A Fórmula 1 chega à Europa!

A Fórmula 1 chega à Europa!
FacebookTwitterFacebook MessengerWhatsAppShare

O circuito de Spa-Francochamps, na Bélgica, é considerado por muitos o mais interessante do ponto de vista esportivo (Foto: Wikimedia Commons)

O mês de maio chega e começa a época com os GPs mais tradicionais da Fórmula 1

Para a temporada de 2017 estão programadas nove corridas seguidas no continente europeu, interrompidas apenas pelo GP do Canadá. Algumas delas são tradicionalíssimas, como as provas de Mônaco, Bélgica, Itália e Inglaterra, para citar algumas. Outras pistas são mais modernas: Rússia e Azerbaijão, por exemplo, estão no calendário há bem pouco tempo.

Há de tudo um pouco nos circuitos europeus: pistas de alta velocidade, pistas travadas, pistas de rua… Em algumas dessas provas, ainda é possivel ver a Fórmula 1 em seu auge. Por isso, preparamos essa matéria para que você conheça um pouco mais sobre os circuitos europeus!

Cada Grande Prêmio realizado no Velho Continente tem suas especificidades. A seguir, falaremos sobre cada uma das que estão presentes no calendário de 2017, na ordem em que aparecem no próprio calendário. Confira!

Rússia

O GP russo é novo no calendário, em 2017 chegou apenas à sua quarta edição. A corrida é realizada na cidade-resort de Sochi, onde também ocorreu a Olimpíada de inverno de 2014. A pista fica, inclusive, na área do “parque olímpico” da cidade, cercada por modernas instalações esportivas que compõem um belo cenário. Desse modo, ela não é um autódromo propriamente dito, tampouco um circuito de rua. O traçado alterna curvas totalmente travadas com outras de alta velocidade, entretanto, tais características não a tornam nenhum “templo do automobilismo”.

O circuito de Sochi passa entre as instalações da olimpíada de inverno (Foto: Divulgação)

Espanha

O Circuito da Catalunha, onde desde 1991 é realizado o Grande Prêmio da Espanha, é provavelmente o mais conhecido pelos pilotos. Além do GP, o circuito é a sede dos testes de pré-temporada realizados a cada ano. A pista espanhola é um autódromo de um estilo um pouco mais antigo, que permite velocidades mais altas e, portanto corridas mais emocionantes. Assim, o circuito já foi palco de alguns momentos especiais na F1 e agrega tradição em outras categorias, como a MotoGP por exemplo, que também realiza provas por lá.

O Circuito da Catalunha fica bem próximo à Barcelona e abriga os testes da pré-temporada (Foto: Divulgação)

Mônaco

O Grande Prêmio de Mônaco é, sem dúvida, a maior festa da Fórmula 1. A prova é realizada nas ruas do pequeno principado, em meio ao glamour de cassinos e iates de luxo que ficam ancorados à beira da pista. Não há quem ouse criticá-lo. Apesar da pista muito estreita e sem pontos de ultrapassagem, o GP é, provavelmente, o mais querido, o ápice da F1. Diz-se, inclusive, que a vitória em Mônaco é uma honra maior do que a vitória em qualquer outra prova.

O hairpin de Mõnaco é, provavelmente, a curva mais lenta da Fórmula 1 (Foto: Divulgação)

Azerbaijão

Depois de uma passada pelo Canadá, a F1 retorna à Europa para o Grande Prêmio do Azerbaijão. Essa será a segunda vez que uma corrida será realizada em Baku, a capital do pequeno país. Todavia, quando foi realizada pela primeira vez, no ano passado, ela foi denominada como “GP da Europa”. Esta também é uma prova de rua, realizada em um circuito longo, de mais de 6km, que reúne de tudo um pouco em seu traçado. Assim, a pista é até surpreendentemente interessante. Vamos esperar para ver o que vai acontecer lá ao longo dos anos.

O circuito de rua de Baku contorna um castelo medieval (Foto: AFP / Getty Images)

Áustria

Também tradicional, o GP da Áustria tem proporcionado corridas divertidas. A prova é realizada no “Red Bull Ring” que obviamente pertence à companhia de bebidas energéticas e é uma versão ligeiramente remodelada do antigo “Österreichring”. Entre uma ou outra denominação, o circuito saiu e voltou para o calendário diversas vezes. A pista austríaca é a que tem o traçado mais simples da Fórmula 1 atualmente, com apenas 8 curvas, e por essa razão também permite altas velocidades e disputas acirradas

A gigantesca escultura de um touro chama atenção no Red Bull Ring. (Foto: Divulgação – Red Bull)

Inglaterra

O Grande prêmio da Inglaterra é o berço da Fórmula 1. Foi no circuito de Silverstone, o mesmo utilizado até hoje, que foi realizada a primeira corrida da categoria, no longínquo ano de 1950. Ao longo dos anos, o traçado sofreu inúmeras alterações, não restando quase nada da pista original. O destaque do traçado atual é a sequência “Maggots-Becketts-Chapel”: uma sucessão de curvas de alta, que serpenteiam conectando duas retas. Um trecho como esse é raro de se ver nos curcuitos de Fórmula 1 dos dias de hoje. Assim, Silverstone continua encantando pilotos e fãs tanto pela tradição quanto pelas características da pista em si.

A famosa sequência de curvas é o destaque da pista de Silverstone (Foto: Divulgação)

Hungria

Realizado desde 1986, o Grande Prêmio da Hungria sempre é alvo de críticas. “Hungaroring”, a pista que sedia o GP, é completamente travada e não oferece pontos de ultrapassagem. Por essa razão, a etapa húngara ganhou ao longo dos anos a fama de monótona. E de fato é. Hoje, Hungaroring já é um autódromo defasado, que nos faz perguntar: porque ainda há um Grande Prêmio ali?

Hungaroring é uma pista de curvas travadas (Foto: Divulgação)

Bélgica

Ah, o Grande Prêmio da Bélgica! Realizado no lendário circuito de Spa-Francorchamps, o GP belga é considerado por muitos o mais interessante do ponto de vista esportivo. Além disso, a pista de Spa é a preferida da maioria dos pilotos. Criado a partir de estradas da região, o circuito da Bélgica é o mais longo de todo o calendário, com seus 7004 metros de extensão. Por isso, ele é diferente de todos os autódromos construídos atualmente. É dificil explicar, mas o traçado de Spa é realmente fenomenal. O grande destaque é a famosa curva “Eau Rouge”, feita em alta velocidade e em subida, o que gera um “ponto cego” para o piloto naquele lugar.

Essa é a famosa Eau Rouge (Foto: Wikimedia Commons)

Itália

O circuito de Monza, onde é realizado o GP da  Itália, também está presente no calendário desde a primeira temporada da categoria, em 1950. Desde então, a pista sediou o GP italiano todos os anos, com exceção de 1980, quando foi fechada para reformas. Desse modo, Monza se tornou o autódromo que mais recebeu corridas de Fórmula 1. A pista em si é plana, tem longas retas e curvas de alta velocidade. Mais recentemente foram adicionadas chicanes, por medida de segurança. Entretanto, a pista italiana ainda é a mais veloz da F1, pois nela os pilotos conseguem manter aceleração máxima por quase metade da volta. A pista, ótima para testar a potência dos motores, é perfeita para quem gosta de velocidade pura e simples.

Acompanhe a repercussão dos GPs europeus aqui na RISE Esportes! A cada corrida, preparamos uma cobertura especial!

FacebookTwitterFacebook MessengerWhatsAppShare
Diogo Bugalho

Diogo Bugalho

Estudante de jornalismo interessado por assuntos muito diversos, como esportes e carros. Ao juntar as duas paixões, virou um super fã de automobilismo que acompanha a Formula 1 desde criancinha, literalmente. Hoje, além de assistir tudo que pode da F1, ainda tenta acompanhar outras categorias de corridas, seja de carro, de moto ou de qualquer coisa.



Related Articles

GP da Bélgica: Hamilton domina em Spa-Francorchamps

Hamilton reduziu a distância para o líder do campeonato e conquistou sua 5ª vitória em 2017 (Foto: Reprodução/Mercedes) De ponta

GP de Toronto: Newgarden tá aí!

Laranja é a cor mais quente? A vitória do piloto de 26 anos em Toronto esquentou as coisas no campeonato,

Toro Rosso e Renault: caixinhas de surpresas

Créditos da imagem em destaque: CarScoops Toro Rosso Ficha Nome da equipe: ​Scuderia Toro Rosso Pilotos: ​Daniil Kvyat e Carlos

No comments

Write a comment
No Comments Yet! You can be first to comment this post!

Write a Comment

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*

error: Couteúdo protegido