NFL – Análise da temporada: Washington Redskins

NFL – Análise da temporada: Washington Redskins
FacebookTwitterFacebook MessengerWhatsAppShare

Foto: Patrick Semansky/AP

Um ataque aéreo fantástico que não existe mais; confira como foi a temporada 2016 do Washington Redskins

Campanha em 2016: 8-7-1; terceiro lugar na NFC Leste

Um ano bem parecido com o anterior em termos de campanha e desempenho, mas diferente no quesito playoffs. Por conta das ótimas campanhas de Cowboys e Giants, o 8-7-1 não foi suficiente para Washington voltar aos playoffs, como o 9-7 de 2015.

Pelo segundo ano consecutivo, Kirk Cousins fez a temporada completa como o quarterback da franquia. Os números são incontestáveis: 54 TDs, 23 interceptações e 9083 jardas somando 2015 e 2016. Mas a produtividade numérica não se mostrou tão efetiva a ponto de fazer os Redskins subirem de nível.

kirk-cousins-correndo-contra-os-giants

Novela da renovação de Cousins continua (Foto: Mike Stobe)

Vale lembrar que Captain Kirk está vivendo de tags no contrato, o que o coloca com a média salarial dos cinco QBs mais bem pagos da liga. Em 2016 foram 19 milhões de dólares e em 2017 serão 23. Para efeitos comparativos, Brady recebe por volta de 15 milhões e Rodgers, 20. Ou seja, Cousins produz bons números, mas ganha demais pra isso. Além disso, Washington continua com campanhas medianas.

Claro que a culpa de perder jogos decisivos e/ou apertados não é só do “Mr You Like That?”. O jogo terrestre dos Redskins é ruim tanto no ataque quanto na defesa, e a secundária só tem Josh Norman. Mas o maior problema do time é a indefinição se Cousins fica ou não em Washington. Os rumores de uma ida aos 49ers são cada vez mais fortes.

O que deu certo: que ataque aéreo é (era/foi/não é mais) esse?

O jogo de passe dos Redskins foi sensacional em 2016. O time foi o segundo em jardas aéreas e o terceiro em jardas totais na NFL. Cousins lançou 4917 jardas, ficando atrás apenas de Drew Brees (4944), do New Orleans Saints e Matt Ryan (5208), do Atlanta Falcons.

O QB foi beneficiado por ter um dos grandes trios da NFL no quesito receber passe: DeSean Jackson, Pierre Garçon e Jordan Reed. Ambos os wide receivers passaram das mil jardas, Garçon com 1041 e 3 TDs, e Jackson com 1005 e 4 TDs. Mesmo sofrendo com lesões, Reed continua sendo um dos melhores TEs da liga e um grande alvo na red zone. Foram 686 jardas e 6 touchdowns.

jordan-reed-washington-redskins-touchdown

Reed foi o único que sobrou do trio (Foto: Nick Wass/AP)

A questão é que esse ataque poderoso que carregava o time não existe mais. Garçon foi para os 49ers e Jackson para os Buccaneers. Cousins ainda não renovou, vai jogar 2017 com sua última tag e deve ir embora ano que vem. Reed continua, mas pode se machucar a qualquer momento.

O que deu errado: jogo terrestre foi teste pra cardíaco

A comemorada saída de Alfred Morris não adiantou muito para melhorar o jogo corrido de Washington. Matt Jones e Rob Kelley foram difíceis de assistir e sobrecarregaram demais o ataque aéreo.

Kelley nem foi tão mal nos números com 704 jardas e 6 TDs. Mas o RB nunca foi uma peça que metia medo e nem preocupava defesas adversárias a ponto de dar mais espaço para os recebedores. Matt Jones é um caso bem pior, com sua habilidade de sofrer muitos fumbles.

jogo-terrestre-washington-redskins

Jogo terrestre dos Redskins foi de dar dó (Foto: Patrick Smith/Getty Images)

O jogo terrestre também foi um problema em Washington no campo defensivo. Tanto que o time foi buscar no Buffalo Bills o inside linebacker Zach Brown para melhorar o setor em 2017. Porém, a defesa terrestre dos Bills também não foi lá aquelas coisas

Josh Norman chegou do Carolina Panthers e fechou um lado do campo. O que não adiantou muito porque o outro lado e o meio da secundária dos Redskins continuam muito ruins. Para isso, quatro das dez escolhas no draft desse foram para reforçar a secundária.

Saldo: um time perdido no meio do caminho

O Washington Redskins vive aquela fase em que é bom demais para um rebuild, mas não tão bom para brigar pela NFC. E a maior incógnita sobre o futuro do time passa pela própria franquia não saber o que fazer com Cousins.

A insistência em tags para prender um QB que quer ir embora tá fazendo Washington perder tempo e jogadores. Ao que tudo indica, a franquia vai fazer novamente uma campanha mediana que não vai render playoff e nem uma posição boa de draft. E aí 2018 fica como?

Vão dar um contrato absurdo para Cousins renovar? Vão perder o QB por nada? Vão contratar quarterback ou vão pegar no draft? Não era melhor ter pegado um Kizer ou Dobbs em 2017 para preparar um substituto com a iminente saída de Kirk?

Enfim, são muitas perguntas que pairam no ar dos Redskins. Numa divisão em que o Dallas Cowboys conseguiu achar um QB e um RB para os próximos 10 anos, a indefinição do que Washington vai fazer pode custar vários anos sem título na NFC Leste.

FacebookTwitterFacebook MessengerWhatsAppShare
Vinícius Mathias

Vinícius Mathias

Jornalista e ala-armador nas horas vagas. Sofre nas ligas americanas com Timberwolves, Jaguars, Sharks e Angels. Se arrepende por não ter escolhido o Seahawks. Chelsea e Alemanha trazem felicidade no futebol, pelo menos. Fã de Aaron Rodgers, Jimmie Johnson, Kevin Garnett, Kimi Räikkönen e de uma Heineken bem gelada.


Tags assigned to this article:
CousinsNFC LesteNFLWashington

Related Articles

O desastre de Mike Glennon no passeio dos Packers

Mike Glennon jogou fora a chance de se provar e foi um horror em campo (Foto: Matt Ludtke/AP) Em noite ridícula

Inside the 20: lanterna dos afogados

A cara dele já diz tudo o que precisam saber (Foto: Reprodução/Stories Flow) No jogo dos desesperados, os 49ers vencem

Power Rankings NFL – Semana 2

Arte: Guilherme Porto/RISE Esportes Os Power Rankings são bem populares nos Estados Unidos como forma de ranquear a força dos

No comments

Write a comment
No Comments Yet! You can be first to comment this post!

Write a Comment

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*

error: Couteúdo protegido