Premier League – Rodada 35

Premier League – Rodada 35
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“Mind the gap” dizia a faixa dos torcedores dos Spurs, em alusão a frase de alerta do metrô londrino. A brincadeira com os Gunners indica bem a distância entre os rivais na tabela (Foto: Reprodução/Premier League)

O último domingo trouxe uma rodada para reiterar o porquê de Chelsea e Tottenham estarem no topo da tabela da Premier League. Os dois jogos, mostraram ataques fortes, defesas sólidas e clean sheets para a conta dos líderes do campeonato inglês.

Jogo 1: Mais líder do que nunca – Everton 0 x 3 Chelsea

O começo de jogo em Goodison Park foi a mil por hora. Os Toffees, recheados de garotos como Davies, Holgate e Calvert-Lewin, vieram para cima do Chelsea logo no primeiro minuto: Lewin, em chute sem qualquer ângulo, acerta a trave de Courtois e o goleiro azul só acompanha com o olho. No rebote, Lukaku tenta as redes, mas é travado por Cahill. O mesmo zagueiro dos Blues, lá na frente, chutou para o gol de Stekelenburg já no lance seguinte e mostrou que o líder veio atrás de mais 3 pontos para a conta.

Pedro e o chutaço. No ângulo. Indefensável! Era o Chelsea abrindo caminho para mais 3 pontos (Foto: Reprodução/Premier League)

A trinca defensiva do Chelsea, com David Luiz, Cahill e Azpilicueta, jogando avançada, oferecia alguns poucos espaços para Lukaku e cia. O belga, aos 21, parte pra cima de David e ganha no corpo, batendo firme e tirando tinta do gol de Courtois. Pouco pressionando na segunda metade do gramado, o líder vê os donos da casa tomarem conta do meio e dominarem o jogo.

Segundo tempo e a competência de campeão

Mesmo não se apresentando bem, o melhor time do campeonato conseguiu acalmar a pressão do final do primeiro tempo e equilibrou as ações. Sem grandes acontecimentos até os 20, Pedro tratou de adicionar beleza e emoção para a sequência da partida: de costas para a área, na meia-lua, o meia espanhol puxa para a canhota e enche o pé, tirando os pés do chão. Um golaço! Stekelenburg voa, mas passa longe de qualquer chance de defesa. Chelsea na frente e distância na liderança aumentando.

Do outro lado, Mirallas e Koné entram para tentar diminuir o ímpeto do visitante e pressionar o gol adversário. Nada feito. Aos 33, a sorte do campeão entra em campo: falta mal cobrada por Hazard, curta e rasteira terminam no goleiro dos Toffees batendo roupa. A bola bate na perna de Cahill e entra. Era o 2 a 0 e o triunfo praticamente garantido. Para selar a vitória fora de casa, faltava um gol brasileiro para dar mais um passo rumo ao título. William aos 41, depois de entrar na segunda etapa, recebe de Fábregas – que também entrou no decorrer da partida – e bate com o gol aberto, em seu primeiro toque na bola.

Hazard, em falta que originou o gol de Cahill, o segundo da partida (Foto: Reprodução/Premier League)

Com o 3 a 0, os Blues garantem os 7 pontos de diferença na liderança, jogando a responsabilidade para o Tottenham no clássico da hora do almoço.

E os Spurs…

Jogo 2: Kane e sua trupe – Tottenham 2 x 0 Arsenal

White Hart Lane, em seus últimos momentos, foi mais uma vez palco dos triunfos de Pochettino e seus comandados. O Arsenal, capegando e implorando por um novo técnico, mais uma vez sofreu dentro do dérbi. Logo no primeiro minuto, Kane bate para o gol e Cech suja os uniformes para defender em dois tempos. Aos 5, Alderweireld, em sua especialidade cabeceia por cima do gol e aumenta a pressão para cima dos Gunners.

Comemoração de Dele Alli no primeiro gol do jogo (Foto: Reprodução/Premier League)

Com Gabriel fazendo dupla de zaga com Koscielny, o Arsenal se perdeu em alguns lances defensivos. Aos 22 minutos, Dele Alli, sozinho, de frente para o gol, recebe e cabeceia para fora. Logo depois, aos 25, Son rabisca pelo lado esquerdo e deixa a marcação para trás. Eriksen, maestro dos Spurs, perde excelente chance e bate por cima do gol. Só aos 38, Lloris trabalha pela primeira vez: Ramsey, o jogador da maldição dos gols feitos, bate rasteiro e o goleiro francês, impedindo alguma morte nos próximos dias. Aos 43, Alexis sumido no jogo, bate para o gol, mas não assusta tanto a meta, nem os torcedores no estádio.

Eficiência em menos de 2 minutos

Na segunda etapa, a vitória dos Spurs já pintava no comecinho da segunda metade. Aos 3, Wanyama bate colocado e tenta encobrir Cech, mas o arqueiro salva os Gunners. Depois do ensaio, o primeiro gol: aos 10 minutos, Alli, depois de rolada para Eriksen pega o rebote do chute do camisa 23 e estufa as redes. Aberto o placar, o caminho para a vitória foi consolidado em tempo (quase) recorde. Aos 11 minutos, Kane logo depois da saída de bola, arranca para o ataque e é derrubado infantilmente por Gabriel dentro da área. Pênalti!

Com a bola em mãos, Kane chamou a responsabilidade e botou ela na marca da cal. O resultado foi nada diferente do que estamos acostumados a ver do camisa 10: cobrança com excelência, na bochecha da rede e 2 a 0 com Cech parado no centro das três traves. Depois disso, os Spurs tomam as rédeas e não perdem mais. Aos 22, Vertonghen, em belo chute da entrada da área, assusta mais uma vez o gol de Cech. Aliás, daí para frente, o nome do goleiro certamente foi o mais repetido por narradores.

Arsene Wenger (esquerda), fazendo força para ser mandado embora, em aperto de mão com Mauricio Pochettino (direita), pedindo passagem no hall dos grandes técnicos do mundo (Foto: Reprodução/Premier League)

Nem a entrada de Welbeck mudou o rumo dos acontecimentos. Mesmo pressionando o gol de Lloris, aos 29, os Gunners pouco assustaram a meta. Do outro lado, dois lances em sequência para testar ainda mais o arqueiro tcheco: aos 31, Kane bate e Cech cresce em cima dele, fechando o gol; aos 32, em escanteio gerado depois do chute de Kane, Alderweireld cabeceia com força e o goleirão afasta qualquer perigo. E foi só.

Seguindo na cola do Chelsea, o esquadrão de Pochettino mantém a distância nos 4 pontos de diferença e as chances de título ainda vivas. O Arsenal, em 6º, vê suas chances de Champions irem praticamente por água abaixo.

“10 e faixa” da rodada: Harry Kane, do Tottenham

Mais uma vez, Kane mostrou porque usa a 10 dos Spurs, apesar de ser referência dentro da área e não armando jogadas ou servindo companheiros. E a palavra é justamente essa: referência. 

Kane. De novo. Um monstro! (Foto: Reprodução/Premier League)

Bola embaixo do braço no pênalti, organização do time dentro de campo, criação de jogadas quando necessário, chutes de média distância e muita vontade em todas as jogadas. Um líder nato! E ontem não foi diferente. Kane, certamente, será assim na seleção inglesa e ainda trará muitas alegrias ao Tottenham e ao English Team.

Five O’Clock Tea (Chá das 5) – Resumão da Rodada

West Bromwich 0 x 1 Leicester: os atuais campeões acabaram de vez com as chances de queda depois da vitória importante fora de casa. O gol ficou por conta de Vardy, ainda na primeira etapa.

Middlesbrough 2 x 2 Manchester City: Jesus está de volta! Depois da contusão. o camisa 9 da seleção jogou sua primeira partida de titular e balançou as redes para garantir o empate azul. Antes disso, Negredo e Chambers marcaram para o Middlesbrough. O outro gol do City veio dos pé de Agüero, depois de pênalti inexistente em cima de Sané.

Manchester United 1 x 1 Swansea: fazendo força para não alcançar seus objetivos na temporada, o United empatou dentro de casa contra o praticamente rebaixado Swansea, do País de Gales. O gol dos Devils veio dos pés de Rooney, enquanto Sigurdsson igualou o placar e deu números finais ao jogo.

Hoje à tarde (16h, horário de Brasília), o Watford recebe o Liverpool, fechando a rodada 35 da Premier League.

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Guilherme Porto

Guilherme Porto

Esporte sempre foi a minha paixão. Apaixonado por NFL e Futebol, mas acompanho tudo que gere competição, desde golf até curling. E para um cara que preferia os jogos gravados em fita cassete da Copa de 94 aos desenhos animados antes de ir à aula na creche, trabalhar com isso é privilégio.



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