NFL – Análise da temporada: Tennessee Titans

NFL – Análise da temporada: Tennessee Titans

Foto: Mark Zaleski/AP

Dupla Mariota & Murray brilhou e quase conseguiu playoff; veja como foi a temporada do Tennessee Titans

Campanha em 2016: 9-7; segundo lugar na AFC Sul

De 3-13 para um 9-7 que por muito pouco não rendeu playoff. Os Titans empataram com os Texans na campanha geral, mas o desempenho dentro da divisão fez com que o time de Houston vencesse a AFC South. Enquanto Tennessee fez 2-4, os Texans perderam apenas o último jogo da temporada regular, quando pouparam jogadores, justamente para os Titans.

A temporada terminou na semana anterior, quando os Titans perderam para os Jaguars fora de casa. Uma parte considerável dessa derrota foi a lesão de Marcus Mariota, que sepultou qualquer chance de virar a mesa. Mesmo com um gostinho amargo de “quase deu”, a franquia deu um grande salto em relação a 2015.

Mariota também é uma ameaça correndo com a bola (Foto: Rick Scuteri/AP)

Desde 2011 os Titans não alcançavam uma campanha positiva. Com um rebuild bem armado, arrumando aos poucos o time, Tennessee montou uma base talentosa. A chegada de DeMarco Murray e a evolução de Marcus Mariota fizeram o nível da franquia subir de patamar.

O que deu certo: um belo backfield

Nunca é ruim ter um grupo forte e uma linha ofensiva de qualidade. Mas isso pouco adiantaria sem jogadores acima da média para liderarem a equipe. Em 2017, os Titans finalmente encontraram esses caras em Marcus Mariota e DeMarco Murray.

A segunda escolha do draft de 2015 teve uma temporada de calouro discreta, porém voou em 2016. A evolução do QB ex-Oregon foi notável nos números e em sua presença no campo. Mariota lançou 26 TDs e apenas 9 interceptações, além de 3426 jardas. Caso não tivesse a lesão contra os Jax, talvez o time estivesse nos playoffs ano passado. O mais importante é que os Titans encontraram seu franchise quarterback.

Murray voltou a frequentar [bastante] a endzone (Foto: Eric Christian Smith/AP)

Para acompanhar Mariota no backfield, DeMarco Murray desembarcou no Tennessee após uma passagem conturbada pelos Eagles. Em um ataque no qual correu 100 tentativas a mais do que na Philadelphia, o RB voltou a ser o grande jogador que foi em Dallas. Foram 1287 jardas terrestres e 9 TDs (segunda melhor marca na carreira para ambas). Murray ainda fez 377 jardas e 3 TDs recebendo passes.

O que deu errado: recebedores não fazem mal a ninguém

Tennesse foi um dos piores times da NFL em jardas aéreas mesmo tendo um bom e promissor quarterback. O problema é que os recebedores dos Titans não são lá grandes coisas. A exceção que confirma a regra é o experiente tight end Delanie Walker.

O melhor recebedor foi Rishard Matthews que conseguiu 945 jardas e 9 touchdowns. Lógico que não são números ruins, mas o problema é a falta de companhia. Os WRs seguintes ficaram bem abaixo: o calouro Tajae Sharpe com 552 jardas e 2 TDs, e Kendall Wright, que já se mandou para os Bears, com 416 jardas e 3TDs.

Walker fez malabarismo para manter o ataque aéreo produtivo nos Titans (Foto: Mark Zaleski/AP)

Para ajeitar isso, os Titans selecionaram o WR Corey Davis. A expectativa é que o calouro de Western Michigan seja o principal recebedor da equipe e Matthews seja o WR 2. Do draft ainda vieram um TE (Jonnu Smith) e outro WR (Taywan Taylor). Com uma evolução ainda maior de Mariota e novos alvos para receberem seus passes, o ataque aéreo de Tennessee pode finalmente deslanchar.

Saldo: positivo e promissor

Os reforços de pré-temporada dos Titans foram muito bem selecionados para suprir suas deficiências. A franquia buscou os wide receivers que precisava no draft. A secundária recebeu os cornerbacks Logan Ryan (ex-Patriots) e Adoree’ Jackson (via draft), além do strong safety Johnathan Cyprien (ex-Jaguars).

Claro que falta um free safety para ajeitar de vez a secundária, mas Tennessee possui um elenco ainda mais completo do que no ano passado. Hoje, os Titans têm um time bem redondo com um bom QB. Foi a equipe da AFC Sul que melhor jogou no ano passado. Mesmo assim, o “melhor futebol” não foi suficiente para ganhar a divisão.

No papel, Texans e Jaguars têm equipes mais qualificadas do que os Titans. Mas além de no campo as coisas serem diferentes, ambos estão com problemas na posição de QB, o que é assunto resolvido em Tennessee. Os Colts têm o pior time da divisão, porém têm o melhor quarterback também.

O Tennessee Titans é quem melhor jogou e menos tem problema na AFC Sul. Nos últimos anos, isso seria o bastante para vencer a divisão, mas em 2017 pode não ser. Podemos esperar coisas boas dos Titans e até considera-los favoritos, mas é preciso ver o que Andrew Luck, Blake Bortles e DeShaun Watson vão aprontar do outro lado.

Vinícius Mathias

Vinícius Mathias

Jornalista e ala-armador nas horas vagas. Sofre nas ligas americanas com Timberwolves, Jaguars, Sharks e Angels. Se arrepende por não ter escolhido o Seahawks. Chelsea e Alemanha trazem felicidade no futebol, pelo menos. Fã de Aaron Rodgers, Jimmie Johnson, Kevin Garnett, Kimi Räikkönen e de uma Heineken bem gelada.



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