Rio de Janeiro é derrotado no Japão e fica com o vice do Mundial de Clubes

Rio de Janeiro é derrotado no Japão e fica com o vice do Mundial de Clubes

Apesar da derrota na final, a equipe carioca voltou satisfeita com o desempenho (Foto: Divulgação/FIVB)

O time carioca perde para o mesmo algoz de 2013 e continua sem a tão sonhada conquista; Osasco perde para russas e termina em sexto

O Mundial de Clubes de vôlei feminino chegou ao fim em madrugada de derrotas para as equipes brasileiras. De um lado, Osasco jogava apenas para decidir a quinta colocação do torneio. Do outro, o Rio de Janeiro ia em busca do título inédito contra o poderosíssimo Vafikbank da Turquia.

A equipe de Osasco encarou o Dínamo Moscou, da Rússia – que havia sido eliminado pelo Rio – e perdeu o jogo em parciais de 22/25, 25/19, 27/25 e 25/18. As paulistas encerraram o Mundial na sexta colocação, entre 8 equipes participantes.

Osasco terminou em sexto e adiou bi mundial (Foto: Divulgação/FIVB)

Já o Rio de Janeiro foi derrotado para a forte equipe do Vafikbank e repetiu a campanha de 2013, quando também conquistou o vice-campeonato contra o time turco. A partida que decretou as campeãs foi disputada na manhã de domingo e definida com parciais de 25/19, 25/20 e 25/21. As duas equipes já haviam se enfrentado na fase grupos da competição e as turcas haviam vencido por 3 sets a 1.

Um teste para a final

Antes de chegar à sua segunda decisão, o time carioca precisou passar por cima de uma pedreira. Na partida de semifinal, as meninas chegaram como coadjuvantes para encarar as favoritas do Volero Zurich. No entanto, o Rio teve um início avassalador no bloqueio e abriu 2 sets a 0 com autoridade. A central Carol teve um excelente desempenho e terminou a partida com 10 pontos neste fundamento.

Na terceira parcial do jogo, a equipe suíça iniciou uma reação e conseguiu vencer o set, diminuindo a vantagem carioca. O Volero contou com grande atuação da cubana Kenia Carcaces, que foi a maior pontuadora da partida com 18 pontos e fechou em 25/21.

Gabi teve grande atuação diante das suíças e marcou 17 pontos (Foto: Divulgação/FIVB)

O quarto set da partida contou com uma grande carga de dramaticidade. O placar seguia bastante parelho, até que o Volero chegou ao set point que levaria a partida para o tiebreak. O Rio empatou em 24/24 no ataque de Gabi (que marcou 17 pontos no jogo) e logo em seguida, Bernardinho inverteu a rede colocando a levantadora reserva Camila Adão no saque.

O saque de Camila complicou a recepção suíça e Juciely matou na bola de xeque para virar a partida. No ponto seguinte, ataque para fora do Volero Zurich e comemoração frenética das brasileiras. No entanto, o técnico adversário desafiou a decisão do árbitro e a celebração deu lugar à apreensão. Após 58 longos segundos as meninas do Rio puderam, enfim, respirar aliviadas após a decisão no desafio eletrônico mostrar que não havia toque no bloqueio.

As meninas soltam o grito após o desafio (Foto: Divulgação/FIVB)

A grande decisão

No duelo da grande final, já se esperava uma partida duríssima para as brasileiras. O adversário já havia sido bicampeão turco e campeão mundial, mas estava há 3 anos sem ganhar um título. E o Rio de Janeiro chegava com credenciais de 12 títulos nacionais, sendo o último recém-conquistado contra Osasco.

Entretanto, o investimento pesado do voleibol turco nos últimos anos transformou os clubes em verdadeiras potências e bater de frente contra essas equipes se tornou uma tarefa quase impossível. Além disso, o ranking de jogadoras da Superliga existente no Brasil – recurso utilizado para manter o equilíbrio do campeonato – impede que uma equipe tenha mais do que duas atletas com um nível muito elevado. Válido apenas em solo nacional, o ranking acaba prejudicando os times em competições internacionais.

Drussyla esteve apagada na final e marcou apenas 8 pontos (Foto: Divulgação/FIVB)

Dentro de quadra, a disparidade entre os clubes foi visível durante toda a partida. A equipe turca possui um elenco estrelado e conta com nomes como a atual campeã olímpica pela China e melhor jogadora do mundo, Ting Zhu, a central sérvia, Milena Rasic – medalha de prata no Rio – e a americana medalhista de bronze nas últimas Oimpíadas, Kimberly Hill.

Durante todo o primeiro set o Vafibank liderou com uma vantagem confortável e fechou em 25/19 a parcial. Com um volume de jogo de encher os olhos, a bola dificilmente caía limpa na quadra turca, ora tocava no bloqueio, ora na linha de defesa. Soma-se à isso a atuação abaixo do esperado da ponteira Gabi, que vinha sendo a melhor jogadora da equipe no torneio. A camisa 1 do Rio anotou apenas 9 pontos no jogo.

O segundo set começou com as brasileiras fazendo um esforço sobre-humano para equilibrar o jogo. Mas a boa atuação só durou até o ponto número 15. Neste momento, a equipe do Rio começou a cometer erros bobos, enquanto que do outro lado a gigante de 1,98, Ting Zhu virava qualquer bola. Placar de 25/20 no final.

A parte defensiva do Vafikbank foi determinante para a vitória (Foto: Divulgação/FIVB)

No início do terceiro set, o Vafikbank deixou cair o ritmo e permitiu que o Rio de Janeiro abrisse 10/8. Em seguida, a equipe voltou ao seu normal e fechou bem a parcial se apoiando na força de ótimos saques.

Luan Scanferla

Luan Scanferla

Estudante de jornalismo pela UFF, desde berço aficionado por futebol. Com o passar dos anos e o amadurecimento, me transformei em um apaixonado por ESPORTE. Sempre soube que em meu ofício o esporte deveria estar presente, mesmo que não como “ator”. Gosto de discussões acaloradas sobre o assunto, mas sempre com bom humor e trocadilhos em demasia.



Related Articles

Seleções masculina e feminina apostam na renovação para manter hegemonia mundial

Zé Roberto aposta nas novatas para renovar a base da seleção (Foto: Divulgação/CBV) As meninas do Brasil vão atrás do 12º

Brasileiras disputam a Copa do Mundo de Clubes feminina de vôlei, no Japão

A equipe do Rio de Janeiro é a única brasileira que segue viva na competição (Foto: FIVB/Divulgação) Equipe de Osasco

Rio de Janeiro conquista o 12º título da Superliga feminina

Foto: André Durão Em arena lotada, time de Bernardinho vence batalha no clássico contra Osasco, que vive seca de títulos

No comments

Write a comment
No Comments Yet! You can be first to comment this post!

Write a Comment

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*

error: Couteúdo protegido