Derrota amarga

Derrota amarga

Abel mexe mal no time e sofre a primeira derrota no Brasileirão (Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC)

Fluminense faz um bom segundo tempo, mas peca em erros bobos e permite virada do Vasco. Apesar da derrota, não é motivo para alarde. Erros acontecem

O Time de Guerreiros foi derrotado na tarde deste sábado por 3×2 para o Vasco. Após a partida, inúmeras reclamações caíram sobre Abel Braga e a diretoria do clube. A derrota de fato foi doída, mas é necessário esclarecer: perder jogos em um campeonato de pontos corridos é normal; perder um clássico, mais ainda.

O jogo

Tricolor teve bons momentos e chegou a ficar a frente do placar com dois gols do Ceifador (Foto: André Durão/Globoesporte.com)

Fluminense e Vasco fizeram um primeiro tempo bastante truncado, preso e sem muitas oportunidades. Mal acostumado com o desequilíbrio nos confrontos do ano até então – duas vitórias por 3×0 –, o tricolor enfrentou uma boa defesa cruzmaltina e não conseguia encontrar o caminho do gol. Do outro lado, o Vasco tentava se aproveitar da inexperiência dos jovens jogadores tricolores para crescer na partida. E deu certo: aos 25 minutos da primeira etapa, após cruzamento pela esquerda, o experiente Luís Fabiano subiu completamente livre para abrir o placar. Com exceção da  cabeçada no travessão de Nogueira após escanteio cobrado por Gustavo Scarpa, as emoções do jogo ficaram para a segunda etapa.

Mais uma vez utilizando muito bem o tempo que tem com seus jogadores no intervalo, Abel Braga trouxe um outro Fluminense para o segundo tempo. Mais perigoso, o time não demorou muito para mudar o panorama do jogo: com dois pênaltis convertidos com maestria – um aos 13 e outro aos 19 –, Henrique Dourado põe Os Guerreiros na frente. Engana-se quem pensou que o Vasco sentiria a pressão e entregaria os pontos. Empurrado pela sua torcida, o nosso adversário buscou o empate aos 29 minutos e manteve o jogo aberto até o fim. Com chances perigosas para ambos os lados, os Deuses do Futebol decidiram que um clássico como esse não deveria terminar empatado: Nenê, que até pouco tempo era titular, entrou em campo apenas aos 14 minutos da última etapa para no último lance da partida, aos 47, marcar o gol e levar o estádio à loucura.

Erros e acertos vindo do banco 

Técnico vascaíno faz mudanças precisas para dar a vitória ao Gigante da Colina (Foto: André Durão)

O resultado da partida foi definido por quem não esteve presente desde o apito inicial. Perdendo por 2×1, Milton Mendes resolveu colocar Nenê e Manga Escobar nos lugares de Yago Pikachu e Kelvin. Apenas 6 minutos em campo, o atacante colombiano aproveitou da falha da zaga tricolor para empatar, enquanto o brasileiro de 35 anos fechou a conta já aos 47. Se por um lado a estrela do técnico brilhou, do outro a situação foi diferente. Insistindo nos já criticados Marcos Junior e Marquinho, Abel Braga coroou as más escolhas ao colocar Maranhão já aos 44 da etapa final. Sabemos que as opções no banco de reservas não são tantas, mas até quando o torcedor irá sofrer vendo esses jogadores em campo?

Reclamação um tanto infundada

Como dito por mim no início do texto, ao fim do jogo muitos torcedor criticaram veemente a diretoria do tricolor das Laranjeiras e Abelão. O motivo: a falta de reservas de qualidade e as más escolhas. O Fluminense passa por uma arrumação interna, e para o sucesso da tal, é necessário controlar as finanças. Como dito pelo presidente Pedro Abad ao longo da semana, o clube não pode e não vai abrir os cofres para a contratação de reforços para a temporada, buscando-os na base em Xerém ou no projeto Flu-Europa.

As mexidas de Abel Braga hoje foram interpretadas por muitos como um erro grave. De fato insistir nesses jogadores é de doer o coração dos torcedores, mas é o que temos no momento. Sem dinheiro para contratar, restam poucas opções no banco. Apesar da derrota não há motivos para desconfiança nem de espalhar pelas redes sociais de cabeça quente que um clube como esse não brigará por títulos. No futebol erros ocorrem constantemente. Hoje, infelizmente, errou o Fluminense. Amanhã serão os outros.

Matheus Deccache

Matheus Deccache

Tentado ao lado (rubro)negro da força, não cedeu e se tornou tricolor. Tem um carinho especial pela bola redonda e oval. Durante muito tempo teve o sonho de se tornar um jogador de futebol e vestir a amarelinha. Mais tarde, passou a enxergar com clareza e utilizar as palavras para que todos entendessem sua paixão pelo mundo maravilhoso do esporte.



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