últimos dois anos só jogou oito vezes por conta de seguidas lesões.

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A combinação linha ofensiva, quarterback e jogo terrestre foi um fiasco em Denver (Jason Hanna/Getty Images).

Desde a saída de Julius Thomas, a posição de tight end tem sido um problema no Colorado. Depender de Virgil Green é complicado. Tanto que até Booker, um RB, recebeu mais jardas do que as 237 de Green. Por conta da necessidade de linha ofensiva, Denver perdeu a chance de draftar David Njoku para a posição.

Saldo: falta ataque

O ano já começou mal para os Broncos. O técnico Gary Kubiak deixou o cargo após alguns problemas de saúde – e para evitar novos incidentes, decidiu de aposentar. Quem assume o comando é Vance Joseph, ex-coordenador defensivo do Miami Dolphins. Essa será a primeira experiência de Joseph como head coach.

Denver não está muito longe de voltar aos playoffs. Os problemas ficam por conta da linha ofensiva e do QB que não permitem que o ataque pontue tanto. Numa divisão mais fraca, os Broncos poderiam nadar de braçada. Mas na AFC Oeste, com o constante Chiefs (que venceu todos os confrontos da divisão em 2016) e a sensação Raiders, fica mais complicado para a franquia do Colorado.

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Vinícius Mathias

Vinícius Mathias

Jornalista e ala-armador nas horas vagas. Sofre nas ligas americanas com Timberwolves, Jaguars, Sharks e Angels. Se arrepende por não ter escolhido o Seahawks. Chelsea e Alemanha trazem felicidade no futebol, pelo menos. Fã de Aaron Rodgers, Jimmie Johnson, Kevin Garnett, Kimi Räikkönen e de uma Heineken bem gelada.


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