Rio de Janeiro conquista o 12º título da Superliga

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Foto: André Durão

Em arena lotada, time de Bernardinho vence batalha no clássico contra Osasco, que vive seca de títulos na maior competição nacional

Não é novidade para ninguém que Rio de Janeiro e Osasco estão mais do que acostumados a estarem na final da Superliga feminina. E no ano em que essa final foi reeditada, fomos brindados com um jogaço de voleibol. De um lado o Osasco, com o protagonismo de Tandara – maior pontuadora da competição – e a experiência de Dani Lins. De outro, a liderança da líbero bicampeã olímpica Fabi e a força do conjunto carioca. Foi com esses ingredientes que, após um jogo recheado de reviravoltas, o Rio de Janeiro venceu o maior clássico do vôlei nacional. Em uma partida de nível técnico altíssimo, o placar com parciais de 25/19, 22/25, 25/22, 18/25, 15/6, refletiu o equilíbrio entre as equipes.

Dessa forma, o Rio de Janeiro, que chegou à 13ª final consecutiva, conquistou seu 12º título da Superliga. Enquanto isso, o time paulista amarga o 8º vice-campeonato contra o rival e aumenta o jejum de títulos, que já chega a cinco anos. Se formos levar em consideração apenas os confrontos em finais, a vantagem carioca é de 8 a 3.

A conquista da equipe do Rio foi bastante valorizada pela boa atuação de Osasco (Foto: Divulgação/Instagram)

Juciely, como de costume, teve no bloqueio e na jogada “China”, as suas maiores armas para bater as atacantes de Osasco. Além disso, a grata surpresa, Drussyla, parece ter ignorado o fato de ter apenas 20 anos, jogando como uma veterana. A ponteira foi crucial para a vitória do Rio e recebeu o prêmio de melhor jogadora da final. O bom trabalho das meninas cariocas acabou ofuscando a belíssima atuação de Tandara pelo lado de Osasco, que marcou impressionantes 22 pontos na partida.

O jogo

A força da ponteira Tandara não foi suficiente para evitar a derrota do time paulista (Foto: Inovafoto/CBV)

O Rio começou o primeiro set com tudo, enquanto Osasco parecia admirar o público que ainda entrava na Arena da Barra, quando Gabi fez 1/0 para o time da casa. O time paulista só acordou quando o placar já estava em 7/2 e após uma ótima reação, forçou o técnico Bernardinho a parar o jogo com 11/10, para a equipe carioca. No decorrer do set, Osasco chegou a assumir a liderança do placar por uma vez, mas o time do Rio rapidamente retomou as rédeas do placar e forçou o técnico Luizomar de Moura a pedir seu segundo tempo técnico. A tentativa de recolocar o time no jogo parou em uma parede chamada Juciely que, após três bloqueios seguidos, fechou a parcial em 25/19.

O segundo set foi um pouco parecido com o primeiro, o Rio de Janeiro abriu uma vantagem de 11/7, mas Osasco logo conseguiu a reação na raça de Tandara (12/12). Os times foram trocando pontos até a reta final do set, quando Luizomar parou a partida em 22/21, favorável ao Rio. Após a parada, o time paulista voltou mais ligado e a prórpia Tandara fechou o set em 25/23, com uma bela “pipe”.

O Rio de Janeiro teve na força do conjunto, a sua principal arma para vencer a partida. (Foto: Inovafoto/CBV)

A tônica dos sets iniciais se manteve no terceiro: o Rio de Janeiro abria vantagem no início e Osasco ia buscar. Mais uma vez, grandes atuações de Drussyla e Juciely pelo lado carioca e Tandara sem deixar barato pelo lado paulista. Com o jogo empatado em 15/15, o time de Luizomar abriu dois de vantagem e forçou Bernadinho a pedir tempo. Na volta, pressão do Rio, que empatou, e conseguiu manter o jogo parelho até o 22/22. Foi aí que entrou em cena a estrela da oposta carioca Monique, que com um ataque e um bloqueio, fechou o terceiro set em 25/22.

Tivemos um quarto set bastante diferente dos anteriores. Dessa vez, foi a equipe de Osasco que abriu vantagem e obrigou o Bernardinho a parar o jogo quando o placar marcava 8/4. Após o tempo, o Rio de Janeiro chegou a reagir, mas Osasco era mais eficiente e abriu logo 12/7, forçando mais uma parada do técnico sete vezes medalhista olímpico. Não adiantou, a equipe de São Paulo continuou abrindo vantagem e Bernardinho mexeu no time. As mudanças também não surtiram efeito e Osasco sobrou para fechar em 25/18, a quarta parcial.

Eleita a melhor em quadra, Drussyla, foi importantíssima na linha de defesa e no ataque carioca. (Foto: Divulgação/Instagram)

O tiebreak começou com um ataque certeiro de cada lado, Gabi para o Rio e Paula Borgo, para o Osasco. No entanto, o time paulista não estava no mesmo ritmo do primeiro set e o Rio de Janeiro se aproveitou da passividade do adversário, para abrir 7/2. O marasmo de Osasco parecia sem fim e já estava claro que as meninas do Rio iriam caminhar tranquilas para a conquista do dodecacampeonato da Superliga. No final, um placar que pouco refletiu o equilíbrio do restante do jogo, mas que em nada interferiu na festa das mais de doze mil pessoas que compareceram à Arena da Barra (15/6).

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Luan Scanferla

Luan Scanferla

Estudante de jornalismo pela UFF, desde berço aficionado por futebol. Com o passar dos anos e o amadurecimento, me transformei em um apaixonado por ESPORTE. Sempre soube que em meu ofício o esporte deveria estar presente, mesmo que não como “ator”. Gosto de discussões acaloradas sobre o assunto, mas sempre com bom humor e trocadilhos em demasia.



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