Sobrou tarimba: Juventus “sabe sofrer”, vence e está quase na final

Sobrou tarimba: Juventus “sabe sofrer”, vence e está quase na final
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Higuaín se redimiu durante o jogo e foi o resumo da Juve na partida (Reprodução/Twitter)

A experiência da Velha Senhora confrontou a juventude monegasca e, mesmo nos momentos de dificuldade, a Juve foi perfeita para conquistar o 2 a 0

Muita gente esperava por uma vitória do Real Madrid contra o Atlético, mas poucos esperavam o resultado final de 3 a 0. O placar elástico na partida de terça-feira aumentou ainda mais a expectativa de que o duelo entre Monaco e Juventus fosse equilibrado. Mas, apesar das chances criadas pelas duas equipes, o que se viu no placar final foi uma vantagem excelente para a Velha Senhora, que praticamente assegurou a vaga na final graças aos gols de Pipita Higuaín.

No entanto, a própria exibição do argentino da Juve exemplifica os valores mostrados pela equipe italiana para conquistar o resultado positivo. Aos sete minutos, naquela que seria a primeira chance clara da partida, Dybala arrancou pela ponta esquerda e tocou para o argentino. Pipita ainda tentou dar sequência ao lance, mas escorregou de forma patética e perdeu a bola.

Entre as chances perdidas pelo Monaco, especialmente pela dupla Dirar e Mbappé, Higuain empilhava chances perdidas. Primeiro, uma cabeçada aos dez minutos. Depois, outra aos vinte e quatro. A atuação não era boa, mas o experiente argentino mostrou calma e perseverança para buscar os gols. E a paciência foi recompensada: aos 28, recebeu lindo passe de Daniel Alves, que, tirando o atacante, certamente foi o grande destaque da partida com duas assistências. Se pelo alto não estava dando, pelo pé teria que dar. Chute colocado, no canto, sem chances para Subasic. Um a zero e festa da torcida visitante.

Com a vantagem, a Juve fez o que sabe de melhor: se defender. Como se não bastassem os míseros dois gols sofridos em (agora) onze jogos e a atuação primorosa do setor contra o Barcelona, os italianos novamente souberam controlar a vantagem e foram para o intervalo na frente. Na segunda etapa, a Velha Senhora soube sofrer no começo. Falcao quase deixou tudo igual logo no primeiro minuto e, nos tique-taques seguintes do relógio, o Monaco ainda tentou ensaiar uma pressão. Mas a tarimba desse elenco é tão grande que dos lances mais aleatórios surgem boas oportunidades, como na chegada de Marchisio, que parou nos pés do arqueiro da equipe do principado.

O segundo tempo acabou virando um toma lá, dá cá. E no dá cá, deu Juve. Novamente com a dupla Dani Alves e Higuaín, sempre atuando nas costas de Sidibé, lateral-esquerdo de qualidade questionável. Cruzamento do brasileiro, finalização do argentino e comemoração com sangue latino. Sangue quente. Sangue italiano.

Depois do segundo gol, a equipe do Monaco precisava ainda mais de um gol. Trocou Bakayoko e Lemar, dois dos destaques da equipe, por João Moutinho e Germain. Não adiantou muito: a Juve continuou impecável na postura defensiva e chegou a repetir em alguns momentos a famosa primeira linha de seis – composta por defensores e meias centrais, que não deu qualquer espaço para o adversário.

Nos últimos minutos, o que se viu foi uma aula tática dos italianos, que até sofreram com algumas investidas do sempre perigoso Falcao, mas que defenderam com maestria. O Monaco rodava, rodava e rodava, mas de nada adiantava. A equipe que sempre esteve atrás na posse de bola passou à frente no quesito e, ainda assim, não chegava. No fim do jogo, quando Germain chegou com perigo, Gigi Buffon estava lá para evitar. E foi só: no fim das contas, dois a zero para os italianos, que agora podem até perder por um gol na Itália que saem com a classificação.

A Champions League de 2016/17 teve várias histórias interessantes: as eliminações de Bayern e Barcelona, a queda precoce do Manchester City de Guardiola para o próprio Monaco, além de outras equipes como o Leicester e o Bayer Leverkusen. No entanto, para jogar a maior competição de clubes do mundo é preciso experiência, e isso a Juventus tem de sobra. Se mantiver a base, o Monaco tem um futuro brilhante, mas o futuro ainda não é o presente. Hoje, o presente está pintado em branco e preto. E hoje, quem dorme com um pé e metade do outro na final é a equipe italiana.

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Breno Peçanha

Breno Peçanha

Natural de São Gonçalo, estudante de jornalismo na UFF e estagiário do Globoesporte.com. Vascaíno fanático e torcedor do Leeds United em solo europeu, além de simpatizar com o St. Pauli na Alemanha. Uma das coisas que mais gosto é ler e contar histórias do futebol que pouca gente conhece, especialmente se der para colocar humor. Introvertido, apesar de tudo.



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