Bem-vindos à Estocolmo

Bem-vindos à Estocolmo

Ajax e United fazem amanhã a final da Europa League, em Estocolmo, às 15h45, horário de Brasília. Confira as análises dos times e o que esperar da grande final.

Ajax e Manchester United. Uma final que, segundo a história, poderia ser perfeitamente da UEFA Champions League. O Ajax, tetracampeão da competição, com ex-jogadores consagrados como Cruyff, Neeskens, Van Basten, Seedorf e Kluivert, enfrentando o bicampeão United, de Bobby Charlton, Beckham, Scholes e Cantona. Dois clubes com um peso na camisa que envergaria qualquer varal. Mas, atualmente, com menos potência no cenário europeu, a disputa vai ser da UEFA Europa League, segunda competição mais importante do continente.

Dos seis títulos de Champions somados entre o Ajax e United, o último foi dos ingleses em 1999 (Foto: Reprodução/Dispensable Soccer)

Do lado holandês: os meninos da Amsterdam Arena

Com um time recheado de garotos, o Ajax fez alguns jogos muito bons ao longo da competição europeia. No time titular, nomes como Klaassen, Veltman e Schöne, o esquadrão holandês conta com a velocidade e a disposição para encarar elencos mais experientes, como o do United.

No campeonato nacional, a segunda posição mostrou um time, que em alguns jogos, pecou justamente no fator idade. Ficando apenas um ponto atrás do campeão Feyenoord, os garotos do Ajax têm a vaga nos playoffs da próxima Champions garantida. Jogando em um 4-3-3 bastante ofensivo, Schöne trabalha na armação para a última linha, que com dois pontas abertos (Traoré e Younes) joga em função de municiar o centroavante Dolberg. E isso vem dando certo. Com o segundo melhor saldo do Holandês, o Ajax só ficou atrás do campeão, marcando 79 gols.

Ataque poderoso e veloz: o Ajax de Frank Bosz (Foto: Divulgação/UEFA)

Na Europa League, a campanha holandesa também foi bastante sólida. Com 14 dos 18 pontos possíveis, o time foi líder de um grupo enjoado, com Panathinaikos (Grécia), Standard Liége (Bélgica) e forte time do Celta de Vigo (Espanha). Na fase final, com um pouco mais de dificuldade, todas as vitórias vieram com um único gol de diferença no placar agregado, incluindo a vitória na prorrogação contra o Schalke 04 (Alemanha) fora de casa.

Para a partida contra o United, a aposta deve ser, mais uma vez, na marcação pressão e na eficiência do ataque. Na semifinal, contra o Lyon, a vitória em casa no primeiro jogo sobre 4 a 1, fez o time holandês ter uma vantagem imensa para a volta, na França. E, justamente devido a essa goleada, pôde perder por 3 a 1 e ainda assim, carimbar o passaporte para Estocolmo.

Para o 11 inicial, amanhã, Peter Bosz deve mandar a campo: Onana; Veltman, Sanchez, De Ligt e Riedewald; Klaassen, Schone e Ziyech; Traoré, Younes e Dolberg.

Do lado inglês: como será sem Ibra?

O atacante sueco teria a oportunidade de jogar uma final em sua terra. Teria.

Com uma lesão importante no joelho, sofrida no jogo contra o Anderlecht, Ibrahimovic muito provavelmente não estará em campo amanhã. Com isso, o time vermelho, que conseguiu apenas a 6ª colocação ao final da Premier League, tem muito a perder em termos de referência.

Com um estilo de jogo voltado para jogar com o sueco de referência, José Mourinho pode adotar outra peça importante e que tem sido usada em alguns jogos por ele: Wayne Rooney. O camisa 10, antes da chegada de Ibra, era a referência no elenco dos vermelhos de Manchester. A queda de produção e as partidas fracas o fizeram ir para o banco e assistir seu time chegar à final em Estocolmo. Talvez ele entre. Talvez não. A verdade só saberemos amanhã, de fato.

O United conta com a força do grupo para superar a ausência de Ibra (Foto: Reprodução/Twitter)

Na competição europeia, os Red Devils caíram em um grupo, em tese, mais complicado que o do Ajax: Fenerbahçe (Turquia), Feyenoord (Holanda) e Zorya (Ucrânia) formavam o grupo no qual os vermelhos terminaram na segunda posição, atrás do time turco. No mata-mata, as vitórias vieram com um pouco mais de tranquilidade que as dos holandeses, apesar de uma semifinal dificílima contra o Celta de Vigo, na qual a vitória na Espanha foi fundamental para garantir a vaga.

Infelizmente para o espetáculo (e felizmente para os holandeses), o brilho e a marra do sueco farão falta amanhã. Contudo, opções não faltam. Com um meio-campo organizado por Pogba, o time inglês passa seu jogo muito pela rapidez dos contra-ataques e na eficiência dos centroavantes. Sem Ibra, Rashford deve ser a referência. O garoto, que já mostrou em jogos grandes do que é capaz, deve ser o ponto de apoio do esquema de Mourinho amanhã.

O português deve mandar a campo, então, a seguinte escalação, com um 4-3-3 mais defensivo: De Gea; Valencia, Blind, Bailly e Darmian; Herrera, Fellaini e Pogba; Rashford, Mhkitaryan e Rooney (Lingaard).

Estocolmo, o palco da final

A final desse ano será na Friends Arena, em Estocolmo, casa do AIK. Lá, será vista uma moderníssima arena, palco ideal para a final entre os gigantes. Em jogo, além do caneco, vem também a vaga para a próxima Champions.

O caminho até lá não foi fácil. E, apesar da fase dos clubes não os proporcionar uma final de Champions League, certamente o jogo será grande. Grande do tamanho das suas histórias, grande do tamanho de suas camisas.

O campeão? Só saberemos amanhã. Até lá, a mensagem é única: Bem-vindos à Estocolmo, a casa do futebol europeu na próxima quarta. Sente-se, acomode-se e acompanhe um clássico do futebol mundial. Seis taças da Champions jogando em busca de uma única: a de campeão da UEFA Europa League 2016/2017.

E aí? Quem leva a melhor?

Guilherme Porto

Guilherme Porto

Algo entre o famoso soccer e o lacrosse universitário da Irlanda do Norte me interessam. A paixão por esportes (lê-se quase todos), acompanhada de uma boa resenha e uma cerveja gelada me encantam bastante. E, apesar de não podermos beber aqui, o resto garanto passar com agilidade e muita informação.



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