NFL – Análise da Temporada: Baltimore Ravens

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Baltimore precisa de mais comemoração como essa, da semana 13 contra os Dolphins, para chegar longe (Foto: Baltimore Ravens).

Penando com um ataque terrestre fraco, faltou variação para chegar longe; confira a temporada do Baltimore Ravens

Campanha em 2016: 8-8, segundo lugar na AFC Norte

Dono da segunda melhor campanha da AFC Norte, os corvos de Baltimore ficaram no quase. Com uma campanha neutra (8-8) em uma divisão com reinado de Pittsburgh e dois adversários de temporadas desastrosas – Bengals e Browns (o último com a pior atuação entre as 32 franquias) -, ficou a impressão de que Joe Flacco e sua trupe poderiam ter produzido mais. Ou, no mínimo, ameaçado a liderança de Big Ben. A defesa sólida em contraposição ao deficiente jogo terrestre não foi suficiente para levar os Ravens à pós-temporada.

O lado positivo: Flacco Top 10 e o legado Ray Lewis

Desde a aposentadoria do camisa 52, o setor defensivo de Baltimore tem mantido um nível de atuação que os deixa entre as 10 melhores defesas da liga. Contra o jogo corrido, a 5ª posição veio com números para deixar qualquer defensive coach orgulhoso. Foram 321 pontos cedidos, com 89.4 jardas por jogo, possibilitando apenas 10 TDs. Durante a regular season, o destaque foi o OLB veteraníssimo Terrell Suggs, com 8 sacks, ainda forçando 3 fumbles.

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Flacco é um dos braços mais potentes da liga (Foto: Baltimore Ravens).

Contra o passe, a defesa também não deixou a desejar, conquistando a 9ª posição. Nos stats, o setor cedeu 232,8 jardas por jogo e conquistou o primeiro lugar no ranking de interceptações feita. Foram 18 no total. C.J. Mosley, outro inside linebacker da equipe, conseguiu 4, além de forçar um fumble. No ranking geral, a 7ª posição. Eficaz e agressivo, o setor, apesar de tudo, poderia ter ido ainda mais longe com algumas melhorias.

Para incrementá-lo chegam, então, do draft, as quatro primeiras escolhas. Sim, todas para a defesa!

A primeira delas é Marlon Humphrey, cornerback vindo de Alabama. Dono de um jogo veloz e extremamente atlético (como foi dito na análise pós-draft do Vinícius Mathias). Competitivo, o garoto, que foi festejado pelos torcedores, tem uma cobertura por zona extremamente eficaz e vai chegar para bombar ainda mais essa secundária.

Na frente, o destaque mais uma vez foi Joe Flacco. O camisa 5, apesar de alguns percalços durante o caminho, provou mais uma vez porque é o franchise player do roster de John Harbaugh. Jogando todos os 16 jogos (diferente da temporada passada), Flacco lançou 4317 jardas em passes (7º geral), mas anotou apenas 20 touchdowns. No 18º no ranking geral, atrás de nomes como Sam Bradford e Blake Bortles, ele poderia ter ido melhor,. Se conseguir alinhar o número de jardas com o braço forte para long plays o sucesso virá. Um aumento no número de pontuações, por consequência, leva os Ravens mais uma vez para as cabeças.

O lado negativo: jogo corrido e as contusões

Não se chega nos playoffs sem uma variação mínima em seu playbook e eficiência, tanto no jogo aéreo, quanto nas corridas.

No alto, as pouquíssimas opções consistentes para Flacco não ajudaram o time a conseguir uma posição considerável no ranking geral da categoria (12ª). Dennis Pitta, o tight-end principal no elenco, foi a opção número 1 para o passe, mesmo colecionando 86 recepções para 729 jardas totais e 2 míseros TDs. Steve Smith foi o mais eficiente: 5 touchdowns em 70 recepções – a mais longa, para 95 jardas. Ainda muito pouco para quem quer chegar longe.

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West, mesmo com bons números, penou com seus ataque terrestre (Foto: Yahoo Sports).

Para piorar, pelo chão veio a tragédia: 5º pior ataque da liga, com apenas 91,4 jardas por jogo e 1463 jardas totais. Isso, por exemplo, deixaria o time mal posicionado no ranking de jogadores (se fosse um). A peça-chave foi Terrence West. Apesar de ter bons números – 774 jardas totais, com 5 TDs e 4 jardas por corrida -, ele não conseguiu carregar o peso sozinho. Com isso, o ataque terrestre penou. Resmumindo: não evitou o desastre do time no setor.

Além disso, sofrendo com diversas contusões, o time de Baltimore penou. Dos principais jogadores, 14 deles perderam, pelo menos, metade da temporada regular. Dos ausentes, Kyle Arrington que veio de New England em 2015, não conseguiu jogar o último ano. Com boas atuações, o cara fez falta na hora H.

Balanço da Temporada: ganha quem faz mais pontos

Os reforços defensivos vieram com tudo do draft. Além deles, o CB Brandon Carr chega de Dallas com sede por vaga no time. Há ainda a volta de Ladarius Webb para incrementar a secundária. A tendência é subir ainda mais no ranking geral das defesas.

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Woodhead chega para aumentar a eficiência pelo chão (Foto: Reprodução/Dream Team Fantasy).

Para o jogo corrido, chega da cidade de San Diego – falecida pela ida da franquia à Los Angeles – Danny Woodhead. Versátil, o jogador pode tanto receber como fazer boas corridas. Danny ainda pode aliviar o peso em cima de Terrance West. Além disso, ele pode ajudar na evolução dos garotos Kenneth Dixon e Javorius Allen, promissores para o backfield de Baltimore. Mas o que o time precisa é, certamente, melhorar a média de pontos. Ninguém é feliz com um QB gerando apenas 20 TD em uma temporada. É necessário mais. A combinação defesa-ataque precisa que voltar a ser eficiente.

No geral, as peças que chegam não são muitas, mas são suficientes para que o time dê o passo que falta para retornar aos playoffs. E, quem sabe, ao Super Bowl. Flacco já conseguiu uma vez. Se bem trabalhado, o raio pode cair duas vezes no mesmo lugar. Chegou a hora da Ravens Flock voltar com tudo!

Confira também as prévias de divisão da AFC Norte

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Guilherme Porto

Guilherme Porto

Algo entre o famoso soccer e o lacrosse universitário da Irlanda do Norte me interessam. A paixão por esportes (lê-se quase todos), acompanhada de uma boa resenha e uma cerveja gelada me encantam bastante. E, apesar de não podermos beber aqui, o resto garanto passar com agilidade e muita informação.



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