Nada de novo sob o Sol

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Nenê completou 100 jogos pelo Gigante: marca passou em branco diante do resultado (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

Três semanas depois, os mesmos erros levaram o Vasco a mais um vexame: a goleada de 4×0 diante do Palmeiras

Depois de três semanas sem nosso sagrado futebol, finalmente nos vimos diante da abertura do Campeonato Brasileiro! A competição mais intensa e amada do país se iniciou com muitos gols e placares inusitados. Mas, entre eles, um que acabou surpreendente por termos subestimado em meio ao nosso otimismo. O Vasco foi a São Paulo enfrentar o Palmeiras, atual campeão brasileiro, e, obviamente, os torcedores tentaram ao máximo se manter esperançosos. Mesmo sabendo que o Verdão possui um time muito mais forte e que o nosso Vascão vai de mal a pior, os cruzmaltinos se esforçaram para confiar no trabalho de Milton Mendes e em toda a história de “preparação intensa” que vínhamos escutando desde a derrota por 3×0 para o Fluminense no Carioca. Mesmo sabendo que a preparação foi pífia, que o time não ganhou reforços e que a derrota era quase certa. Às vezes é necessário forçar o otimismo.

“Ok, vamos acreditar”, pensamos. “Talvez o Vasco surpreenda, por que não? Talvez arranque um empate ou, quem sabe, consiga uma vitória por um golzinho de diferença. O time precisa do nosso apoio, vamos confiar e ver o que vai dar no primeiro jogo”. E, por fim, o que aconteceu foi exatamente aquilo que já esperávamos bem lá no fundo, mas que nossa cegueira otimista não queria nos deixar acreditar, talvez para não secar o time ou não dar má sorte. Após três semanas de preparação altamente questionável, o Vasco estreou na competição apresentando os mesmos erros de outrora, e levou uma expressiva goleada de 4×0. O jogo serviu para nos confirmar duas noções que já eram conhecidas, mas a cada dia que passa se tornam ainda mais gritantes: o Vasco precisa urgente de reforços (principalmente para a defesa) e nós temos todos os motivos do mundo para temer o desempenho da equipe no Brasileirão.

Palmeiras se impôs sobre O Gigante e construiu o passeio (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

A partida mal começou e o Palmeiras marcou seu primeiro gol, aos 5 minutos, após um pênalti infantil cometido por Jomar. Apesar do placar adverso, o Vasco apresentou um lampejo de vontade e criou muitas jogadas, jogando de igual para igual com o atual campeão nacional. Mas, assim como fez durante todo o Carioca, desperdiçou muitas oportunidades de gol e acabou pecando justamente por não marcar. Logo no início da segunda etapa, o terceiro tento do Palmeiras serviu para esfriar qualquer reação que o time da Colina poderia tentar iniciar. Acuado, o cruzmaltino levou um baile do adversário durante os 45 minutos finais, e o placar de 4×0 acabou saindo barato.

Em pleno dia das mães, nossa zaga agiu exatamente como uma. O Palmeiras fez o que bem entendeu no campo de ataque e, se não fosse por Martin Silva, teríamos saído de lá diante de um vexame maior. Jomar teve uma atuação medonha, digna de arrependimento suficiente para o resto da semana: de seus pés, saíram dois pênaltis, que foram fundamentais para a construção do placar. A sensação do vascaíno após o apito final foi um misto de conformidade e revolta com o que foi apresentado, principalmente no segundo tempo: uma equipe abalada e (ainda) sem eficiência no ataque. Ficou um saldo de pessimismo, altamente justificável.

Após o jogo, perguntaram a Milton Mendes se o torcedor vascaíno deveria se preocupar, e ele respondeu que não. “O torcedor pode ficar triste pela goleada, mas não preocupado”. Esqueceram de avisar a ele que nossa realidade já é de preocupação constante com o que o Vasco vem apresentando. A única coisa que esperamos é que a equipe não nos prove no final que estávamos certos.

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Raphaela Reis

Raphaela Reis

Estudante de publicidade, 19 anos, nascida e criada no Méier, subúrbio do Rio de Janeiro. Apaixonada por futebol e pelo Vasco desde criança, viciada em ler o caderno de esportes do jornal e desafiante oficial dos tios e primos no FIFA. Infelizmente não realizou a fantasia de se tornar a nova Marta, mas hoje busca nas palavras uma forma de se manter conectada ao mundo da bola.



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