Copa do Brasil: Valeu a volta de Ederson e só

Copa do Brasil: Valeu a volta de Ederson e só
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A volta do camisa 10 foi o único atrativo da partida (Foto: Divulgação/Flamengo)

O jogo do Flamengo desta quarta-feira pela Copa do Brasil tinha cara de ressaca. Após o título carioca sobre o Flu, da maneira que foi, com toda a emoção, a partida contra o Atlético-GO nem parecia uma decisão, um mata-mata. A torcida ainda curte a conquista estadual e o time titular ganhou seu merecido descanso – não só como prêmio, mas como estratégia para a sequência de jogos que vem a seguir. O time reserva foi à campo com o dilema entre precisar mostrar serviço a Zé Ricardo e esquecer a festa do título carioca. Era hora de mostrar a força do elenco.

No entanto, parece que a ressaca falou mais alto e a moleza do time foi evidente. A pouca criatividade gerou um jogo sem qualquer emoção e nada atrativo. A preguiça do rubro-negro carioca era evidente, enquanto o time goiano estava pra lá de satisfeito com o empate. As raras chances do Flamengo foram de cabeça. Uma com Leandro Damião e outra com Lucas Paquetá. A esperança da torcida em ter alguma dose de emoção era a entrada de Ederson, que ocorreu no meio do segundo tempo.

O camisa 10, que não jogava há mais de nove meses, naturalmente sentiu a falta de ritmo e não apareceu com muito destaque. Mas em uma falta na entrada da área, já nos acréscimos, a torcida viu a esperança do gol da vitória. O Flamengo tinha bons batedores em campo, como Ederson e Paquetá. O jovem meia cria da base chamou a responsabilidade e pegou a bola. Mas Rafael Vaz, mais experiente, arrancou a bola das mãos do menino, levando uma bronca de Pará. Mesmo assim, o zagueiro bateu e isolou. Não é a primeira vez que Vaz cobra uma falta muito mal – inclusive no mesmo jogo houve outras oportunidades. Me parece claro que ele não pode mais ser um dos batedores do time.

O jogo serviu para pouca coisa – a volta de Ederson foi a principal delas. Saber que temos um jogador deste calibre no elenco, apesar de não podermos confiar em sua regularidade física, é um privilégio que poucos times têm. Agora é dar sequência para que ele ganhe ritmo de jogo e seja útil nas partidas decisivas. Os reservas não aproveitaram a chance e fizeram um jogo medíocre. O resultado não foi de todo ruim. Como Zé Ricardo disse após a partida, dentro dos empates, o zero a zero foi o melhor resultado. Um empate com gols nos dá a vaga na casa do adversário. Provavelmente com os titulares, é obrigação nossa avançar às quartas de final. Por mais que não seja a prioridade, a Copa do Brasil seria um título importante e mais acessível. Não podemos desperdiçar por bobeira.

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Gabriel Rolim

Gabriel Rolim

Jornalista, rubro negro de arquibancada ou de bar. Rap é minha trilha sonora. No basquete, a torcida vai pro Miami Heat, além do Mengão, é claro. Dou meus palpites sobre Rap lá no canal 5obre no Youtube.



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