Só acaba quando o juiz apita

Só acaba quando o juiz apita
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Ronaldo deve levar o Real a mais uma final com toda a sua trupe. O caminho pode ser com mais um hat-trick, como esse, comemorado por todos na terça passada (Foto: Reuters/Sergio Perez)

Com a provável final entre Real e Juventus, Atlético e Monaco têm que correr atrás do prejuízo e proporcionar à todos, jogos de teste para cardíaco. Confira o pré-jogo da rodada de Champions dessa semana;

Assim como as tarefas de Juventus e Real Madrid nas semifinais da Champions League, o texto de hoje, é simples. Depois de encaminharem suas classificações nos primeiros jogos, Juve, que venceu o Mônaco fora de casa por 2 a 0, e Real, que sapecou 3 a 0 contra o Atlético de Madri, a proposta dos dois times tem que ser a mesma: administrar o resultado sem abdicar do uso de seus ataques poderosíssimos.

Na Itália, o reinado alvinegro

Já reinando há alguns anos no cenário nacional, La Vecchia Signora coleciona 5 títulos consecutivos e, muito provavelmente, levantará o 6º no domingo, em partida contra a Roma. O elenco muito acima dos outros também vem fazendo frente no cenário europeu, e em mais um ano, tem de tudo para pegar um espanhol na final. Contra o Barcelona, há duas temporadas, a final em Berlim terminou em derrota por 3 a 1. Mas os alvinegros querem fazer diferente nesse ano.

Higuaín e sua vítima da quarta passada, o goleiro Subasic, do Mônaco (Foto: Sports Illustrated)

Com uma campanha extremamente consistente, eliminando inclusive o próprio Barça, sem sequer levar gols em dois jogos, o time comandado por Massimiliano Allegri encaminhou muito bem a classificação fora de casa, na quarta passada. Enfrentando um dos melhores ataques da Europa na atualidade, a Juve de Dybala, Pjanic e Buffon, teve na verdade, outros dois protagonistas: Daniel Alves, com duas assistências, incluindo uma sensacional de calcanhar, e Higuaín, que marcou duas vezes para selar o 2 a 0.

Colecionando alguns clean sheets nessa Champions, a Juventus tem de tudo para carimbar a vaga para Cardiff. A tarefa do Monaco de Falcão e Mbappé é dificílima, mas não irreversível. Tendo que jogar com inteligência, sabendo atacar sem deixar espaços, algo não muito comum para os franceses, o time do principado vai ter que suar a camisa para marcar ao menos duas vezes, sem tomar gol do lado de cá do campo.

Complicado. Requer um jogo de xadrez fortíssimo dentro de campo. Mas não está pior que o Atlético de Madri…

Na Espanha, “hala Madrid! ”

O Atlético de Madri tem uma missão quase impossível no clássico de amanhã, contra o Real. Não por ter que fazer 3 gols em um time quase perfeito ou por ter do outro lado Ronaldo, Modric, Sergio Ramos e cia. O problema do Atleti está em sua própria estrutura.

Não acostumado a jogar propondo o jogo, os Colchoneros vão ter que sair da aba de Simeone e partir para cima do Madri, se quiserem ao menos, marcar gols e incomodar o time de Zidane. Com uma proposta de jogo em contra-ataque – que visivelmente não deu certo na ida no Santiago Bernabéu – o Atleti precisa fazer algo que não fez até agora: muitos gols em um jogo chave sem tomar pressão do outro lado. A torcida deve ajudar bastante, mas tarefa parece ser realmente impossível.

A casa Colchonera, mais do que nunca, terá que ser um caldeirão (Foto: Reprodução/Sport.ES)

Do outro lado, um time inspirado e dono de tudo nos últimos. As últimas duas finais com clássico? Vitória do Real. No jogo de ida? Acachapantes 3 a 0, com um hat-trick do melhor do mundo, Cristiano Ronaldo, que mais uma vez resolveu mostrar porque é tão decisivo e tão vital em jogos importantes. No meio de campo, a trinca formada por Kroos, Modric e Casemiro domina os jogos e faz qualquer adversário ser perfeitamente vencível, e até mesmo, “goleável”.

O que esperar dos dois jogos?

Como tudo no futebol, cravar resultados não é o melhor dos caminhos. A história registra viradas heroicas em situações muito mais complicadas do que as que se apresentam. Mas, para quem acompanha, dizer que o destino não se encaminha para um jogo entre Real e Juve no dia 3 de junho, em Cardiff, também parece não ser muito lógico.

Nos resta esperar e acompanhar. Hoje, a batalha é na Itália. Um ataque fulminante e uma defesa quase infalível, que com a vantagem, tem tudo para sair sem levar gols de novo. Amanhã, a briga é em Madri, no Vicente Calderón. Esperar menos do que um jogão parece muito pouco. Um duelo tático e altamente técnico.

Nervos à flor da pele, tensão e jogo bonito. Isso é Champions League. A final? Só saberemos quem estará lá na quarta-feira à noite. Até lá, nos resta curtir os jogos que vem por aí.

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Guilherme Porto

Guilherme Porto

Algo entre o famoso soccer e o lacrosse universitário da Irlanda do Norte me interessam. A paixão por esportes (lê-se quase todos), acompanhada de uma boa resenha e uma cerveja gelada me encantam bastante. E, apesar de não podermos beber aqui, o resto garanto passar com agilidade e muita informação.



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