NFL – Análise da Temporada: Detroit Lions

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Lions e a maldição: será que ela acaba nessa temporada? (Foto: Divulgação/Detroit Lions)

Pipocagem na hora errada e a maldição de Bobby Lane; confira a temporada do Detroit Lions

Campanha em 2016: 9-7, segundo lugar na NFC Norte

A temporada do Detroit Lions reforçou que, por mais um ano, a maldição de Bobby Lane esteve – e está – mais viva do que nunca. Um dos maiores quarterbacks do futebol americano no pós-guerra, Lane foi o franchise player de um timaço do Lions, entre 1950 e 1958, levando a franquia a três títulos da liga, antes mesmo dela se chamar Super Bowl.

No final de sua última temporada, Bobby fraturou a perna defendendo os Lions e, covardemente, foi dispensado pelo time. Reza a lenda que, ao saber que seria mandado embora, ele rogou uma praga para o time, que ficaria pelo menos 50 anos sem conquistar um título.

Verdade ou não, os Lions não conquistaram nada desde então. Verdade ou não, os Lions, mais uma vez, ficaram no quase.

O lado positivo: Stafford cada vez mais consistente

O quarterback dos Leões, Matthew Stafford tem sido cada vez mais consistente com o passar dos anos. Escolhido pela franquia em 2009, e só atuado por ela, o camisa 9 vem mostrando que foi uma ótima aposta. No último ano, Matthew conseguiu o sexto lugar geral no ranking da posição, lançando 8 TDs a menos que em 2015 – queda de 32 para 24-, mas aumentando seu número de jardas para 4.327 no total.

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Stafford ganha consistência a cada ano que passa (Foto: Divulgação/Detroit Lions)

Tendo perdido algumas boas opções – dentre elas, Calvin “Megatron” Johnson, um dos melhores wide receivers da liga nos últimos anos, mas que se aposentou –, Stafford conseguiu sobretudo manter o nível de atuação da equipe, ofensivamente falando. Apesar do 21º ataque geral, a equipe conseguiu equilibrar defesa – que também ficou em 21º no ranking geral do setor – com os desfalques importante de algumas peças ofensivas, levando a franquia a um 9-7, que garantiu presença no Wild Card.

Na campanha, além de Stafford, os destaques positivos ficaram por conta de três nomes: Anquan Boldin (TE), veterano que chegou para a temporada, anotou 8 TDs para 584 jardas totais; Marvin Jones, vindo de Cincinnati para o lugar de Megatron, anotou 4 TDs com 930 jardas totais e incríveis 16.9 jardas por recepção (na média); e por último, na defesa, Tahir Whitehead (MLB) conseguiu ao todo 132 tackles, conquistando a 9ª posição no ranking dessa estatística.

O lado negativo: pipoca, para que te quero?

Na regular season a franquia faz questão de esquecer a maldição de Lane e jogar o que é necessário para chegar longe. Agora, quando chega nos playoffs, é um Deus nos acuda!

Ainda na fase regular, Matthew Stafford conseguiu carregar o time na liderança da divisão por quase toda a temporada. A 11ª posição no ranking dos ataques aéreos, se comparada com a 21ª posição na tabela geral dos ataques da competição, apontava um sério problema no ataque terrestre. De fato, a parte terrestre foi quase inexistente com a pouca produção de Theo Riddick e alguns problemas na linha ofensiva. Nas rodadas finais – incluindo a derrota para Green Bay no último jogo, em casa – a pipocagem comeu solta, e o time, confiante até então com a campanha regular, entrou no jogo de Wild Card totalmente entregue.

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Amassados no Wild Card, os Lions pipocaram. De novo. (Foto: Divulgação/Seattle Seahawks)

No jogo, a derrota por 26 a 6 para o Seattle Seahawks, fora de casa, nem foi o pior dos males. A falta de efetividade, seguida da cabeça voltada para a maldição e para o estigma de “time do quase”, fez os Lions tropeçarem nas próprias pernas. Com um pouco mais de consistência e menos medo dos jogos importantes, seria evitado um confronto mais complicado, deixando a franquia com mais chances de avançar ainda mais na pós-temporada. Tudo isso seria resolvido se, ao invés de amarelar quando tinha o controle da situação, o time decidisse logo e levasse o título da divisão. Seu principal adversário, o Green Bay Packers, começou muito mal, coincidindo com a boa fase dos azuis. Mas, para a infelicidade geral em Detroit, Aaron Rodgers resolveu jogar. E com ele, não se pode dar mole.

Além disso, as derrotas em jogos cruciais dentro da divisão, como contra o fraquíssimo Chicago Bears, por mínimos 3 pontos de diferença, fizeram o time capengar na disputa direta. A defesa, apesar de eficaz em alguns momentos de pressão, ainda falhou em partidas tranquilas, possibilitando pontuações altas de ataques adversários fracos, como o do Los Angeles Rams (28 pontos) e o do Houston Texans (20 pontos).

Balanço da temporada e o que esperar: nem tão bom, nem tão ruim

Dizer que a temporada dos Lions foi uma catástrofe seria exagero. O time no geral é bom. As opções de passe para Stafford possibilitam variações importantes em seu playbook. Para melhorar, os reforços vêm de outros times e de boas escolhas no draft.

Para a defesa, as duas primeiras escolhas do draft prometem bastante: Jarrad Davis, linebacker vindo da Florida é rápido e excelente na pressão ao QB adversário – coisa que, certamente, precisa de um upgrade em Detroit -; além dele, a segunda escolha, Teez Tabor (CB), cotado por alguns especialistas como jogador de primeira rodada, é excelente na leitura de jogadas e na cobertura para a secundária. Ainda no setor de proteção, Paul Worrilow (LB), vindo do vice-campeão Atlanta Falcons, e Jordan Hill (DT), vindo dos Jaguars, têm muito a somar ao time, além de outras aquisições.

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Jarrad Davis e sua força vão ajudar os Lions nessa temporada (Foto: Divulgação/Detroit Lions)

Na frente, as mudanças não são muitas e as apostas vão ser na melhoria das peças já existentes, com algumas aquisições de rodadas avançadas do draft, como o wide receiver Kenny Golladay, de terceira rodada, e o tight-end Michael Roberts, de quinta.

A projeção, se o time tiver cabeça e não pipocar, é boa. A maldição, se respeitar a ideia dos 50 anos, já acabou. Resta a Stafford, com sua experiência, orientar os garotos, junto com o excelente head coach, Jim Caldwell. No que depender de Aaron Rodgers, Sam Bradford e Mitchell Trubisky, a maldição se mantém. Mas até a temporada começar, muito treino (e reza forte) podem ajudar os Lions a rugirem mais alto na NFL.

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Guilherme Porto

Guilherme Porto

Algo entre o famoso soccer e o lacrosse universitário da Irlanda do Norte me interessam. A paixão por esportes (lê-se quase todos), acompanhada de uma boa resenha e uma cerveja gelada me encantam bastante. E, apesar de não podermos beber aqui, o resto garanto passar com agilidade e muita informação.



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