Não é o momento de descansar

Não é o momento de descansar

Apesar do gol na final da Taça Rio, o Fabuloso continua devendo no ataque (foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Nas próximas semanas, o Vasco tem a obrigação de aproveitar o tempo livre para consertar seus erros e evitar danos maiores no futuro

Uma semana corresponde a bastante tempo no futebol. Há alguns meses, uma semana dentro do Vasco representava jogo do Carioca no domingo, rápida preparação para a Copa do Brasil na quarta-feira, seguida por mais uma partida do estadual. Posteriormente, nada de descanso: na próxima quarta, outra partida da Copa do Brasil. Assim deve ser o ambiente em um clube de futebol: cheio de compromissos, dedicação e disputa com seriedade em todos eles. Em suma, deve haver futebol. É uma pena que tenham esquecido de contar isso ao Vasco.

Eliminado na Copa do Brasil e agora no Campeonato Carioca, o cruzmaltino terá três semanas de férias enquanto todos os seus rivais estaduais participam de mais de duas competições oficiais simultaneamente. Três semanas do mais completo marasmo. O clube pode treinar o quanto quiser nesse período, mas, como já dizia o grande Didi: “treino é treino, jogo é jogo”. Nada é tão importante para a preparação para um campeonato como o Brasileirão quanto ritmo de jogo. E, nisso, o Vasco sairá em desvantagem este ano.

Sente o nível do nosso ataque reserva (foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

O mínimo que o clube pode fazer para amenizar a situação ridícula em que se encontra é realizar uma preparação digna para o Brasileiro, disputando amistosos durante as três semanas de férias e aproveitando ao máximo esse tempo para corrigir suas maiores falhas. Incluindo a mais grave de todas – o ataque. A quantidade de gols perdidos pela equipe vem dificultando bastante a conquista de resultados nas últimas partidas, e também incomodando o torcedor.

Enquanto nada disso acontece, aguardaremos. Em silêncio, para condizer bastante com o momento de total marasmo que se abate sobre a equipe cruzmaltina.

Raphaela Reis

Raphaela Reis

Estudante de publicidade, 19 anos, nascida e criada no Méier, subúrbio do Rio de Janeiro. Apaixonada por futebol e pelo Vasco desde criança, viciada em ler o caderno de esportes do jornal e desafiante oficial dos tios e primos no FIFA. Infelizmente não realizou a fantasia de se tornar a nova Marta, mas hoje busca nas palavras uma forma de se manter conectada ao mundo da bola.



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